Pequena parte da população de Altaneira resiste a acreditar no poder destruidor da Covid-19


Pequena parte da população de Altaneira resiste a acreditar no poder destruidor da Covid-19. (FOTo/ João Alves).


É assustador o número de infectados pela pandemia do coronavirus, a Covid-19, no país. Dados colhidos junto ao Ministério da Saúde nesta tarde constata-se que o Brasil já ultrapassou a barreira dos 45.000 casos confirmados da pandemia e mais de 2.000 mortes.  É estarrecedor. Tudo em pouco mais de um mês.

Só no Estado do Ceará segundo boletim da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa) desta quinta-feira, 23, são mais de 4.000 casos confirmados da Covid-19 e pouco mais de 200 mortes. São dados que, no mínimo, eram para gerar perplexidade. E isso tudo mesmo com todas as medidas adotadas pelo governo estadual.

Ocorre que esse vírus circula muito rápido e ações corriqueiras, simples que deveriam ser tomadas para evitar o contágio e, portanto, a proliferação não estão sendo adotadas por alguns populares. A própria capital do Estado que é um dos grandes focos dessa pandemia já teve dificuldades de implementar essas medidas - como evitar aglomerações, evitar sair de casa a não ser caso de extrema necessidade e usar máscaras todas as vezes que essa necessidade aparecer.

Em Altaneira, na microrregião do cariri oeste, não há registros de casos de infectados pela pandemia e muito menos mortes por ela. O que é importante, mas não é sob nenhuma hipótese motivo para afrouxar os cuidados. Muito ao contrário. Uma parcela significativa da população da "terra alencarina" entendeu desde o início. No entanto, outra parte também significativa não está levando a sério. E esse problema vem do início.

Nunca na contemporaneidade o brasileiro e, em particular o altaneirense foi tão bombardeado (de forma positiva) de informações quase que instantânea sobre um mesmo assunto. Mas essas informações parecem não ser absorvida como de fato deveriam. Constata-se concomitantemente que essas informações não estão contribuindo para gerar conscientização e, se não há conscientização não se observa nessa parcela da população atos sadios para si, para sua família e para todos que os circundam. Não é falta de informação. É falta de empatia.

É estarrecedor olhar imagens de altaneirenses que desafiam o poder altamente destruidor da Covid-19 e saem as ruas sem a menor proteção, como máscaras e álcool em gel. O governo deveria oferecer? Sim, ao menos máscaras para aqueles que não dispõem de condições financeiras para tal. Mas e aqueles que possuem e mesmo assim agem como se nada, absolutamente nada, estivesse ocorrendo?

A normalidade paira ainda (infelizmente) em certos grupos. Basta sair as ruas (com proteção) e logo se verificará esse cenário lamentável. Repito – mesmo com todas as informações, orientações da mídia local (blogs e rádio) e também do governo municipal. A noite não está tendo festa dançante (era só o que faltava) mas a quantidade de pessoas pilotando moto sem necessidade é de entristecer. É um desafio constante ao contágio.

A quantidade de pessoas nas calçadas em certas ruas e nestas próprias também é uma constante.

Não é hora de bater papo com vizinho/a. Não é hora de sair para comprar uma cachaça e passar a noite andando. Não era de usar moto e carro e também passar a noite passeando. Não era hora de usar as praças para encontros. Não é hora de se desesperar e passar a noite sem dormir e ir para a tenda sem a menor proteção (sei dos casos em que esse dinheiro é, talvez, a única forma de colocar alimentos em casa, mas sem saúde o alimento também não vem), porque o dinheiro não vai fugir. Mas em altaneira ainda está ocorrendo esses tipos de comportamentos. Definitivamente não é hora. 

É preciso antes que o vírus comece a circular por aqui que o comportamento sofra uma alteração de 360 graus. É preciso um esforço individual para barrar a pandemia. É um esforço individual que acarretará em benefícios para a coletividade. É necessário usar a empatia.

Sei também que as pessoas estão entrando em conflitos porque a OMS, as secretarias estaduais, municipais e demais profissionais da saúde dizem algo e o presidente diz o contrário. Já ouvi de amigos e amigas bem próximas que tudo isso é um espetáculo montado pela mídia e que não é bem assim. Os objetivos dizem alguns que é tirar o presidente do poder. E ainda há outros que preferem acreditar em soluções mágicas.

Mas mesmo assim, fica o recado. Escute a ciência. Escute os/as profissionais da saúde e se cuide e contribua para que a Covid-19 possa sair o mais rápido possível.

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