Moro pediu demissão, mas não se deve deixar enganar com o discurso dele


Moro pediu demissão. (FOTO/ Reprodução/ YouTube/ Canal Poder360).


Moro pediu demissão.

Deixou em alto e bom som que a demissão do diretor-geral da Polícia Federal (PF) pelo presidente Bolsonaro era uma interferência política da presidência, o que segundo ele próprio foi confirmado pelo presidente. Disse ainda que governos anteriores (Lula e Dilma) deram autonomia a PF. 

Das suas palavras, fica nítido que ele não tinha autonomia (aliás não tinha como ter em um (des) governo que comanda o país de forma autoritária e sem respeitar as instituições).

A saída do Moro é mais uma prova de que este governo é fadado ao fracasso que ele ajudou a eleger.

Moro é culpado por tudo de ruim que ocorre no país, pois foi um dos principais responsáveis pela eleição do presidente.

Moro foi o condutor da Lava Jato e atuou mais como informante da mídia tradicional do que propriamente como juiz. Cometeu erros e muitos, muitos excessos durante sua atuação como juiz/informante da operação.

Quem não se lembra dos grampos telefônicos entre Dilma e Lula que permitiu a divulgação da conversa entre os dois?

Quem não se lembra do descumprimento reiterado de decisões do TRF da 4ª Região?

Quem não se lembra da manipulação de distribuição de processos?

Quem não se lembra, de igual modo, monitoramento de advogados?

Quem não se lembra da condenação do ex-presidente Lula mesmo sem provas cabais, aquelas em que não há contestações? E antes disso, do pedido da condução coercitiva dele?

Portanto, o Bolsonaro deve a ele o fato de ser hoje o que é. E o que a sociedade sofre hoje tem muito a ver com a atuação de Moro.

Não se deve deixar enganar com o discurso de combate a corrupção pregado pelo agora ex-Ministro da Justiça.

Fica obvio ainda para defensores do Bolsonaro que ele NUNCA combateu a corrupção e NUNCA combaterá porque não é interessante fazê-la.

Agora vou aguardar os/as bolsominions arranjarem explicações absurdas para defenderem o presidente e emparedar o Herói Nacional que até então Moro era para eles/as.

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