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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
De tempos em tempos, o modo de produção capitalista reinventa processos de alienação em massa. A indústria cultural reproduz a lógica da dominação a partir de mecanismos simbólicos. Na concepção marxista, dois conceitos estão intimamente interligados dentro dessa perspectiva: forma e conteúdo. A febre da Farma Aura entre crianças e adolescentes é característica desse modus operandi, que utiliza o sensorial (estético) como ferramenta de engajamento social para o processo de alienação. Esse fenômeno vem sendo apropriado por gestores e parlamentares, que dão nova roupagem às suas narrativas, gerando um esvaziamento no debate das políticas públicas e da reflexão social.




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