Pesquisadores debatem equidade racial na educação básica na 1ª Jornada Anansi

 

Pesquisadores debatem equidade racial na educação básica na 1ª Jornada Anansi.

Evento aconteceu em 24 e 25 de maio e contou com a apresentação de projetos e pesquisas no campo da educação antirracista.

No evento foram apresentados projetos pedagógicos e práticas de gestão antirracistas que acontecem em escolas públicas das cinco regiões do país, além de indicadores qualitativos e quantitativos, fruto de estudos e pesquisas sobre questões étnico-raciais na educação básica, realizados por pesquisadores, em sua maioria, mulheres negras com pós-graduação no campo da Educação, que compõem uma rede de articulação e sustentação do Anansi Observatório de Equidade Racial na Educação Básica. Assista aqui.

“São iniciativas de extrema pertinência, relevância e resiliência que, apesar das condições adversas agravadas pela pandemia, constituem uma resposta ativa de pesquisadoras negras a partir do chão da escola, mobilizando redes de gestores e professores de todo o Brasil para trabalharem pela promoção da equidade racial na educação” afirmou a Profa. Dra. Cida Bento, fundadora e conselheira do CEERT.

O evento marcou o lançamento da plataforma que tem como objetivo monitorar e sistematizar informações para o controle social do cumprimento das Leis 10.639/2003 e 11.645/2008 nos sistemas de ensino. Acesse a plataforma aqui.

Na abertura, no dia 24, Daniel Bento Teixeira, diretor executivo do CEERT, e os representantes das instituições parceiras do Anansi, Angela Dannemann (Itaú Social) e Ricardo Henriques (Instituto Unibanco) ressaltaram a importância da promoção da equidade racial para avanço da qualidade da educação básica, desde a educação infantil até o ensino médio.

Na primeira mesa temática, com a mediação da Profa. Dra. Cida Bento, conselheira do CEERT, o pesquisador Alan Alves Brito, coordenador do Projeto “Zumbi-Dandara dos Palmares: desafios estruturais e pedagógicos da Educação Escolar Quilombola para a promoção da equidade racial no Brasil do século XXI” apresentou uma análise e indicadores inéditos sobre o cenário da educação escolar quilombola, com base em projetos que envolveram 142 escolas e 15 mil pessoas. 

No dia 25, o debate mediado pelo Prof. Dr. Delton Aparecido Felipe, representante da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), explorou temas relacionados à educação infantil a partir do projeto “Por uma infância escrevivente: práticas de uma educação antirracista”, coordenado pela Profa. Fátima Santana Santos, coordenadora pedagógica do CEMEI Dr. Djalma Ramos (BA), selecionado no Edital “Equidade Racial na Educação Básica”. A Profa. Graça Gonçalves da Universidade Federal Fluminense) e consultora do CEERT também contribuiu com a discussão. 

A educação da adolescência e juventude foi o tema da última mesa da jornada, mediada por Sonia Dias, coordenadora de programas no Itaú Social, a partir da experiência do Projeto “Ressignificando as Relações Étnico-raciais e de Gênero: pensando os conteúdos, conhecimentos, saberes e práticas escolares a partir das africanidades”, coordenado pela Profa. Vanderleia Reis, e selecionado pelo Edital “Equidade Racial na Educação Básica''. O debate contou com a participação da Profa. Wilma de Nazaré Baía Coelho, da Universidade Federal do Pará e da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPEd). Confira a íntegra do segundo dia da jornada aqui.

O evento online e ao vivo teve uma participação ativa da audiência pelo chat, que demonstrou interesse principalmente pelos materiais pedagógicos desenvolvidos no escopo dos projetos apresentados, disponibilizados na plataforma do Anansi Observatório de Equidade Racial na Educação Básica.

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Com informações do CEERT.

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