País chega a 156,4 milhões de eleitores. Mulheres são maioria, e presença de jovens cresce 51%

 

Ao divulgar números do eleitorado, o presidente do TSE, Edson Fachin, ressaltou sistema eletrônico 'seguro, transparente e auditável'. (FOTO |TSE).

O Brasil tem 156.454.011 eleitores aptos a participar do pleito de outubro, crescimento de 6,21% em relação a 2018 (9,1 milhões a mais). As mulheres continuam sendo maioria, e a presença de jovens de 16 e 17 anos aumentou 51%. Entre as regiões, o Nordeste, segundo maior colégio eleitoral, aumentou sua participação.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (15), mostram “o maior eleitorado cadastrado da história brasileira”, segundo afirmou o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Edson Fachin, que aproveitou para ressaltar os mais de 25 anos do modelo eletrônico de votação, “em prol de um sistema seguro, transparente e auditável”.

Com 42,64% do total, o Sudeste segue sendo o maior colégio, com 66.707.465 eleitores. Já a região Nordeste tem agora 42.390.976, ou 27,11%. O Sul foi para 22.558.759 (14,42%), o Norte está com 12.560.410 (8,03%) e o Centro-Oeste, com 11.539.323 (7,38%). O eleitorado no exterior cresceu 39,2% e agora soma 697.078, ou 0,45% de todos os eleitores. Norte e Nordeste foram as regiões que mais cresceram na comparação com 2018: 8,88% e 8,08%, respectivamente. O Sudeste aumentou 4,39%, abaixo da média nacional.

São Paulo tem um em cada cinco eleitores

O estado de São Paulo concentra 22,16% dos eleitores brasileiros. Em seguida, vêm Minas Gerais (10,41%) e Rio de Janeiro (8,2%). Já os três com menor número de eleitores estão na região Norte: Acre (0,38%), Amapá (0,35%) e Roraima (0,23%).

Entre os municípios, São Paulo reúne o maior colégio: 9.314.259. Depois vêm Rio (5.002.621), Brasília (2.203.045), Belo Horizonte (2.006.854) e Salvador (1.983.198). Os menores estão em Borá-SP (1.040), Araguainha-MT (1.042), Serra da Saudade-MG (1.107), Engenho Velho-RS (1.213) e Anhanguera-GO (1.234). O eleitorado está distribuído em 5.570 cidades, além de 181 no exterior.

Mulheres representam 53%

Do total de eleitores do Brasil, 82.373.164 são mulheres (52,65%). Os homens somam 74.044.065 (47,33%). Segundo o TSE, há ainda 36.782 votantes sem informação. E 37.646 usarão o chamado nome social – é a terceira eleição em que a Justiça Eleitoral garante esse direito a pessoas transgênero, transexuais e travestis. Em 2018, esse número foi de 7.945.



Objeto de campanha para participar do processo político, o eleitorado de 16 e 17 anos, cujo voto é facultativo, agora soma 2.116.781, ante 1.400.617 em 2018. Crescimento de 51,13%. Somente de janeiro a abril deste ano, o acréscimo foi superior a 2 milhões de eleitores jovens. Já o público acima de 70 anos, para o qual o voto também é facultativo, aumentou 23,82%, para 14.893.281 (9,52% do total). Os eleitores de 25 a 44 anos representam 40,72% e os que têm de 45 a 69, 36,03%, enquanto a faia de 16 a 24 soma 13,74%.

Identificação biométrica: 75% do total
Três quartos dos eleitores brasileiros já fizeram a identificação biométrica. Isso corresponde a 118.151.926 votantes, ou 75,51% do total, ante 59,31% em 2018.

No recorte por escolaridade, agora a maior parcela dos eleitores do Brasil se concentra entre aqueles com ensino médio completo: 41.161.552 (26,31%). Em 2014 e 2018, a principal faixa do eleitorado era composta por cidadãos e cidadãs com ensino fundamental incompleto. Estes agora somam 35.930.401 (22,97%). Depois vêm aqueles com ensino médio incompleto (16,65%) e superior completo (10,95%). Analfabetos são 4,05%.

O TSE informou ainda que 1.271.381 pessoas declararam ter algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida, 35,27% a mais em quatro anos. “Esses eleitores, que correspondem a 0,81% do total apto a votar em outubro, podem, inclusive, exercer o voto em seções adaptadas pela Justiça Eleitoral para atendimento das necessidades apresentadas”, informa o tribunal. Eles têm até 18 de agosto para solicitar transferência.
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Com informações da RBA.

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