Flávio Dino: Bolsonaro sabota nossos esforços contra a pandemia



O governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), classificou como “atitude sabotadora” a insistência do presidente Jair Bolsonaro de acabar com qualquer estratégia de isolamento social contra o contágio pelo novo coronavírus. “Estamos vendo uma atitude de sabotagem objetivamente liderada pelo próprio Bolsonaro. É possível que nossos esforços no sentido de maior prevenção, para salvar vidas, em larga medida se percam”, disse ontem (16).

Para o governador, Bolsonaro põe em risco os esforços dos governadores, especialmente do Nordeste, onde a situação é mais difícil devido à histórica falta de investimentos em equipamentos de saúde, a vida de muitos brasileiros e também as finanças públicas.

Seriam necessários menos investimentos se houvesse maior prevenção. Bolsonaro é aquele que mais empurra a economia brasileira a realizar mais gastos porque ele tenta impedir a nossa ação preventiva, especialmente aquelas recomendadas na seara internacional, referentes ao isolamento e distanciamento social”.

As afirmações foram feitas durante mesa virtual do seminário Diálogos, Vida e Democracia, realizado pelo Observatório da Democracia. Além de Dino, participam os governadores do Pará, Hélder Barbalho (MDB); do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB); da Bahia, Rui Costa (PT), com mediação de Manoel Dias, Presidente da Fundação Leonel Brizola-Alberto Pasqualini. O Observatório da Democracia nasceu de questionamentos levantados durante os encontros de um grupo formado pelas fundações partidárias Cláudio Campos (PPL), Lauro Campos (Psol), João Mangabeira (PSB), Leonel Brizola – Alberto Pasqualini (PDT), Maurício Grabois (PCdoB), da Ordem Social (PROS) e Perseu Abramo (PT).

Na avaliação de Flávio Dino, a pandemia da covid-19 é uma bifurcação para a humanidade. Um sentido dá acesso a uma “saída civilizacional”, e outro, à barbárie. “Devemos perseverar no isolamento, manter clima de unidade e união mais ampla possível com quem queira o mesmo. E ao mesmo tempo abrir leitos, trabalhar por medidas protetivas e olhar para o futuro”.

Com informações da RBA.

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