Movimentos divulgam manifesto anti-imperialista no Dia do Meio Ambiente

 

Brasil quebrou recordes de desmatamento no governo Bolsonaro (FOTO/Lula Sampaio/AFP).

 A Jornada Internacional de Luta Anti-Imperialista, que reúne organizações e movimentos populares dos cinco continentes, lançou neste sábado (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, um manifesto anti-imperialista chamando atenção para a destruição do planeta pelo poder econômico.

O poder destrutivo da atual etapa do capitalismo, em sua fase financeira, não tem precedentes. As empresas transnacionais aumentam sua capacidade de exploração dos bens comuns, avançando na exploração de minérios, no desmatamento, na apropriação privada da água, entre outras formas”, denuncia o texto.

O manifesto afirma ainda que a pandemia de covid-19 “é a última cara desta crise ambiental e do sistema”, e que o capitalismo “verde” faz parte do problema, e não da solução.

Para as organizações que integram a Jornada, “a saída está na reconstrução da relação entre os seres humanos e a natureza, onde a vida, o bem-viver coletivo e os tempos ecológicos guiem as nações e povos, e não a ganância, o lucro e a propriedade privada. (…) Parar a barbárie capitalista é a tarefa central do nosso tempo.”

No Brasil, a Jornada é formada por partidos de esquerda, organizações de estudantes, movimentos de trabalhadores rurais, atingidos por barragens, centrais sindicais, entre outros [confira ao final da matéria a lista completa].

Além de divulgar o manifesto em diferentes idiomas, a Jornada realiza ações presenciais simultâneas, por volta do meio-dia (horário de Brasília), em 21 países. 

O Capítulo Brasil da Aliança Bolivariana Para os Povos de Nossa América (Alba Movimentos) convocou atos em frente ao Congresso Nacional e ao Ministério do Meio Ambiente e anunciou que fará o plantio simbólico de árvores em várias cidades brasileiras.

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Com informações do Brasil de Fato. Clique aqui e confira o manifesto na íntegra.

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