Deputada Sâmia Bomfim diz que saída de Freixo do PSOL é “tática arriscada”

 

Deputada Sâmia Bomfim. (FOTO | Cleia Viana | Câmara dos Deputados).

Nesta sexta-feira (11), o deputado federal Marcelo Freixo anunciou sua saída do PSOL, após mais de 16 anos no partido, e se filiou ao PSB. A mudança de legenda faz parte de uma aliança que vem sendo costurada pelo político para disputar o governo do Rio de Janeiro em 2022 e que envolveria, além do apoio do PT, chancelado por Lula, o do atual prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes (PSD), em uma chamada “frente democrática de resistência” contra o bolsonarismo. Os três políticos estiveram reunidos nos últimos dias.

Em texto de despedida compartilhado nas redes sociais, Freixo disse que, apesar do fim de um ciclo, tem a certeza que seguirá com o partido “na mesma trincheira de defesa da vida

Hoje, encerro esse ciclo com a certeza de que apesar de não estarmos juntos daqui para a frente no mesmo partido seguiremos na mesma trincheira de defesa da vida, da democracia e dos direitos do povo brasileiro”, escreveu o agora ex-psolista.

Parlamentares do PSOL lamentaram a saída de Freixo do partido. A deputada federal Sâmia Bomfim (PSOL-SP), afirmou pelas redes sociais, logo após o anúncio da decisão do colega, que “sua opção de se candidatar a governador em aliança até com a direita liberal tornou inevitável sua saída”. “Estamos juntos na oposição a Bolsonaro, mas com projeto e estratégia diferentes”, completou a parlamentar.

Em declaração exclusiva à Fórum, Sâmia deu mais detalhes sobre o que pensa com relação aos planos de Freixo ao sair do partido. A deputada disse que “evidentemente sua saída do partido é uma perda, todos nós lamentamos e vai significar uma nova fase para o partido de seguir se desenvolvendo sem a figura, sem a presença dele”.

O Freixo sempre foi um quadro importantíssimo para o PSOL, se destacou no enfrentamento contra as máfias, as alianças espúrias que se desenvolveram na política do Rio de Janeiro, contra as milícias. O PSOL e o Freixo cresceram juntos, com muita força, em especial no Rio de Janeiro por essa trajetória de coerência, de coragem e de enfrentamento”, declarou.

Ela pondera, contudo, que “o PSOL deve seguir crescendo e se postulando com a mesma linha, com a mesma coerência de não abrir mão de pontos que são fundamentais no nosso programa, na nossa história, em nome da composição com um governo com, por exemplo, [Eduardo] Paes, [Rodrigo] Maia. Nomes que ele [Freixo] efetivamente procura pra compor e ser ele o representante ao governo do estado nas próximas eleições”.

Na opinião de Sâmia, uma suposta aliança com esses nomes que Freixo almeja configura uma “tática arriscada”. “Por hora, nada garante que figuras como o Paes e o Maia vão apostar na figura dele [Freixo] para representar esse projeto amplo para o Rio de Janeiro porque que existem outros nomes como o [Felipe] Santa Cruz da OAB, ou mesmo, enfim, nomes mais orgânicos do que seriam esses partidos da direita liberal e da burguesia carioca”, explicou.

Enfim, ele está apostando nessa possibilidade e acho que fica claro qual a diferença com relação ao que é a política do PSOL”, completou a parlamentar.

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Com informações do Portal Fórum.

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