17 de maio não é uma data comemorativa, mas uma pauta educativa na busca da promoção da diversidade

 


 Por Josyanne Gomes, Colunista

A data de 17 de maio se refere à luta Internacional contra a Homofobia. Para quem nunca ouviu falar ou desconhece o termo – Homofobia significa aversão à homossexualidade, ou seja, diz respeito ao indivíduo que pratica discriminação com pessoas não heterossexuais. Por muito tempo, a homossexualidade foi considerada pecado, doença ou até mesmo desvio de conduta, refletindo ainda mais em práticas preconceituosas e violentas contra a comunidade LGBTQIA+.  A data de 17 de maio se reporta ao ano de 1990, ano em que a homossexualidade foi excluída da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A data figura na agenda dos movimentos sociais, especialmente do movimento LGBTQIA+ como um dia de resistência, luta e empoderamento. Por isso, é tão importante se falar nessa data e entender seu histórico.

Em 1969, no entanto, isso começou a mudar. Apesar de já existirem movimentações nesse sentido, a Revolta de Stonewall se tornou o marco mais representativo das lutas pelos direitos LGBT+. Naquele ano, há cinco décadas, os frequentadores do bar Stonewall Inn, em Nova York, decidiram se rebelar contra a opressão policial que frequentemente assolava o público do lugar. Naquele tempo, não ser heterossexual era crime nos Estados Unidos. Nas ruas de Nova York, quem não vestisse pelo menos três peças de roupa “apropriadas ao seu gênero” poderia ser preso. E meias não contavam. Não à toa, muitas drag queens aboliram o uso de saltos altos para poder correr melhor da polícia quando necessário. Devido à “conduta indecente”, a State Liquor Authority (SLA) também proibia a venda de álcool para estabelecimentos considerados gays.

Aqui no Brasil a discussão chega a público através das Universidades, com bases de pesquisas científicas embasadas em histórias de vidas e dados estatísticos. No entanto, nosso País – Brasil – para a Secretaria de Políticas Sociais da CUT-SP, dados só reforçam o descaso e a falta de compromisso do país no combate aos crimes envolvendo gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais. Ou seja, somos um país violento e que pratica preconceito e discriminação descaradamente contra a população LGBT.

Vale ressaltar que quanto ao Racismo, o Brasil também é um país agressivo que mata a população Negra, mata de forma física e psicológica, retirando a possibilidade da construção de sonhos, da elaboração de projetos de vida e de acesso a Educação, Saúde, Moradia e Lazer.

Pensando de forma equacional temos que Racismo e Homofobia integram parcelas de uma mesma operação, por exemplo, se somarmos Racismo a Homofobia, temos uma equação de que o Brasil não é seguro para quem é Negro e Gay, uma vez que, basta assistirmos um simples noticiário da TV para enxergarmos que a violência toma proporções gingantescas e assume contornos irreparáveis.

Sendo assim, a data de hoje não é comemorativa, nem tampouco comercial, antes de mais nada, se refere a uma pauta educativa que busca conscientizar a todos através da promoção da diversidade e equidade como algo positivo. Sejamos curiosos em relação ao conhecimento e antes de julgar ou apontar o dedo vamos estudar e praticar mais a empatia e compaixão.

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