Chuta que é macumba, por Henrique Cunha Junior


Professor Dr. Henrique Cunha Jr. (FOTO/Reprodução/Facebook).

Problemas problemáticos dos problemas das educações formais e informais coletivas que não atentamos para os problemas como formas de racismos e como violação dos direitos de uma parcela da população.

Eu não sou de fé católica, mas quando alguém chuta uma Nossa Senhora na televisão ou em qualquer lugar esta me chutando.

Eu não sou islâmico entretanto quando alguém põe uma bomba em uma mesquita esta me matando.

Eu não sou judeu, no entanto quando alguém joga pedras nas paredes de um sinagoga esta também jogando pedras em mim.

São desrespeitos que eu não posso admitir.

Mas eu sou de família de Candomblezeiras e quando algum chuta um despacho feito numa esquina esta ferindo profundamente os meus sentimentos e a imagem da minha religião.

Deveria ser assim que todas religiões deveriam se sentir e protestar e coibir os atos contra qualquer das religiões .

Sem respeito mutuo não existe fé que se sustente. Cada qual pensa o divino criatura e sua estatura de pensamento, e somente o respeito pelos demais pensamentos assegura que o meu pensamento será respeitado. Para quem anda com a bíblia cristã, não a lê, se a lê não demonstra compreender, e evangeliza os erros , chuta as macumbas , quebra os nossos terreiros, desfaz do nosso sagrado e não pensa que isto é racismo antinegro, estou dizendo que é. É racismo é crime e não tem nada a ver com Deus, muito menos com Jesus, descrito como um ser bom e respeitoso em todas as passagens bíblicas. Deveria, este que chuta,e aquele prega contra, reler os textos bíblicos e ver que os mártires foram chutados de alguma forma e se estão na bíblia é para que não se chuta mais ninguém. Leiam e realmente interpretem o texto bíblico com grande coragem de devoção, ele é muito instrutivo, mas muito mais que ir ao culto e renegar os demais cultos. Eles são reflexão sobre a obra humana a ser respeitada por todos. Leiam a bíblia e aprendam a não chutar nada, a não queimar nada, a não difamar nada, a não destruir nada.

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