Com desastre Bolsonaro, impeachment ressurge e empresários já admitem fator Lula

 

(FOTO/ Marcos Corrêa/PR).

O agravamento da crise econômica e a catastrófica conduta do presidente Jair Bolsonaro e seu governo durante a pandemia do novo coronavírus começam a produzir reações imprevistas até há poucas semanas e debates sobre o impeachment voltam à cena. O ex-candidato direitista João Amoêdo (Novo), por exemplo, afirmou que o fracasso do Executivo pode abrir caminho para a volta da esquerda à Presidência. O economista Delfim Netto declarou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será presidente outra vez, e com seu voto. Na semana passada, pronunciamento do ex-presidente levou ao surgimento do termo “fator Lula” para ironizar mudanças de atitude e de linguagem de Bolsonaro.

Após o ressurgimento do ex-presidente à cena política, o “megainvestidor” Mark Mobius disse não entender o porquê da rejeição ao petista, que não seria “necessariamente ruim para o mercado brasileiro”. O suposto “fator Lula” movimentou os assuntos dos meios de comunicação. Para mandar recado a Bolsonaro, veículos que até agora vinham dando suporte pelo menos a sua agenda econômica, como a Globo, acabaram dando espaço generoso para as vitórias de Lula no STF e à repercussão de sua entrevista.

A insatisfação crescente e veemente contra Bolsonaro também repercute no xadrez político. Lideranças do Centrão, embora ainda sob anonimato, já fazem ameaças veladas ao presidente. Após o circo montado em torno da sucessão no Ministério da Saúde, “um influente político do Centrão” disse ao jornal ‘O Estado de S. Paulo que, em caso de novo fracasso. “o país não vai parar para discutir quem será o quinto ministro da Saúde, mas sim o próximo presidente da República.”

Custo Bolsonaro

Artigo de Maria Cristina Fernandes, do Valor Econômico, nesta segunda-feira (15), mostrou que anda a passos largos “o completo divórcio entre o bolsonarismo raiz e seus eleitores na elite econômica do país”. Isso pode ser detectado por compartilhamentos de conteúdos de vídeo “que vão da crítica contundente ao (pedido de) impeachment do presidente”.

O vídeo define o “caos” no país: vexame no exterior, desvalorização do real, fuga de investidores, ministros desqualificados como Damares Alves, escândalo Flávio/Queiroz, destruição da Amazônia, fechamento de portas para Mercosul, União Europeia e China. Entre uma série de outras mazelas definidas pelos idealizadores está o “custo Bolsonaro”, com o qual “a conta não fecha”.

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