Instituto Lélia Gonzalez fará live especial de passagem dos 86 anos da intelectual negra

 

Lélia Gonzales. (FOTO/ Reprodução).

Por Nicolau Neto, editor-chefe

Lélia Gonzalez foi professora, filósofa, antropóloga, escritora, política, intelectual e ativista do movimento feminista e negro. Se estivesse viva ela faria nesta segunda-feira, 1º de fevereiro, 86 anos.

Referencia no Brasil e no mundo, Lélia nasceu em 1935 em Belo Horizonte, Minas Gerais. Mas foi no Rio de Janeiro que construiu sua trajetória acadêmica, obtendo formação tanto em história quanto geografia. O mestrado foi comunicação e o doutorado em antropologia política.

Lélia Gonzalez exerceu a docência em escolas de nível médio, faculdades e universidades e iniciou o primeiro curso de Cultura Negra na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (EAV).

Nos anos 70 do século passado teve forte atuação junto ao movimento negro. Ela foi uma das fundadoras do Movimento Negro Unificado contra Discriminação e o Racismo (MNUCDR), hoje Movimento Negro Unificado (MNU), contribuiu na fundação do Grupo Nzinga e fez parte da Assessoria Política do Instituto de Pesquisa das Culturas Negras e do conselho consultivo da Diretoria do Departamento Feminino do Granes Quilombo.

Como escritora, denunciou o racismo e o sexismo em suas obras. O primeiro livro dela, “Lugar de negro”, em parceria com o sociólogo Carlos Hasenbalg foi publicado em 1980. Sete anos mais tarde publicou o livro “Festas Populares no Brasil”. Um dos escritos mais conhecidos de Lélia é o artigo 'Mulher negra: um retrato'.

Live do Instituto Lélia Gonzales

Para comemorar o aniversário da escritora, o Instituto Lélia Gonzalez fará live especial a partir das 19h00 em sua página no facebook. O evento será feito por meio de um bate papo entre a pesquisadora e historiadora, Melina de Lima e o mestrando em administração pública, Marcelo de Lima. Ambos, neta e neto da intelectual.

O anúncio foi divulgado pelo professor, antropólogo e biógrafo da homenageada, Alex Ratts.

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