Ditadura não é para ser celebrada, mas combatida

 

Por Nicolau Neto, editor

O novo Ministro da Defesa do Bolsonaro, Braga Netto, disse que a Ditadura Civil-Militar no Brasil, que ele preferiu chamar de "movimento de  31 de março de1964" serviu para que as forças armadas "pudessem pacificar o país" e "garantir liberdade democrática". Seu antecessor, o Fernando Azevedo, tinha seguido na mesma linha ao ter afirmado que o "movimento de 1964" foi importante "pelo que evitou."

É importante destacar que esse saudosismo a um dos períodos mais tristes da História do Brasil não é novidade. Ele segue a linha presidencial. A Ditadura Civil-Militar foi um golpe que jogou o país em 21 anos de recessão, acabou com a democracia ao retirar liberdades individuais e coletivas, perseguiu e torturou todas as pessoas contrárias ao regime.

A ditadura não é para ser celebrada, mas combatida.  Ainda hoje, 57 anos depois, famílias das vítimas sofrem pelas mortes e por aquelas pessoas desaparecidas.

A data deve ser trazida ao debate com essa finalidade: de combatê-la. E as escolas e universidades exercem um papel fundamental nesse caminho.

Na imagem que ilustra esse texto, uma das forma de tortura usada nesse período: o uso de produtos químicos.

Vários produtos químicos foram comprovadamente utilizados como método de tortura. Para fazer com que as pessoas confessasse, era aplicado soro de pentatotal, uma substância que fazia a pessoa falar, em estado de sonolência. Em alguns casos, era jogado ácido no rosto da vítima, o que podia causar inchaço ou mesmo deformação permanente.

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