Eleições de 2020 em Altaneira. O que esperar? O que fazer?

 

Prédios da Câmara (esq.) e da prefeitura (dir.). Montagem/ Blog Negro Nicolau. (FOTOS/ Arquivo Pessoal).

Por Nicolau Neto, editor-chefe

Em 2020 todos os municípios do Brasil irão passar por eleições. Mas que devido a pandemia do novo coronavirus (a Covid-19) foi adiada e se nada for alterado deverá ocorrer em novembro.

Nos bastidores da política partidária as movimentações estão, aos poucos, ganhando força. O calendário eleitoral ainda não permite pedir voto. Todos/as são chamados/as de pré-candidatos/as e devem assim permanecer. Mas isso não impede que grupos comecem a usar as redes sociais para se apresentarem como pré-candidatos/as e que apoiadores/as compartilhem. Dentro da legislação, obviamente.

Em Altaneira, no microrregião do cariri oeste do Ceará, por exemplo, a polarização já está bem desenhada. De simples rabiscos, as figuras já estão sendo pintadas. Alguns rostos já são possíveis de serem reconhecidos, outros permanecem nos rabiscos.

Quem imaginou que haveria uma terceira via por aqui, deve continuar imaginando. Mas para um tempo mais longínquo. A polarização ainda irá permanecer nessas eleições.

Mas volto aos rostos reconhecidos. O grupo que sustentava a administração do prefeito Dariomar Rodrigues (PT) foi dividido quando houve denúncias de que ele teria supostamente cometido atos de infração político-administrativas sustentado pela acusação. Assim, vereadores como Antônio Leite, Ciê Bastos, Flávio Correia e Valmir Brasil eleitos na base do prefeito em 2016 hoje integram o grupo de oposição. De igual modo, o grupo que foi eleito para o legislativo para ser oposição se desintegrou pelos mesmo motivos. Alice Gonçalves, Devaldo Nogueira e Zuleide Oliveira hoje estão na base de sustentação do prefeito.

Mas ainda faltam dois nomes para completar a atual Câmara. Adeilton Silva perdeu seus/uas companheiros/as de bancada, permaneceu no grupo de oposição, se lançou a presidência da casa e com os votos dos que deixaram a base do prefeito foi eleito para o biênio 2019/2020. Silvânia Andrade também permaneceu no grupo ao qual foi eleita.

O fato é que a situação se inverteu numericamente apenas. Se antes a administração tinha maioria na Câmara, hoje não mais. As mudanças de lado não foram suficientes para mudarem também de projeto. Tanto que a polaridade permaneceu e o/a eleitor/a em novembro terá que optar ou pelo PT do atual prefeito, pelo PDT do ex-prefeito Delvamberto ou por nenhum. Falo aqui na disputa para prefeito/a.

Já na disputa pelas cadeiras da Câmara, a opção ficará restrita a partidos como PT, PSD e Podemos.

Retorno a disputa pelo executivo, onde as figuras reconhecidas são o atual prefeito Dariomar, o presidente da casa legislativa pelo PSD Adeilton e o servidor público Nézio de Sousa pelo Podemos. Com a desistência do professor Paulo Robson, o PDT terá que apresentar outro nome o que deve ser feito a partir do meio dia de hoje em uma live na página do partido no facebook criada ontem, 15/08. A expectativa é pelo lançamento da empresária Kézia Alcântara.

Quanto as pré-candidaturas a vice, as figurinhas ainda não foram pintadas.

As perguntas do título do texto são: o que esperar e o que fazer? Devemos esperar uma eleição majoritária polarizada entre PT e PDT. A minha aposta é que o Podemos não seguirá com o projeto de candidatura própria ao executivo e que o/a pré-candidato/a a vice da oposição sairá do PDS.

Devemos esperar e ao mesmo tempo desejar que seja uma eleição calcada em apresentação de ideias e projetos que visem eliminar as desigualdades em todos os espaços de poder e que a pauta da diversidade e da equidade racial seja prioridade. Afinal, não há democracia plena com racismo.

Negros e negras em pleno século XXI ainda são excluídos da esfera política, o que contribui para que sejamos subrepresentados em todas os espaços de poder.

E o que fazer? Antes de votar, analisar se essas condições estão sendo atendidas já é um bom passo. 

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