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| (FOTO | Reprodução | WhatsApp). |
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| (FOTO | Reprodução | WhatsApp). |
A Comissão Municipal Cultura Viva do Crato promoverá, no próximo dia 30 de junho, uma Reunião Técnica Intersetorial com o objetivo de fortalecer a integração da cultura nas políticas públicas do município. O encontro será realizado em parceria com a Secretaria de Direitos Humanos, sob a coordenação da secretária Zuleide Queiroz.
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| (FOTO | Reuters). |
Cientistas identificaram no Cariri, região do sul do Ceará conhecida por sua riqueza geológica e paleontológica, o fóssil da formiga mais antiga já registrada, a Vulcanidris cratensis, que viveu há cerca de 113 milhões de anos, durante a era dos dinossauros. O inseto foi preservado em calcário da Formação Crato, um dos mais importantes sítios fossilíferos do mundo.
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| (FOTO | Reprodução). |
O
documentário Sankofa Gesso retrata a realidade da Comunidade do Gesso,
localizada na cidade do Crato, no Cariri cearense, com as suas formas de
organização comunitária, práticas de sociabilidade e ações movidas pelos/as
moradores/as em torno de um projeto de educação, a partir de perspectivas
negras e indígenas.
Em
cinco vídeos de 13 minutos cada, o documentário traz à centralidade o
protagonismo dos/as moradores/as do bairro com uma cartografia dos pontos de
memórias em referência às presenças negras e indígenas.
Os
vídeos são parte do projeto "O currículo e os Processos de Formação
Docente no Campo das Relações Étnico-raciais na Educação numa Perspectiva Inter
e Transdisciplinar", coordenado por Cicera Nunes, Doutora em Educação
Brasileira pela Universidade Federal do Ceará (UFC).
Segundo
Cicera, o projeto contribui para o fortalecimento de uma Educação Antirracista
na medida em que proporcionou uma melhor identificação das referências negras e
indígenas presentes na história e na cultura do lugar que possibilitam
desdobramentos em várias ações pedagógicas nas variadas áreas do conhecimento.
“Essas
informações foram materializadas nos cadernos pedagógicos e nas ações de
formação que contaram com a colaboração de pesquisadores/as negros/as e
indígenas. A ação também contribuiu para aprofundar reflexões em torno da
implementação da história e cultura indígena, discussão praticamente ausente
nas ações de formação da região”, conta.
Ainda
de acordo com a coordenadora, a ação de formação proposta e o material
pedagógico produzido são importantes suportes de ressignificação das propostas
pedagógicas das escolas e das ações de formação dos profissionais da educação.
E toda a experiência foi retratada em vídeos encontrados na Biblioteca ANANSI,
com relatos das pessoas participantes.
O projeto promove uma imersão no território negro e indígena e procura visibilizar a existência do povo, dos conhecimentos que estão presentes nas manifestações culturais, nas práticas artísticas, na dimensão da religiosidade de matriz africana, nas práticas de sociabilidade vividas nessa comunidade e na forma como ela se organiza economicamente. A partir da dimensão de pertencimento, reflete que é possível trabalhar os conteúdos da história e cultura africana, afro-brasileira e indígena, finaliza.
Projeto
O
documentário é um dos produtos do Edital Equidade Racial na Educação Básica:
pesquisa aplicada e artigos científicos, lançado em 2019, iniciativa do Itaú
Social coordenada pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e
Desigualdades (CEERT), em parceria com o Instituto Unibanco, a Fundação Tide
Setubal e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Outros/as
pesquisadores/as mapearam exemplos de práticas pedagógicas antirracistas e
também têm obras disponibilizadas para download gratuitamente no acervo digital
“Equidade Racial na Educação Básica: Pesquisas e Materiais”, que pode ser
acessado na Biblioteca Dinâmica do Observatório Anansi, pelo site: https://anansi.ceert.org.br/biblioteca
Até
dezembro deste ano, o acervo digital vai abrigar mais de 50 produções, entre
livros, teses acadêmicas, artigos, e-books, jogos didáticos e vídeos, que serão
lançados periodicamente.
A
iniciativa foi lançada oficialmente em 9 de janeiro deste ano, em comemoração
aos 20 anos da Lei 10.639, que alterou a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional), tornando obrigatório o ensino da história e cultura
afro-brasileira e africana nas escolas brasileiras.
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Com informações do CEERT.
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| (FOTO | Reprodução | WhatsApp). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
O principal marco legal da legislação municipal sobre políticas públicas para cultura no Crato é o Sistema Municipal de Cultura (SMC), o qual norteia os princípios de participação popular, planejamento da política pública e aponta a necessidade de recursos financeiros para a sua execução. O Sistema está amparado numa política de estado, estruturante e compactuada com os entes federativos ( Estado e União). O SMC foi criado em dezembro de 2014. Com menos de 10 anos, caminha a passos lentos, reflexo da conjuntura nacional, que sofreu um processo de desmonte e descontinuidade nos governos Temer e Bolsonaro, mas também pelo olhar distante que fez com que a cultura estivesse fora do orçamento, no sentido de promover a cidadania cultural, desenvolvimento territorial, requalificação e manutenção dos equipamentos culturais.
A situação do Crato, no tocante a efetivação das políticas públicas para cultura, apresenta um cenário desanimador e desafiador. Quando se observa o conjunto dos equipamentos culturais do município detectamos a seguinte situação: os que não estão fechados, apresentam péssimas condições de funcionamento e na sua totalidade, todos necessitam de acessibilidade e requalificação. O que é um grande desafio, tendo em vista que alguns prédios se tratam de arquiteturas antigas e de valor histórico para a cidade, o que impõe mão de obra com especificações técnicas. Outro fato diz respeito à política de fomento que ainda não consegue atender aos segmentos da cultura e as linguagens artísticas, previstas no SMC.
É neste contexto que se fortalece a luta pelos 2% do orçamento do município para cultura. Essa luta surge a partir de um contexto nacional, com a Proposta de Emenda Constitucional - PEC que ficou conhecida como PEC da Cultura – PEC 150, que previa a seguinte destinação: 2% da União, 1,5% para Estados e no mínimo 1% para os municípios. No contexto das eleições de 2012, os segmentos de cultura do Crato entregaram aos candidatos ao executivo municipal a “carta compromisso com a cultura" que dentre outras propostas estavam : Criação do Sistema Municipal de Cultura, criado em 2014, criação da Política Municipal do Cultura Viva, criada em 2021 e a defesa dos 2% do orçamento para a cultura.
A luta pelos 2% do orçamento do município para cultura está intimamente vinculada à consolidação do Sistema Municipal de Cultura. Em março deste ano foi realizada a Conferência Municipal de Cultural que teve como missão aprovar as diretrizes para a elaboração do Plano Municipal de Cultura como prevê o SMC, a questão é, como será executado o plano? De imediato a resposta é simples: com dinheiro. Essa questão reafirma a posição de que não é possível promover políticas públicas sem recursos.
A cultura tem caber no orçamento do município. De acordo com dados da própria prefeitura, nos últimos sete anos foram investidos menos de 1% do orçamento em cultura. Em 2022, foi investido cerca de 0,67%, sendo que aproximadamente 85% foi para folha de pagamento e encargos sociais, o restante foram destinados para outras despesas e a política de fomento. A situação demonstra a fragilidade financeira da gestão da cultura no Crato.
A execução do Plano Municipal de Cultura tem uma dimensão significativa no caráter de transversalidade da cultura, impactando no desenvolvimento econômico, tendo em vista, que a cadeia da economia da cultura tem ramificações em várias áreas. Outro fator é o desenvolvimento e a integração territorial e social, o fortalecimento da hibridização, diversidade e pluralidade e peculiaridade cultural, estética, artística, que vai do campo popular ao erudito.
As condições favoráveis para execução do Plano Municipal de Cultura colocará o Crato dentro do circuito da promoção dos direitos humanos e da cidadania cultural, do intercâmbio das culturas e da ampliação da visão social do mundo.
O Plano Municipal de Cultura precisa de recurso para ser executado. A garantia de recursos é o substrato para alimentar uma política de estado para cultura e conceber que nos diversos segmentos da cultura existem trabalhadoras e trabalhadores da construção do simbólico. O tempo do pires na mão deve ser enterrado, bem como o discurso de que não se tem dinheiro para cultura.
É hora de colocar a dimensão da transversalidade da cultura, mas para isso exige também, colocar a cultura na centralidade da política, inclusive como forma de contribuir para uma nova cultura política e de combate a concepção reacionária, conservadora, opressora e neoliberal que tenta reduzir o papel dos estado tocante a emancipação humana e na acessibilidade cultural.
No Brasil, iremos executar duas leis que são frutos da mobilização popular, a Lei Paulo Gustavo, que tem caráter ainda emergencial e de proteção social e a Aldir Blanc II que tem um caráter mais estruturante e visa contribuir para consolidação do Sistema Nacional de Cultura nos próximos anos. Ambas devem ser percebidas como complementares aos recursos dos municípios e estados. O que nos impõe vigilância para que estados e municípios não reduzam os seus investimentos a partir dos recursos próprios.
No Crato, não vai existir execução do Plano Municipal de Cultura sem ampliação de investimentos. Os 2% do orçamento do município para cultura é vital. Essa deve ser compreensão coletiva para unificar os diversos segmentos da cultura e a gestão municipal na defesa do direito à cidade.
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| (FOTO | Coletivo Camaradas). |
A
Prefeitura do Crato investiu menos de 1% no setor cultural nos
últimos sete anos. Em 2022, o município destinou apenas 0,67% do
orçamento para o setor cultural. Agentes culturais, artistas,
produtores e mais membros do movimento cultural da cidade reivindicam
que seja investido 2%. Atualmente existe uma articulação entre os
Pontos de Cultura da cidade para que este percentual seja garantido
por lei, como já é previsto em outras áreas, a exemplo da saúde e
da educação.
De acordo com informações da Secretaria
de Finanças do Município, a maior parte dos gastos é destinada
para pagamento de pessoal. Do percentual de 0,67% investidos em 2022,
a folha de pagamento e os encargos sociais chegam a quase 85%,
ficando menos de 16% para todas as demais despesas, incluindo os
recursos para fomento artístico e cultural.
Regiopidio
Lacerda, membro do Ponto de Cultura da Academia de Cordelistas do
Crato, frisa que a luta é importante “para a sociedade estar na
possibilidade, a partir dela, de garantir que os equipamentos de
cultura do município se transformem, de fato, em elementos de
transformação social através das mais diversas ações culturais e
das mais diversas manifestações de cultura do povo cratense”.
Além disso, ele afirma que a garantia dos 2% do orçamento para
cultura é garantir “através da manutenção aos equipamentos e
do fomento cultural, o acesso da população ao mundo das artes e dos
saberes mais profundos que podem ser usados como instrumentos de
luta, de conhecimento e de libertação social”.
Outro
Ponto de Cultura que fala sobre a importância da pauta para a
sociedade em geral é a ONG Beatos. Davi Oliveira, presidente do
Ponto de Cultura, traz em sua fala o benefício dos 2% para todos,
trazendo a discussão de forma democrática e com finalidade
abrangente: “quando nós como coletivos implicados com o fomento
dessas tradições e preservação da memória identitária local
reivindicamos uma distribuição adequada do orçamento para a
Cultura, não estamos lutando para a realização de atividades em
nossos Pontos de Cultura para benefício próprio, mas sim, para
beneficiar a arte local, o fazer patrimonial de nossa cidade,
difundir e preservar nossa memória identitária e oportunizar que o
fazer artístico afete o cotidiano das pessoas, sensibilizando a
população e realizando intervenções cotidianas que preservem o
que de fato somos quanto Cultura cratense”.
Esta questão
deverá ser discutida na III Conferência Municipal de Cultura do
Crato, que tem como tema ‘Uma Política Pública para o Crato:
Implementação do Plano Municipal de Cultura’ que acontecerá
neste final de semana, nos dias 24 e 25, na Universidade Regional do
Cariri- URCA. A conferência visa elaborar o Plano Municipal de
Cultura que deverá nortear as políticas públicas para o setor para
os próximos anos.
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Texto encaminhado a redação do blog por Paulo Rossi, Bolsista de comunicação do Coletivo Camaradas.
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| Museu Histórico do Crato. (FOTO/ Professor Nicolau Neto). |
Por
Nicolau Neto, editor
Um
prédio secular que já abrigou a Casa de Câmara e de Cadeia do município de
Crato, na região do cariri, nos anos finais do período colonial brasileiro,
hoje é o Museu Histórico.
Boa
parte da História do Crato, do Cariri e do Estado do Ceará está assentada nesse
prédio, tanto que é um dos poucos do cariri a ser tombado (se não for o único)
- mesmo que não permanentemente ainda – pelo Instituto do Patrimônio Histórico
e Artístico Nacional (Iphan). A nível local e de Estado, o prédio é tombado a
partir da Fundação Cultural José Alves de Figueiredo.
Se
essas documentações que permitem lhe assegurar um lugar de relevância enquanto
patrimônio histórico e cultural do Estado do Ceará estão bem encaminhadas,
falta ainda outro passo de extrema importância. O prédio com mais de dois
séculos necessita urgentemente de reformas. Algumas, como melhoramento do
telhado e manutenção na parte dos acervos foram feitas.
Em
setembro de 2021 foi veiculado no site oficial da prefeitura que havia sido
publicado edital de licitação para contratação dos serviços de engenharia para
reforma do prédio que abriga hoje também o Museu de Artes Vicente Leite. Isso
seria feito mediante contrato de repasse celebrado entre o Ministério do
Turismo/Caixa Econômica Federal e o Município de Crato.
Este
editor esteve hoje em Crato e registrou o prédio. O Secretário Municipal de
Cultura, o ex-vereador Amadeu de Freitas, foi contactado e respondeu que o
museu continua fechado para visitas. E ratificou as informações descritas acima
ao destacar que “a prefeitura do Crato
tenta licitar a reforma desde o ano passado, sem conseguir empresa interessada.”
O
Secretário afirmou ainda que está “empenhado
para realizar a reforma” visando a reabertura dos dois museus.”
A
estrutura do prédio é riquíssima e possui, desde a época em que abrigou a
cadeia pública, construções no formato de cunha apoiadas sobre
papilares/colunas com a finalidade de prender aqueles considerados “mais perigosos”.
O
local tem objetos que remontam aos habitantes indígenas Kariris, tais como
machados, urna funerária, mãos de pilão, armamentos para corte, dentre outros
que foram encontrados durante o processo da reforma da Praça da Sé que precisou
ser escavada. Outros documentos que contam parte da História do Cangaço podem ser vistos por lá.
Localizado
na Rua Senador Pompeu, no entorno da Praça da Sé, o Museu está com suas
estruturas bem comprometidas, o que explica está fechado para visitas. É
preciso um trabalho em equipe envolvendo profissionais de várias áreas para que
o processo de restauração deste importante espaço da memória e da História
cearense não seja destruído. As aulas de História do Cariri, principalmente,
precisam dele.
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| Artesãos do Crato organizam o Fuá no Beco. (FOTO | Reprodução | WhatsApp). |
Por Naju Sampaio*
No Crato, os artesãos se organizaram para realizar a primeira edição do “Fuá no Beco”. O evento realizado nos dias 24 e 25, no Beco do Padre Lauro, no centro da cidade, consistiu numa feira de artesanato, gastronomia, oficinas e apresentações artísticas. A ideia surgiu a partir de uma experiência já realizada no mesmo local, o “Funaré no Beco”, que tinha a intenção de movimentar a economia da cultura.
O Fuá no Beco aconteceu de forma colaborativa entre artistas e artesões, associações e coletivos, contando também com a parceira de órgãos públicos e privados. O objetivo dos artesãos foi divulgar a Casa da Criatividade, órgão ligado à Secretaria de Turismo do Município que fica localizada na esquina do beco. A Casa da Criatividade é centro de referência para venda de artesanato da cidade.
A estrutura de som e de técnicos para a realização do evento foi cedida gratuitamente pelos Pontos de Cultura Coletivo Camaradas e Aldeias. Os DJ’s Gvara, Allieninja e a contadora de histórias Simony participaram de forma voluntária. O Sesc e o Senac contribuíram com cachê e realização de oficinas. A Associação dos Artesões do Crato fez o empréstimo de barracas.
A ideias dos artesões é agregar novos artistas e artesões ao movimento. Um dos desafios para a realização do “Fuá no Beco” é garantir as condições de produção do evento como estrutura de som e pagamentos de caches para os artistas.
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* Naju Sampaio é estudante de jornalismo e bolsista/integrante do Coletivo Camaradas.
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| (FOTO |Reprodução |WhatsApp). |
Por Naju Sampaio
O
Sítio Urbano é um espaço de cultivo de plantas frutíferas e medicinais
desenvolvido no Território Criativo do Gesso. Às margens da linha férrea são
cultivadas as mais diversas plantas pelos próprios moradores, que cuidam e
usufruem, de forma comunitária, dos frutos e ervas produzidas. Em novembro de
2019 foi aprovada uma lei, de número 3.612/2019, reconhecendo o sítio urbano e
responsabilizando a secretaria de desenvolvimento agrário, meio ambiente e
urbanismo e a SAEEC no sentido de subsidiar o Sítio Urbano do Gesso com
orientação técnica e insumos.
Segundo,
Arlene Pessoa, bióloga e professorada da URCA, o Sítio Urbano é muito
importante, uma vez que auxilia na diminuição da poluição e da temperatura,
como também na drenagem da água das chuvas. Além disso, também contribui para a
melhoria da qualidade de vida dos moradores, reduzindo o estresse, servindo de
alimento e oferecendo o acesso ao tratamento de diversas doenças com as plantas
medicinais.
A
manutenção do espaço é organizada de forma comunitária pelos moradores e as
organizações do seu entorno, como Coletivo Camaradas e Projeto Nova Vida,
apoiam e auxiliam na divulgação. Joana Araújo, que tem sua residência de frente
para o sítio urbano, disse que ela e os vizinhos se articularam para a plantação
e o cuidado. São estipulados limites onde cada um rega e poda as plantas e
limpa o espaço, deixando o território bonito e agradável, tanto para os moradores
quanto para os visitantes.
A
moradora, Eliete Silva, que cuida e mantém as plantas, alegou que muitas
pessoas vão até sua casa pedir as plantas, desde malva, capim-santo,
manjericão, erva-cidreira, limão, maracujá e tantas outras que são cultivadas
no sítio. São distribuídas também as mudas para quem deseja fazer o cultivo na
própria residência. De acordo com Eliete, o cultivo e o cuidado com a área verde,
funcionam como uma terapia.
Para Arlene, no cuidado do Sítio Urbano é necessário um trabalho de conscientização junto à comunidade voltado para a importância de se manter um projeto dessa magnitude, sendo necessário sempre o comprometimento das pessoas dispostas. Como também é importante o auxílio da secretaria de meio ambiente do município para apoio e valorização do projeto.
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Naju Sampaio é estudante de jornalismo e bolsista/integrante do Coletivo Camaradas.
Por Cicera Nunes e Joedson Nascimento
No sábado,
08 de janeiro de 2022, o Bairro do Gesso localizado na cidade do Crato,
amanheceu com suas paredes pintadas de gente. No dia anterior foi iniciada uma
ação de arte urbana que busca refletir nas paredes de algumas casas e prédios,
as histórias e memórias da população do bairro, que tem forte ancestralidade
negra e indígena.
A
ação faz parte do projeto “O currículo e os processos de formação docente no
campo das relações étnico-raciais na educação básica” que busca dialogar com o
território de saberes negros e indígenas presentes no Bairro do Gesso, compreendendo-o
como um livro vivo que pode ser lido para ressignificar a nossa relação com o
território e, com isso, atribuir sentido ao que se aprende e se ensina na
escola.
Como
parte das ações que envolvem o levantamento de histórias de vida, produção de
material áudio visual, elaboração de cadernos pedagógicos, ação de formação de
professores (as) da rede de educação básica, organização de biblioteca
comunitária, desenvolvimento de aplicativo para conhecimento dos pontos de
memória, o projeto também propiciou uma intervenção urbana nos muros da
comunidade com a participação dos artistas Wanderson Petrova, Cristiano Ramos e
Jéssyca Sereia. A intervenção trata-se de uma grande ação coletiva que envolve
a participação de estudantes e professores (as) da Escola de Ensino Fundamental
Dom Quintino e moradores (as) do lugar. As pinturas dialogam com referências
negras e indígenas do contexto nacional e local, ao tempo em visibiliza o
legado ancestral presente na comunidade.
Com
isso, busca-se positivar a existência negra e indígena, retratar as memórias
históricas a partir das experiências vividas pelas pessoas do lugar, aprender a
partir do que se retrata nos murais do território, compreender a dimensão de
resistência presente na arte urbana, atribuir sentido à relação entre o
conhecimento sistematizado e os saberes tradicionais.
A
ação pedagógica que envolve a intervenção educativa na comunidade está inserida
também no contexto das reformas urbanas que vêm sendo realizadas por coletivos
e ações comunitárias protagonizadas pelos (as) moradores (as) da comunidade.
As
ações são fruto do projeto “O
currículo e os processos de formação docente no campo das relações
étnico-raciais na educação básica numa perspectiva inter e transdisciplinar”
que conta com o apoio do Edital "Equidade Racial na Educação Básica:
Pesquisa aplicada e Artigos científicos" organizado pelo CEERT em parceria
com as organizações: Itaú Social, UNICEF, Instituto Unibanco e Fundação Tide
Setubal". São parceiros dessa ação O Núcleo de Estudos e Pesquisas em
Educação, Gênero e Relações Étnico-Raciais NEGRER/URCA, a Escola de Ensino
Fundamental Dom Quintino, o Coletivo Camaradas, o Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia de Crato e conta com o apoio do Grupo de
Valorização Negra do Cariri – GRUNEC.
Abaixo você confere mais fotos:
| Arte/ Cristiano Ramos. |
| Arte/ Wanderson Petrova. |
| Arte/ Jéssyca Sereia |
Foi
divulgado nos principais sites do Ceará que 33 mulheres estavam sendo vítimas
de maus tratos e em condições desumanas em uma clínica de repousos para
mulheres idosas e com problemas psiquiátricos, no município de Crato, no cariri
cearense.
O
diretor da Clínica “Casa abrigo” está sendo investigado por crimes de apropriação de benefícios e
cárcere privado, maus tratos, cárcere privado e abuso sexual. As 33 mulheres
estavam trancadas em pequenos cômodos semelhantes a celas, vivendo em situação
precária.
Mais
de 30 coletivos e movimentos sociais assinaram e divulgaram na noite desta
quinta-feira, 12, uma nota unificada denunciando a caso, cobrando uma resposta
dos órgãos governamentais e pedindo Justiça e acolhimento para as 33 mulheres vítimas
de cárcere privado e outras violências. O Blog Negro Nicolau é um dos
assinantes.
Abaixo a nota na íntegra:
Foi
noticiado que 33 mulheres estavam sendo mantidas em celas em condições sub
humanas no município de Crato/Ceará. O diretor do espaço denominado "Casa
abrigo", além de preso por cárcere privado e maus tratos, está sendo
também acusado de abuso sexual, apropriação de benefícios, violência física e
psicológica contra tais mulheres. Duas denúncias de abuso sexual levaram ao
flagrante de toda a situação revoltante que essas mulheres estavam passando.
Além
da violência sexual cada vez mais crescente que muitas mulheres sofrem em
diferentes espaços na sociedade e que escancara a falta de de políticas
públicas efetivas de proteção (como a falta de casas abrigos), denunciamos
também a forma como principalmente as mulheres são tratadas no tocante à saúde
mental, uma vez que as situações de negligência e abandono são atravessadas
pelos demarcadores de classe, de raça e também de gênero.
No
Brasil, a discussão sobre Reforma Psiquiátrica deu origem a uma política que
teve como resultado a substituição progressiva dos leitos psiquiátricos por uma
rede integrada de atenção à saúde mental. No entanto, ainda que oficialmente os
manicômios tenham sido extintos no país, na prática é revelada uma outra
realidade. As práticas manicomiais prevalecem na cultura e na conduta adotadas
em alguns equipamentos de saúde, como também em clínicas psiquiátricas
comunidades terapêuticas, que são, os dois últimos, essencialmente locais que
sustentam toda a lógica manicomial.
No
primeiro ano do governo Bolsonaro, o Brasil sofreu um grande retrocesso com o
reconhecimento das comunidades terapêuticas como parte dos pontos de cuidado na
política de saúde. Muitas CT's proporcionam um ambiente em que ocorrem
violações de direitos, através da imposição de métodos não científicos; na
imposição do cristianismo; na privação dos pacientes seus direitos de ir e vir,
além da submissão à trabalho forçado.
O
caso em questão revela múltiplas violências sofridas e nos faz reforçar a
importância do pleno funcionamento do SUS e suas políticas de saúde mental que
já existem, mas que precisam ser bem trabalhadas nos municípios. Não podemos
aceitar que comunidades terapêuticas, que se multiplicam no Cariri, façam
reabrir os hospitais psiquiátricos.
Exigimos
justiça, que a Prefeitura do Crato e o Governo do Estado do Ceará acompanhem o
caso e dêem o acolhimento devido às vítimas e que continuemos entravando esta
batalha na Luta Antimanicomial.
Assinam:
Frente
de Mulheres do Cariri
Grupo
de Valorização Negra do Cariri
Conselho
Municipal da Mulher Cratense
Resistência
Feminista
Setorial
de Mulheres do PSOL Ceará
Mandata
Coletiva Nossa Cara
Fórum
Cearense de Mulheres/AMB
RENFA
- Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas
Rede
de Mulheres Negras do Ceará
Associação
de Mulheres em Movimento de Aquiraz
Coletivo
Nacional de Mulheres da Confetam
Coletivo
Marias do Suprema
Coletivo
Feminista As Sertanistas
Coletivo
Feminista Classista Ana Montenegro
Marcha
Mundial das Mulheres
Movimento
Negro Unificado
Conselho
Regional de Psicologia - 11ª Região
Conselho
dos Direitos do Município de Aquiraz
Fórum
Cearense da Luta Antimanicomial
Fórum
pelos Direitos e Liberdades Democráticas
Fábrica
de Imagens - ações educativas em cidadania e gênero
Mandato
do Deputado Estadual Renato Roseno
AFRONTE
Grupo
Diversas Ipub/UFRJ
Instituto
Mulheres de Voz
Movimento
de Mulheres Olga Benario
Associação
Cristã de Base
SINDURCA
Blog
Negro Nicolau
Instituto
Casa Lilás
Conselho
Comunitário da Defesa Social
Projeto Paulo Freire
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| Professora Tânia Santana. (FOTO/ Reprodução). |
Abrir a escola para novas experiências de aprendizagem no campo da leitura, a partir da escuta dos trabalhadores e trabalhadas da palavra, é o intuito do Colégio Municipal Pedro Felício Cavalcanti, que pertence a rede municipal de ensino do Crato. A partir do dia 26 de abril será iniciado o projeto “Falação”, que uma vez por semana realizará encontro virtual com cronistas, contistas, poetas, compositores, roteiristas e pesquisadores.
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| Museu Histórico do Crato, um dos principais pontos de salvaguarda da memória do Crato e do Cariri. (FOTO/ Reprodução). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
É preciso aprofundar o debate sobre o que seja “cidade da cultura”. A afirmação pressupõe a existência de cidades sem cultura e ao mesmo tempo nos coloca diante da interrogação: o que é cultura para esse tipo cidade? No caso do Crato (CE), é preciso contextualizar como esse termo foi concebido, para entender o quanto ele poder ser arriscado para o processo de democratização da pluralidade e diversidade do simbólico e um empecilho para gerir a política cultural.
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| Francisco Nascimento. (FOTO/ Reprodução/ Facebook). |
Sem infraestrutura, comunidade do Mutirão, em Crato, sofre com problemas de mobilidade há cerca de oito anos. A rua Francisco Jesuíno de Sousa (Chico Oim), que liga a comunidade ao Centro do Crato tem sido objeto de reivindicação de moradores e organizações sociais que atua no referido conjunto habitacional.
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| Organização cultural busca revitalizar prédio histórico no Crato. (FOTO/ Reprodução). |
A Associação Mensageiras da Paz e organizações que atuam na Comunidade do Mutirão, na cidade do Crato, estão realizando uma campanha pra revitalizar prédio histórico da localidade para continuarem desenvolvendo atividades de integração comunitária, formação e atividades artísticas e culturais.
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| (FOTO/ FreePik). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
Diante do aumento dos casos da Covid-19, no Crato, o Coletivo Camaradas distribuirá na comunidade do Gesso, 400 máscaras. A intenção é contribuir para redução da disseminação do Covid19.
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| Secretário Lamar com as campeãs de Altaneira, Maracanaú e Crato. (Foto: Robério Brito). |
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| Dia da mulher é marcado por ato contra a violência dompestica e feminicídio em Crato. (FOTO/Divulgação/WhatsApp). |