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| Enem - Marcello Casal Jr / Agência Brasil |
12 de abril de 2022
Prazo para pedir isenção de taxa do Enem acaba nesta sexta-feira; veja como solicitar
11 de abril de 2022
150 anos da chegada do Padre Cícero a Juazeiro
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| (FOTO | Reprodução | Facebook). |
O dia 11 de abril de 1872, uma quinta-feira, exatamente 150 anos atrás, chegava para fixar residência definitivamente no povoado do Joaseiro, o sacerdote Pe. Cícero Romão Batista. Ele veio da cidade do Crato na companhia de sua mãe, Joaquina Vicência Romana (Dona Quinô), suas irmãs Angélica Romana Batista e Maria Angélica Batista (Mariquinha) e a senhora Tereza Maria de Jesus (Terezinha ou Teresa do Padre). A primeira casa que foi morar localizava-se na Rua do Arame, depois chamada Rua Grande e, atualmente, Rua Pe. Cícero, número 130. A vila do Joaseiro continha aproximadamente 32 casas e um pequeno contingente populacional nesta camada do interior cearense.
Que ensinamentos podemos aprender desse fato histórico da vida do Pe. Cícero e do Juazeiro?
Em primeiro lugar, Pe. Cícero é um homem de decisão. A escolha em morar no lugar pequeno e inexpressivo na cena política e geográfica do Ceará representou um sinal de desprendimento e humildade. Ele foi motivado por um sonho no qual Jesus lhe apresentou um bando de camponeses miseráveis, famintos e desvalidos, vindos dos confins dos sertões, e fixando o olhar, exclamou: “E, você Cícero, toma conte deles”. O Pe. Cícero levou a sério o sonho e tomou consciência da sua missão de acolher e amar esse povo.
“Se acordou na certeza de que o Senhor,
Lhe botava para ser nesse caminho,
o padrinho do povo sem padrinho
e o pastor das ovelhas sem pastor” (Poema de Geraldo Amâncio).
Outro importante aspecto dessa história é que o Pe. Cícero não veio sozinho, mas trouxe consigo a mãe viúva, as irmãs órfãs e uma senhora que vivia com a sua família. Esse gesto revelou o cuidado, o amor e o senso de responsabilidade com sua família.
A atitude de estabelecer morada no pequeno povoado significou abandonar o desejo de ser missionário na China ou mesmo o projeto de ser professor no seminário da prainha em Fortaleza. O início do apostolado do Padre Cícero no lugarejo marcado por rodas de samba, consumo de álcool e prostituição consistiu no trabalho árduo, firme e forte atuação moralizadora de fazer as pessoas abandonarem os antigos vícios e pecados, e ficarem próximos a religião cristã. Com os ensinamentos e conselhos do Pe. Cícero, Juazeiro reencontrou o caminho da concórdia, da paz e da ordem, pautando a vila pela oração e pelo trabalho. O vilarejo começa a receber centenas de pessoas, tornando-se o lugar mais populoso dos sertões. Há uma multiplicação de famílias que, provenientes de outros estados nordestinos, vieram residir no povoado, desenvolvendo as atividades do comércio, da agricultura e do artesanato. A casa do padre era o abrigo dos pobres necessitados que ali vinham em busca de alimento, ajuda financeira e trabalho para fixar morada em Juazeiro. Este crescimento da população, aliado à produção de bens e à criação do comércio artesanal, estimulado pelo Padre Cícero, transformou a cidade num lugar de atração econômica de muitos que recorriam a Juazeiro, alimentando a esperança de encontrar a redenção e sustentabilidade de suas vidas. Além do mais, os admiradores e devotos do padrinho Cícero atribuíam e reconheciam esse território como sagrado, projetando o sonho e desejo da salvação eterna.
A memória dos 150 anos da chegada do Pe. Cícero no Juazeiro é momento de gratidão e reconhecimento da sua generosidade, dos seus ensinamentos e das suas virtudes de compaixão, ternura, paciência, dedicação e amor aos pobres. Ele colocou suas mãos no Juazeiro e hoje colhemos bons frutos. Que o nosso padrinho Cícero seja inspiração e referência para nós reconstruirmos esse lugar de fé e trabalho nos dias atuais, na promoção da cultura de paz, na defesa da justiça social, na vivência da solidariedade e no respeito a dignidade da natureza e de todo ser humano.
OBRIGADO MEU PADRINHO CÍCERO!
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Texto de José Carlos dos Santos – Professor de Filosofia da URCA e do IFCE, doutorando em Educação pela UFRN.
Brasil vive democracia para ricos', diz 1ª negra pré-candidata a presidente em 2022
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| (FOTO | Romerito Pontes | Divulgação). |
10 de abril de 2022
Menezes Pimentel: de Deputado a Interventor do Ceará
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| Interventor Francisco de Menezes Pimentel. (FOTO/ Ceará em Fotos e Histórias). |
Francisco
de Menezes Pimentel foi um político cearense nascido em Santa Quitéria em 1887.
Aos 20 anos, fundou, em Pacoti, o Ginásio São Luís, que depois seria
transferido para Fortaleza e formaria gerações de alunos que viriam a ter
influência local e nacional.
Estudou
na Faculdade de Direito do Ceará, formando-se em 1914 e vindo a tornar-se
diretor dessa instituição em 1921, permanecendo no cargo até 1935. Nesse
período em que esteve a frente da FDC, Menezes Pimentel ingressou na política
como deputado estadual em 1929, mas devido à dissolução das assembleias
estaduais e do Congresso Nacional depois da Revolução de 1930.
Em
1935, venceu José Acióli na disputa para o governo do estado do Ceará pela Liga
Eleitoral Católica (LEC). Essa campanha foi por Getúlio Vargas. Pouco depois de
empossado como governador, Menezes Pimentel participou da repressão à um grupo
de 2 mil operários a pedido do prefeito daquele município, Francisco Duarte
Filho, que temia uma Revolta Comunista como as que eclodiram em Natal, Recife e
Rio.
Em
1937, após a implantação da ditadura do Estado Novo, Menezes Pimentel deixa de
ser governador, devido ao fechamento do Congresso e abolição dos cargos
efetivos. Ainda nesse ano, tropas federais invadiram a cidade de Caldeirão,
reprimindo os moradores da comunidade sob a alegação de que eles davam guarida
a foragidos que participaram da Intentona Comunista de 1935, fato não noticiado
pela imprensa censurada pelo Estado Novo.
Foi
exonerado do cargo de interventor em 1945, dois dias antes de Getúlio Vargas
ser deposto. O período que o Ceará passou sob sua intervenção foi marcado por
perseguições políticas, prisões arbitrárias e tortura. Uma das presas e
torturadas foi a escritora Rachel de Queiroz, que ficou presa no Quartel do
Corpo de Bombeiros. Além disso, teve seus romances Caminho das Pedras, O Quinze
e João Miguel apreendidos e queimados. O conservadorismo religioso durante a
intervenção de Menezes Pimentel fechou lojas maçônicas, centros espíritas e
terreiros de candomblé. As livrarias foram censuradas por conter livros com
ideias subversivas.
Como
podemos ver, Menezes Pimentel nada tem a ver com a leitura no Ceará. Na
verdade, esse personagem nomeando a Biblioteca Pública do Ceará é um verdadeiro
tapa na cara da sociedade cearense. Uma mudança de conceito da biblioteca deve
consequentemente passar pela mudança de seu nome. Torturadores não devem ter
espaço em nossas homenagens e em nossos patrimônios públicos.
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Veja
também:
A Interventoria de Menezes Pimentel (1937–1945) — Fátima Garcia
Movimentos populares ocupam as ruas em todo Brasil e pedem "Bolsonaro nunca mais"
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| (FOTO|Chokito |Divulgação). |
9 de abril de 2022
‘Poucas vezes na História os artistas foram tão hostilizados’, diz Gil em sua posse
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| Gilberto Gil por ocasião de sua posse na Academia. (FOTO | Reprodução). |
Lei Maria da Penha também se aplica a mulher trans
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| Decisão ocorreu, por unanimidade, na Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) - Cris Faga/NurPhoto/Getty Images. |
O superior Tribunal de Justiça (STJ) estabeleceu, na última terça-feira (5) que a Lei Maria da Penha se aplica aos casos de violência doméstica ou familiar contra mulheres transexuais. Por unanimidade, a Sexta Turma do STJ decidiu que a Lei pode ser aplicada no caso de uma mulher transgênero que era agredida pelo pai.
Originalmente, o Tribunal de Justiça de São Paulo negou a aplicação da Lei Maria da Penha no caso, sob justificativa de que a legislação só seria aplicável a pessoas do sexo feminino levando em conta o aspecto biológico. O Ministério Público paulista recorreu e o STJ acatou o pedido. A decisão abre precedente para que outros casos semelhantes tenham o mesmo resultado.
Relator do caso, o ministro Rogério Schietti ressaltou que a Lei Maria da Penha não faz considerações sobre a motivação do agressor, mas exige apenas que a vítima seja mulher. Determina, ainda, que a violência seja cometida em ambiente doméstico e familiar ou numa relação de intimidade ou afeto entre agressor e agredida.
O ministro mencionou que o Brasil responde, sozinho, por 38,2% dos homicídios contra pessoas trans no mundo. Dados divulgados em janeiro pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais revelam que no ano passado foram 140 assassinatos no país. E, que pelo 13º ano seguido, o Brasil foi o país que mais matou transexuais e travestis.
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Com informações do Brasil de Fato.
8 de abril de 2022
Gilberto Gil toma posse na Academia de Letras
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| (FOTO/ Reprodução/ Instagram). |
Gilberto
Gil toma posse, nesta sexta, na Academia Brasileira de Letras (ABL), no Rio de
Janeiro. O ex-ministro da Cultura vai ocupar a cadeira de número 20 da
Academia. Gil foi eleito com 21 dos 34 votos possíveis, em novembro do ano
passado. Ele assumirá a vaga do jornalista Murilo Melo Filho, que morreu em
maio de 2021.
A
cadeira 20 da ABL foi fundada por Salvador de Mendonça, que escolheu como
patrono Joaquim Manuel de Macedo, autor do romance ‘A Moreninha’. Os outros
ocupantes, além de Murilo Melo Filho, foram Emílio de Meneses, Humberto de
Campos, Múcio Leão e Aurélio de Lyra Tavares.
Em
suas redes sociais, Gil publicou uma foto se preparando para a posse. “"Por aqui já está quase tudo pronto para Gil
tomar posse de sua cadeira na Academia Brasileira de Letras", escreveu a
equipe do compositor em suas redes sociais. "E o fardão de imortal caiu
muito bem nele, não é?”, publicou na legenda.
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Com informações da CNN.







