Justiça Federal mantém suspensa divulgação dos resultados do Sisu


Precipitado, Weintraub disse em novembro que o Enem 2019 foi "o melhor de todos os tempos".
(FOTO/ Wilson Dias/ Agência Brasil).

A presidenta do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF-3), desembargadora Therezinha Cazerta, rejeitou na noite deste domingo (26) pedido da Advocacia-Geral da União (AGU) para derrubar a decisão que suspende a divulgação do resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu). As inscrições no sistema terminaram ontem e a expectativa do governo era anunciar os resultados na próxima terça-feira (28).

Com a decisão, segue valendo a liminar concedida pela 8ª Vara Cível Federal de São Paulo, na última sexta-feira (24), a pedido da Defensoria Pública da União (DPU), após milhares de estudantes relatarem erros na correção das provas do Enem. A AGU afirmou nesta segunda (27) que ainda estuda se vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo a desembargadora, faltou transparência do governo na condução do problema. “Tivesse a União Federal procedido ao tratamento transparente do problema, tanto fornecendo respostas àqueles que se socorreram da via por ela própria criada para solucionar o problema; quanto realizado o recálculo das notas dos candidatos, reconhecendo a real extensão da situação – providências para as quais têm os meios necessários, porquanto são os mesmos utilizados anteriormente para fornecer os resultados – teria sido desnecessária a intervenção jurisdicional, minimizando os atrasos decorrentes do equívoco”, disse ela, na decisão.

Segundo a DPU, não adianta apenas corrigir os erros que atingiram cerca de 6 mil alunos, uma vez que o exame tem um mecanismo que modifica a pontuação de uma questão, de acordo com a quantidade geral de acertos. A nota de corte das para cada curso também varia conforme o número de vagas disponíveis e o total dos candidatos inscritos.
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Com informações da RBA.

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