9 de setembro de 2022

Pesquisa Ipec Ceará: Capitão Wagner tem 35%; Elmano, 22%; Roberto Cláudio, 21%

 

Legenda: Candidatos Capitão Wagner, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio. (FOTO/ Thiago Gadelha).

A segunda rodada da pesquisa Ipec para a disputa do Governo do Ceará indica a liderança de Capitão Wagner (União Brasil) e um empate técnico entre Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PDT), com o petista numericamente à frente.

Os dados, divulgados nesta sexta-feira (9), apontam Wagner com 35% das intenções de votos. Elmano aparece em seguida, com 22%. Roberto Cláudio é apontado por 21% dos entrevistados. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

A primeira pesquisa Ipec para o Governo do Estado foi divulgada no último dia 1º de setembro. Nela, Capitão Wagner e Roberto Cláudio estavam tecnicamente empatados. Wagner estava numericamente à frente, com 32% das intenções de votos, Roberto Cláudio tinha 28% e Elmano de Freitas (PT) era apontado por 19% dos entrevistados.

Em relação ao primeiro levantamento, Capitão Wagner oscilou positivamente 3 pontos percentuais, no limite da margem de erro. Já Roberto Cláudio caiu 7 pontos percentuais. Elmano oscilou positivamente 3 pontos percentuais, dentro da margem de erro.

A pesquisa foi encomendada pela TV Verdes Mares e ouviu 1.200 pessoas entre o dia 6 de setembro e a última quinta-feira (8). A soma dos percentuais pode não totalizar 100% em decorrência de arredondamentos.

O candidato Zé Batista (PSTU) e Chico Malta (PCB) têm 1% das intenções de votos cada. Serley Leal (UP) não pontuou. Brancos e nulos representam 9% dos entrevistados. Outros 12% disseram não saber ou não responderam à pesquisa. O nível de confiabilidade é de 95%.

Na primeira rodada da pesquisa Ipec, divulgada em 1º de setembro, Zé Batista tinha 1% das intenções de votos. Chico Malta (PCB) e Serley Leal (UP) não pontuaram. Brancos e nulos representavam 10% dos entrevistados. Outros 10% diziam não saber ou preferiram não responder à pesquisa. 

SE A ELEIÇÃO PARA GOVERNADOR DO CEARÁ FOSSE HOJE E OS CANDIDATOS FOSSEM ESTES, EM QUEM O(A) SR.(A) VOTARIA? (ESTIMULADA %):  

Capitão Wagner (União): 35%

Elmano Freitas (PT): 22%

Roberto Cláudio (PDT): 21%

Zé Batista (PSTU): 1%

Chico Malta (PCB): 1% 

Serley Leal (UP): 0%

Branco/Nulo: 9%

Não sabe/Não respondeu: 12%    

O levantamento foi realizado pelo instituto Ipec Inteligência e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob número BR-06797/2022 e no Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE) sob protocolo CE-08984/2022. O nível de confiança estimado é de 95%. Ao todo, foram ouvidos 1.200 eleitores, de forma presencial, de 56 municípios cearenses.

REJEIÇÃO

Os entrevistados também responderam sobre quais candidatos “não votariam de jeito nenhum”. Nesse quesito, o candidato Capitão Wagner (União) aparece com 29% de rejeição. Em seguida, vem Elmano de Freitas (PT) e Zé Batista (PSTU), ambos com 17%.

Com 16% de rejeição, aparece Roberto Cláudio (PDT). Em seguida, Chico Malta (PCB), com 15%, e Serley Leal (UP), com 8%. Há ainda 4% que disseram poder votar em todos. Não souberam ou preferiram não opinar correspondem a 21% dos entrevistados.

Na primeira rodada da pesquisa, Capitão Wagner tinha 29% de rejeição. Em seguida, apareciam Roberto Cláudio e Zé Batista, ambos com 18%. Com 16% de rejeição, vinham, em seguida, Elmano de Freitas e Chico Malta. Dos entrevistados, 11% diziam que não votariam em Serley Leal "de jeito nenhum". Havia ainda 7% que diziam poder votar em todos. Outros 23% não souberam ou preferiram não opinar.

Os participantes da pesquisa podem citar mais de um candidato, portanto os resultados somam mais de 100%.

ESPONTÂNEA

Na pesquisa espontânea, quando o entrevistador não apresenta os nomes dos candidatos, Capitão Wagner está tecnicamente empatado com Elmano de Freitas, apresentando 22%, enquanto o petista acumula 17% das intenções de votos.

Roberto Cláudio, com 13%, está tecnicamente empatado com Elmano. Chico Malta e Zé Batista não pontuaram. Serley Leal não foi citado pelos eleitores.

Outros nomes foram citados por 3% dos entrevistados. Brancos e nulos somam 8%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 37% disseram não saber ou preferiram não opinar.

Na primeira rodada do levantamento, Capitão Wagner pontuava com 15%, Elmano de Freitas e Roberto Cláudio tinham 11%. Chico Malta (PCB), Serley Leal (UP) e Zé Batista (PSTU) não foram citados pelos eleitores. Outros nomes foram citados por 8% dos entrevistados. Brancos e nulos somavam 6%. De todos os eleitores ouvidos pela pesquisa, 50% diziam não saber ou preferiram não opinar.

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Com informações do Diário do Nordeste.

Kabengele Munanga será reconhecido como Doutor Honoris Causa pela UFRB

 

O professor será homenageado pela Universidade baiana – Foto: Divulgação/UFRB.

O professor Kabengele Munanga será homenageado com o título de Doutor Honoris Causa da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A proposição do título foi aprovada, por unanimidade, pelo Conselho Universitário (CONSUNI) da instituição, realizada na tarde desta terça-feira (6), na Reitoria, em Cruz das Almas.

A concessão do Título de Doutor Honoris Causa ao Professor Dr. Kabengele Munanga simboliza o reconhecimento por sua inequívoca contribuição ao pensamento social brasileiro da luta por direitos humanos, a luta antirracista e a atualidade de seu método de análise da questão racial no Brasil”, diz trecho do parecer de aprovação.

Educador, ativista da luta antirracista e intelectual negro, Munanga é brasileiro-congolês e ao longo de seis décadas se debruça nos estudos negros e afro-brasileiros, nas áreas de antropologia, direito, artes, sociologia, filosofia e das relações étnico-raciais no Brasil.

O professor é autor de mais de 150 publicações entre livros, capítulos de livros e artigos científicos. Ele foi um dos protagonistas intelectuais no debate nacional em defesa das cotas e tem contribuição direta na consolidação das políticas públicas de promoção da equidade racial, como a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino de história e cultura Afro-Brasileira na educação básica.

Brasileiro por naturalização desde 1985, Munanga nasceu na República Democrática do Congo, onde se graduou em Antropologia Social e Cultural pela Universidade Oficial do Congo (1964-1969). Entre os anos de 1975 a 1977, concluiu seu doutorado na Universidade de São Paulo, (USP), onde se aposentou como professor efetivo.

Na UFRB participou de várias atividades, seminários, como o Fórum 20 de novembro, conferências e aula inaugural. Entre os anos de 2014 e 2019, atuou como professor visitante sênior e como colaborador nos programas de mestrado em Ciências Sociais e em História da África, da Diáspora e dos Povos Indígenas. Contribuiu como titular de disciplinas, palestrante, conferencista, orientou e coorientou pesquisas e dialogou com a comunidade acadêmica e o público geral do Recôncavo baiano.

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Com informações do Notícia Preta.

Elizabeth II morre deixando legado de colonialismo e exploração

 

O Império Britânico, governado por Elizabeth II, foi responsável por vários genocídios de povos colonizados por eles na África, Ásia e Caribe. Foto: Reprodução.

Morreu hoje, aos 96 anos, Elizabeth II do Reino Unido. A monarca britânica governou por 70 anos o vasto império colonial que explorou riquezas, escravizou povos e apoiou golpes de estado com todas as partes do mundo.

Quênia, Iêmen, Irlanda do Norte, Egito e África do Sul foram algum dos países que sofreram a opressão, massacre e exploração feita pelo Império Britânico, chefiado por Elizabeth.

Durante seu reinado se deram as lutas de libertação colonial em África e na Ásia. Na África do Sul, o governo da rainha apoiou e financiou o regime do Apartheid, que discriminação e tentava subjugar a população negra. No Quênia, durante a guerra de independência nos anos 60, pessoas eram mutiladas e torturadas com machados por se levantarem contra os britânicos.

Domínio imperialista após a derrota colonial

Com as sucessivas vitórias da luta anti-colonial nas décadas de 50 e 60, o Reino Unido substituiu o Império Britânico pela Commonwealth, ou Comunidade Britânica.

Essa estrutura visa garantir a monarquia inglesa mesmo com países independentes. Por isso que Elizabeth foi rainha de mais 14 países além do Reino Unido. É o caso da Jamaica, Austrália, Canadá e até o pequeno arquipélago de Tuvalu, na Oceania.

O objetivo da Commonwealth é manter o controle do capital financeiro britânico sobre esses países, em especial no Caribe, África e Ásia. Tanto que mesmo países que se tornaram repúblicas, como a Índia ou Barbados (que se tornou república ano passado), continuam na organização.

Escravidão, golpes de estado e simpatias nazistas

Essas estruturas controladas pela monarquia britânica não surgiram com Elizabeth. Sua dinastia governa o Reino Unido desde o século XVIII.

Foi durante os governos de seus antepassados que a Inglaterra assumiu protagonismo no tráfico de escravizados no Atlântico. Foi esta monarquia que dominou 25% dos territórios no mundo suprimindo línguas, perseguindo etnias e prendendo revolucionários que lutavam contra o colonialismo.

Outro ponto que marca a dinastia de Windsor é a simpatia de alguns de seus membros pelo nazismo. O tio da rainha, Eduardo VII (que também foi rei), ficou conhecido por apoiar abertamente o regime nazista de Hitler. A própria rainha foi gravada ainda criança fazendo a saudação nazista.

Outra marca de seu governo foi o apoio a golpes de estado. Aliado de primeira hora da OTAN, o governo de Elizabeth apoiou golpes de estado na América Latina e na África. O caso mais emblemático é o de Gana, onde os ingleses apoiaram um golpe para derrubar o presidente Kwame Nkrumah, em 1966.

Na América Latina, a Marinha Real de Elizabeth não poupou esforços para manter o domínio colonial das Ilhas Malvinas, território internacionalmente reconhecido argentino.

Monarquia britânica é herança medieval e reacionária

Essa história de exploração, guerras, colonização e mortes são hoje escondidas pela grande mídia. Toda cobertura se dá em exaltar o “legado” de Elizabeth.

Nem uma palavra é dada com destaque aos privilégios construídos pela monarquia britânica. Privilégios construídos à base da colonização brutal de povos de todas as partes do mundo.

Não há nada que se lamentar na morte de Elizabeth, a não ser o fato de nunca ter sido julgado, junto a todo governo britânico, pelos crimes de guerra e contra a humanidade cometidos.

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Com informações do Jornal A Verdade.

8 de setembro de 2022

Frente da Cultura com Elmano

Frente da Cultura com Elmano. (FOTO  | REPRODUÇÃO.

Por Alexandre Lucas, Colunista 

Nos últimos anos vem se consolidando uma política pública estruturante para a cultura no estado do Ceará. Ampliou e descentralizou a quantidade de equipamentos no estado, investiu no fomento, com a ampliação e diversificação da política de editais, criou o Sistema Estadual de Cultura, o que vem possibilitando fortalecer os mecanismos de controle e participação social, planejamento participativo da política pública e ampliação dos recursos. O norte da gestão na Cultura tem sido a promoção dos direitos humanos e culturais, o que tem possibilitado a inclusão, transversalidade e circularidade da economia da cultura. É a continuidade desta política cultural que defendemos com ampliação e como vetor estruturante de uma política de estado com caráter emancipatório.

Ao defender essa continuidade, enquanto perspectiva de projeto político para o cultura no Ceará, se faz necessário afirmar a necessidade de uma frente ampla da cultura que aglutine as/os brincantes, as/os artistas das diversas linguagens, as produtoras e os produtores, as gestoras e os gestores, as pesquisadoras e pesquisadores, as candidaturas a deputados e deputadas estaduais e federais comprometidas com a pauta cultural.  

Essa frente precisa ser mais ampla ainda, e deve ser um chamado para a diversidade religiosa, as/os patriotas, as/os democratas, as representações das associações de moradores e do setor produtivo e os amplas frentes dos movimentos sociais. Os segmentos da cultura e a esquerda sozinha não aglutina força suficiente para derrotar o perigo que amedronta a democracia no país e no nosso estado.  

Um delegado candidato a deputado federal, pelo PL (22), partido de Bolsonaro, neste 7 de setembro, ganhou notoriedade nos veículos de comunicação, ao dar o tom da cultura que está em jogo “Se a gente não ganhar nas urnas, nós vamos ganhar na bala”.

Essa frente da cultura ao defender a candidatura do Elmano, do Partido dos Trabalhadores (PT), se coloca frontalmente contrária à candidatura que representa Bolsonaro no Ceará: Capitão Wagner.

Precisamos derrotar o discurso e a prática do ódio e da violência, as bandeiras da exclusão e antidemocráticas devem ser combatidas. Deus, Pátria, Família é uma fake News contra os princípios humanitários, o desenvolvimento nacional produtivo e a família enquanto espaço de humanidade e de acolhimento. Essas três palavras apregoadas pelos alinhados de Bolsonaro já foram defendidas em outros momentos truculentos da nossa história: a ditadura militar que perseguiu, enlouqueceu, torturou e matou aquelas e aqueles que ousaram defender a democracia e a liberdade.

É contra essa cultura que não fortalece as liberdades democráticas, a diversidade e a pluralidade artística, literária e cultural, que promove o medo, o assistencialismo e amputa a criatividade do nosso povo, a qual demoniza a distribuição da renda, do emprego, da terra e de felicidade que nos colocamos contrário. O projeto que representa o fascismo e o bolsonarismo no Ceará deve ser escanteado e para isso é preciso uma frente ampla e unidade.

Bolsonaro e Capitão Wagner tem já repúdio de amplos setores da cultura, pelo que vem promovendo: ódio, violência e retiradas de direitos. Os Pontos de Cultura do Ceará, por exemplo, demonstram combatividade ao rejeitar em carta aberta os dois inimigos da cultura e da democracia. 

Elmano é a candidatura que representa Camilo Santana e Lula, por conseguinte, os avanços dos índices  sociais dos seus governos. Ele  reúne o conjunto de forças políticas e sociais capaz de consolidar e ampliar uma política de estado estruturante, inclusiva, transversal, inovadora, híbrida, diversa, plural, democrática, desenvolvimentista e emancipatória. O que está em jogo, não é o nome do Elmano, mas a defesa de um projeto de política de cultura e de cultura política em que o povo seja o seu próprio representante.

Rainha Elizabeth II, do Reino Unido, morre aos 96 anos

 

Rainha Elizabeth II, do Reino Unido, morre aos 96 anos. (FOTO  | Reprodução | Wikipedia).

Por Nicolau Neto, editor 

Faleceu nesta quinta-feira, 8 de setembro, a Rainha Elizabeth II. A monarca assumiu o trono em 1952 e completou neste ano 7 décadas de reinado, o mais longo da História para uma mulher.

Nos últimos meses a rainha vinha com problemas de saúde, inclusive com perda de mobilidade, o que fez com ela tivesse seus compromissos oficiais reduzidos. 

Ela morreu aos 96 anos conforme comunicado do Palácio de Buckingham. A última participação oficial da monarca, segundo dados do portal  Metrópole, foi na ultima terça-feira (6/9), quando ela empossou a nova primeira-ministra Liz do Reino Unido, Liz Truss. Ela se encontrava de férias no Castelo de Balmoral, na Escócia. 

A rainha morreu em paz, nesta tarde (8/9), no Palácio de Balmoral. O rei e a rainha consorte vão permanecer em Balmoral e retornam a Londres amanhã”, destaca o comunicado palaciano real.

Com a sua morte, assume automaticamente o trono seu filho, o príncipe Charles.

A Rainha Elizabeth só perdeu pra Luiz XIV, da França, em tempos de reinado. Este ficou 72 anos no poder e ela 70.

Lula responde a Bolsonaro: Nunca usei o Dia da Pátria como instrumento de política eleitoral

 

Lula rebateu ataques de Bolsonaro e cobrou explicações do presidente sobre compra de imóveis - Reprodução.

O ex-presidente e candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, respondeu aos ataques feitos por Jair Bolsonaro (PL) em atos realizados neste 7 de Setembro. O petista se manifestou em vídeo divulgado nas redes sociais.

"Quando presidente da República, eu tive a oportunidade de participar de dois 7 de Setembro, em 2006 e 2010, em época eleitoral. Em nenhum momento a gente utilizou o Dia da Pátria, um dia do povo brasileiro, o dia maior do nosso país, por conta da Independência, como instrumento de política eleitoral", disse Lula. 

Ele também criticou a postura de Bolsonaro em não falar a respeito dos problemas do país e cobrou explicações sobre a compra de imóveis feitas pelo cã presidencial. "E o presidente, ao invés de discutir os problemas do Brasil, tentar falar para o povo brasileiro como é que ele vai resolver o problema da educação, da saúde, do desemprego, do arrocho do salário mínimo, tenta falar de campanha política e tenta me atacar. E agora, ele deveria estar explicando para o povo como é que a família juntou 26 milhões em dinheiro vivo para comprar 51 imóveis. É isso que ele tem que explicar."

"O Brasil precisa de melhor sorte", disse ainda o ex-presidente. "O povo resolveu que vai reconquistar a democracia para a gente recuperar o Brasil."

Acusações de abuso de poder contra Bolsonaro

Até o fim da tarde desta quarta-feira (7), as campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de Ciro Gomes (PDT) e de Soraya Thronicke (União Brasil) haviam anunciado que iriam acionar o Judiciário.

"Bolsonaro fez uso indiscutível de um evento oficial para discursar como candidato. Há abuso de poder econômico e político acachapante, com o uso de recursos públicos, de uma grande estrutura pública, para fazer campanha", apontaram os advogados Eugênio Aragão e Cristiano Zanin Martins, representantes da Coligação Brasil da Esperança, de Lula, por meio de nota.
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Com informações do Brasil de Fato.

7 de setembro de 2022

Votar em Lula para derrotar Bolsonaro não é "meio burguês", como disse Ciro

 

(FOTO | Bruno Todeschini | Agencia RBS).

Por Nicolau Neto, editor

Falta menos de um mês para que a população se dirija às urnas. As eleições de 2022 - volto a dizer - são as mais importantes desde a redemocratização. E é exatamente por isso que precisamos ter muita, muita RESPONSABILIDADE DEMOCRÁTICA e não deixar escapar das nossas mãos o poder de tirarmos no voto aquele que tem de pior na política brasileira: o atual presidente.

Não é responsável da nossa parte deixar passar essa oportunidade já no primeiro turno, visto que no segundo é bem mais desgastante. No segundo, Bolsonaro usará toda a estrutura da máquina pública para ter ser projeto de poder autoritário e falacioso por mais 4 anos. Sem falar do grande risco de ruptura democrática como mais uma vez ele deixou transparecer na vexatória "celebração" do 7 de setembro. As palavras de ordem dele, além das de sempre, foi trazer a tona o período mais sangramento e horrível da História do Brasil: a Ditadura Civil-Militar instituída pelo golpe de 1964. A "História pode se repetir", disse. Um vexame sem precedentes, uma vergonha internacional. Fico só a pensar como a imprensa internacional fará para ditatizar a palavra repetida varais vezes pelo presidente: "imbrochável". Que lástima.

O Brasil precisa já em outubro próximo de um novo presidente: mais sensível às causas humanas e digno do cargo. E não é Ciro Gomes. Não é Simone Tebet. Ambos não possuem a mínima possibilidade de chegar ao segundo turno. Cada voto em um dos dois é desperdiçar a chance de fazer com que Lula - a maior liderança política do Brasil contemporâneo - vença no primeiro turno.

Votar em Lula para derrotar Bolsonaro não é "meio burguês" como disse Ciro. (Veja a declaração aqui). Não. De forma nenhuma. É sim um ato de grandeza. É uma atitude que demonstra zelo com a democracia e com as pautas identitárias (lembra Ciro?). É ainda um gesto de não ficar refém de um projeto individual. No meu caso em específico, estou deixando de lado minhas afinidades ideológicas para que o Brasil não volte às amarras da ditadura. Para que não percamos o que temos de mais precioso: a LIBERDADE.

Pedir que Ciro ou Tebet retirem suas candidaturas não surtirá efeito. Seus projetos pessoais são mais importantes que o risco de rompimento com a democracia. Ciro já tinha o desejo de se candidatar a presidência da república desde 2018 quando perdeu as eleições daquele ano. E de lá para cá não conseguiu um único partido para se juntar ao seu projeto de país. E é seu mesmo mesmo, visto que é um livro e não houve, portanto, colaboração da sociedade nele. É um projeto de país individual. Tentativas de agregar pessoas e partido para o lado do Ciro não faltaram. Mas ele não conseguiu. E não foi por causa de suas ideias, como demonstra em suas entrevistas. Falta ao Ciro humildade para reconhecer que não é seu momento e abrir espaços para que a vitória do Lula seja sacramentada já no dia 2 de outubro. Como ele não fará isso, resta que seus eleitores e eleitoras façam. A democracia agradece.

A Simone Tebet nós já falamos sobre. Votou com Bolsonaro praticamente em todas os itens das reformas que prejudicaram o povo, principalmente os mais pobres.

6 de setembro de 2022

Independência para quem?


(FOTO | Bênção das bandeiras da Revolução de 1817, óleo sobre tela de Antônio Parreiras | Reprodução).

Por Nicolau Neto, editor

Se você for falar do evento de 1817 que contou com a participação do Crato a partir de Bárbara de Alencar como parte do processo de "Independência do Brasil", lembre de destacar para seus alunos e alunas que ela foi também uma escravocrata.

Lembre de dialogar com eles e elas sobre o protagonismo das mulheres, das mulheres negras e dos povos indígenas que além de querem a separação com Portugal desejam ter de volta sua liberdade.

Reflita com eles/as qual o sentido teve essa "independência" na época e hoje. Traga para o campo do debate o fato de que mesmo oficializada a separação de Portugal em 1822, o território passou a ser administrado de forma monárquica e por um português, filho do rei de Portugal D. João VI, o Pedro de Alcântara (depois passou a ser chamado de D. Pedro I).

Mencione os diversos momentos de lutas, de batalhas e guerras travadas pela independência, desmistificando essa romantização de que o evento foi pacífico e que Pedro foi herói.

Reflita ainda que mesmo após tudo isso, o Brasil continuou mais 66 anos escravizando a população negra. E que o 7 de setembro como data "comemorativa" ignorou o protagonismo da população negra e da população indígena, além de mitificar D. Pedro I.

Mencione ainda que essa data só se tornou oficial a partir do presidente Eurico Gaspar Dutra, o primeiro governo brasileiro após o período ditatorial de Getúlio Vargas com a lei nº 662, de 6 de abril de 1949 e referendada em 2002 durante a gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso (lei nº 10.607, de 19 de dezembro).

Por fim, lembre-se de indagar: que sentido teve essa independência? O que vamos mesmo comemorar amanhã?