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| (FOTO| Reprodução | site Chapada Cultural do Araripe). |
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| (FOTO| Reprodução | site Chapada Cultural do Araripe). |
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| A iniciativa do piso para a enfermagem foi elogiada pela ONU - Marcello Casal Jr./Agência Brasil |
O
plenário do Senado aprovou em primeiro e segundo turnos nesta quinta-feira (2)
a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 11/2022, que dá segurança jurídica ao
piso salarial nacional de enfermeiros, técnicos de enfermagem, auxiliares de
enfermagem e parteiras. A matéria agora precisa ser aprovada por 3/5 dos
deputados da Câmara, em dois turnos, para que entre em vigor.
O
piso da enfermagem já havia sido aprovado pelo próprio Senado, em novembro, e
pela Câmara dos Deputados em maio, na forma de um projeto de lei (PL
2.564/2020) de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES) e relatoria da
senadora Zenaide Maia (Pros-RN). Agora, a proposta aprovada insere o piso na
Constituição, evitando uma eventual suspensão na Justiça sob a alegação do
chamado "vício de iniciativa", situação que ocorre quando a proposta
é apresentada por um dos Poderes sem que a Constituição lhe atribua competência
para isso.
Segundo
o PL aprovado anteriormente, o piso mínimo inicial previsto para enfermeiros é
de R$ 4.750, remuneração mínima a ser paga por serviços de saúde públicos e
privados. O texto fixa ainda em 70% do piso nacional dos enfermeiros o valor
mínimo para técnicos de enfermagem e 50% para auxiliares de enfermagem e
parteiras.
"Teremos nas próximas semanas alternativas
para que municípios e estados tenham as condições orçamentárias para o
pagamento desses valorosos profissionais. Viva os enfermeiros do Brasil!",
disse a senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), primeira signatária da
iniciativa. Ela pontuou que a PEC aprovada segue o mesmo modelo de arranjo
constitucional feito para o piso salarial nacional do magistério, previsto
expressamente na Constituição e regulado por lei ordinária.
O
relator de plenário, senador Davi Alcolumbre (União-AP), rejeitou as emendas
apresentadas na sessão e pediu aos parlamentares que retirassem os destaques
para acelerar a aprovação. Ele destacou que há várias alternativas em debate
para encontrar os recursos orçamentários que garantam o pagamento do piso.
"Essa nova despesa não recairá sobre
os ombros dos estados, dos [hospitais] filantrópicos e dos municípios
brasileiros", garantiu.
Pacheco
Autor
do PL que instituiu o piso, o senador Fabiano Contarato conclamou os
profissionais da enfermagem a desempenharem um papel ativo na política. "É só através da política que nós mudamos.
Vocês têm uma força inestimável. Vocês aprovaram o PL 2.564 e a PEC 11",
apontou.
O
Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) ressalta que o piso salarial é uma luta
histórica que pode corrigir disparidades na remuneração da categoria. Dados do
Cofen destacam que mais de 1,3 milhão de profissionais serão diretamente
beneficiados com a medida, pois recebem menos do que os valores estabelecidos
no PL, sendo 80% trabalhadores de nível médio, a grande maioria técnicos de
enfermagem.
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Com informações da Agência Senado, Agência Brasil e Brasil de Fato.
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| (Imagem meramente ilustrativa/ Reprodução/ internet) |
Por
Alexandre Lucas, Colunista
Estava
sentado naquele banco de madeira, feito antes que minhas pernas. O banco para sentir o tempo apalpar o corpo
nu dos pensamentos. Bandeiras esvoaçavam, no palco da cama, um véu branco,
escondia a gramática do corpo. Festejo de sagrada profanidade.
Ritual.
Corpo suado, se fazia tambor, a boca flácida, pronunciava gritos da passagem do
calor.
A
coloração avermelhada da carne, denunciava a sede. A chuva acompanhava o tambor
da pele e dava ritmo à dança ancestral que se entoava de cheiros e ruídos.
A
terra se amolecia, no amassado, salgado do instante. Os caminhos se abriam. O
abraço quente pronunciava o rio quente que se despedia.
O banco
firme, continuava segurando os últimos instantes de fuga.
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| (FOTO | Reprodução | Chapada Cultural do Araripe). |
O
evento faz parte das ações voltadas para a candidatura da Chapada do Araripe à
Patrimônio Mundial da Humanidade Unesco e tem abertura marcada para o dia 03 de
Junho de 2022, às 09h, na Fundação Casa Grande - Memorial do Homem Kariri.
A
Fundação Casa Grande Memorial do Homem Cariri realiza nos dias 03, 04 e 05
junho a Mostra Internacional de Patrimônio e Turismo Chapada Cultural do
Araripe.
Durante
os três dias, estarão reunidos na Fundação, representantes do Instituto do
Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN, membros da sociedade civil
local, convidados com expertises afins, como conferencistas da Argentina, Peru
e Portugal para promoverem o intercâmbio de ideias durante ciclos de palestras,
redes, celebrações e oficinas.
Todo
o material produzido no evento servirá para traçar diretrizes para a
candidatura da Chapada do Araripe como Patrimônio da Humanidade, cuja campanha
teve início em 2019 . Dentro da programação estão previstas a caracterização do
bem e os requisitos para sua proteção, conservação e gestão.
De
acordo com o fundador da Fundação Casa Grande e primeiro entusiasta da
campanha, Alemberg Quindins, a Mostra Chapada Cultural do Araripe é a
continuidade das ações oriundas do primeiro seminário promovido pelo SESC e a
Fundação Casa Grande, com o apoio da Secretaria de Cultura do Estado em 2019.
“Após o Seminário, planejamos a vinda do IPHAN para ministrar uma oficina que
faz parte do processo da lista nacional, e agora essa oficina acontecerá, tendo
sequência a posse do conselho científico da candidatura.”
Além de reunir importantes nomes nos cenários nacional e internacional para debaterem sobre os temas Patrimônio e Turismo, o conhecimento gerado a partir da Mostra, será mais uma ferramenta para contribuir com o processo para o desenvolvimento social sustentável da região da Chapada do Araripe, pois fortalece o envolvimento das instituições nesse projeto, como a Federação do Comércio (Fecomércio), Serviço Social do Comércio (SESC), Secretaria de Cultura e Secretaria de Turismo do Estado do Ceará e a Universidade Regional do Cariri (URCA), Geopark Araripe e a sociedade civil. “O turismo social responsável que a Fundação Casa Grande vem trabalhando no entorno da Chapada do Araripe vem sendo essa ferramenta de inclusão e partilhamento de uma consciência milenar do Povo Kariri e sua tecnologia científica de convivência no território. São empreendimentos temáticos e instrutivos”, destacou Alemberg Quindins.
A
programação compreende 5 ciclos de palestras (nacionais e internacionais), 5
ciclos de redes (regionais), 3 oficinas e 7 grandes celebrações musicais e
artísticas, totalizando, aproximadamente, 40 convidados.
O Povo Kariri
A
Mostra promoverá a rememoração do Povo Kariri, celebrando de forma inovadora a
disseminação de conteúdo, conexões culturais e midiáticas entre pessoas,
instituições e coletivo de artistas, formando uma grande rede com o objetivo de
integrar, interagir e promover a formação de crianças e jovens a partir do
encontro no espaço de vivência em gestão institucional: A Fundação Casa Grande
e a Gestão do Patrimônio Cultural da Chapada do Araripe.
Chapada do Araripe Patrimônio da
Humanidade Unesco
A
Campanha Chapada do Araripe Patrimônio da Humanidade Unesco começou em 2019,
com a realização do I Seminário Internacional Chapada do Araripe Patrimônio da
Humanidade. O evento reuniu palestrantes internacionais e nacionais,
representantes de diversas instituições, agentes culturais da região e mestras
e mestres da cultura popular.
A
Mostra Internacional de Patrimônio e Turismo Chapada Cultural do Araripe conta
com o patrocínio da Secretaria de Turismo do Estado do Ceará (Setur), através
do programa Rotas Cariris, e a parceria de instituições como Sistema
Fecomércio, Universidade Regional do Cariri (URCA), Geopark Araripe, Cajuína
São Geraldo, Secretaria da Cultura do Estado do Ceará e Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).
O
seminário será transmitido ao vivo pela página do YouTube da TV Casa Grande e
as inscrições poderão ser realizadas através da página
https://chapadaculturaldoa.wixsite.com/chapadacultural
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Com informações do site Chapada Cultural do Araripe.
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| Milton Gonçalves em 'O Tempo Não Para', de 2018 (Foto: Paulo Belote/Globo). |
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| Milton Gonçalves na mensagem de fim de ano da Globo em 1991 (Foto: Acervo TV Globo). |
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| O Bem-Amado’: Ruth de Souza e Milton Gonçalves (Foto: Divulgação/Globo). |
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| Milton Gonçalves grava vinheta de fim de ano da Globo em 1997 (Foto: Acervo TV Globo). |
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| (FOTO/ Reprodução/ WhatsApp). |
Por Naju Sampaio
O
Território Criativo do Gesso recebe nesta quarta-feira, dia 1 de junho, a
apresentação do Maracatu Raízes. A atividade está na programação do ano de 2022
do Centro Cultural Banco do Nordeste, em parceria com o Coletivo Camaradas. O
espetáculo está aberto ao público em geral e vai ocorrer no terreiro do
Coletivo Camaradas, com início às 18 horas.
O
Maracatu Raízes é um grupo de tradição, cultura popular e resistência, que foi
idealizado em 2012 por Beto Ribeiro e sua esposa Adriana Alencar. Após 30 anos
participando de Maracatus em Fortaleza, o casal retorna para o Crato e nasce o
Raízes. O grupo retrata a celebração da coroação da rainha negra, com sua corte
real, trazendo coreografias teatralizadas com releituras de músicas de
compositores de Maracatu e ritmos regionais.
De
acordo com Beto Ribeiro, arte-educador e mestre do Maracatu Raízes, as
apresentações na comunidade do Gesso fornecem a oportunidade de levar a
experiência e pesquisa do Maracatu até as pessoas que ainda não conhecem essa
tradição popular. Além de trazer uma
atividade artística para envolver as pessoas que se identificam, contribuindo
com o fortalecimento do Maracatu.
As performances são realizadas em eventos com locais fechados e abertos, cortejos nas ruas, shows de palco, palestras e apresentações sobre os aspectos históricos do maracatu, workshops, oficinas, entre outras intervenções. O grupo é aberto a quem deseja integrar como brincante e é composto por crianças, adultos, educadores, universitários, músicos e profissionais de dança.
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Naju Sampaio é estudante de jornalismo e bolsista/integrante do Coletivo Camaradas.
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| Capela de São José, em Altaneira. (FOTO |José Nicolau). |
Por José Nicolau, editor
Capela
de São José, em Altaneira. Um local de Memória e, logo, com grande potencial
para o desenvolvimento de um conhecimento histórico importante do município
visto que uma pequena parte da História da cidade alta, como também é
conhecida, tem a ver com a doação do terreno para a construção desse espaço simbólico
do catolicismo local.
Mas
a memória sozinha não é capaz disso. É preciso análise e interpretação da
História. Só a História é capaz de desfazer mitos, heróis e anti-heróis e
trazer para a cena aqueles e aquelas que por vários motivos não apareceram.
O
prédio já passou por algumas reformas, mas mantém parte de sua
arquitetura/estrutura antiga.
A
Capela foi o primeiro espaço de rezas dedicadas a Santa Teresa de Ávila ainda
em meados dos anos 30 do século XX, sendo esta escolhida como padroeira da
localidade. A dedicação do espaço a São José vem somente na segunda metade do
século passado após a Igreja Matriz ser construída.
Separados
por sete meses em festividades dedicadas a ambos - São José em março e Santa
Teresa em outubro - este primeiro está como um padroeiro sequencial, adjunto.
A imagem é um dos raros registros que fiz de templos como esses. Remete a 7 de abril de 2018.
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| Dois anos do assassinato de George Floyd. (FOTO |Reprodução). |