10 de julho de 2026

Ana Ruty Paz lança livro  "Apenas Palavras" no Terreiro do Coletivo Camaradas

 

Ana Ruty. (FOTO | Reprodução | WhatsApp).

O território da palavra ganha um novo marco no Cariri. No dia 25 de julho, às 17h30, a escritora cratense Ana Ruty Paz lança seu primeiro livro de poesia, Apenas Palavras, no Terreiro do Coletivo Camaradas, na comunidade do Gesso, no Crato. A obra, publicada pela editora Taup , reúne versos que transformam a experiência de ser mulher, negra, mãe e trabalhadora da cultura em um território de afeto, memória e resistência.

Natural do Sítio Buenos Aires, no Território Criativo do Gesso, Ana Ruty Paz carrega em sua trajetória a força de quem aprendeu cedo que a educação é o caminho para a dignidade. Filha de pais que tiveram a escola negada, a mãe estudou até a segunda série, o pai não sabe ler, ela fez da palavra uma herança e uma ferramenta de transformação.

Sua militância começou no Grêmio Estudantil do Colégio Municipal Pedro Felício e se consolidou no Coletivo Camaradas, do qual é presidenta política. Integra a Coletiva Entre Verbos, que reúne mulheres poetas da região, e atua como Agente Territorial de Cultura pelo Ministério da Cultura. Participou como agente cultural do Pontão de Cultura do Ceará e também marca presença nos slams e na webrádio Cafundó. Formada em Letras pela Universidade Regional do Cariri (URCA), Ana Ruty une a academia à vivência comunitária.

"Sou uma mulher escritora que reconhece a palavra como força para existir e para transformar o mundo, porque muito me foi ensinado, mesmo quando tantos conhecimentos foram negados aos meus", afirma a poeta, que dedica a obra à história de sua família.

A programação contará com a mediação da pesquisadora e escritora Luciana Bessa, idealizadora do Projeto Nordestinados a Ler, da Universidade Federal do Cariri (UFCA). Na ocasião, haverá venda de exemplares e sessão de autógrafos com a poeta.

Sobre a obra – "Apenas Palavras"

Com uma escrita sensível e potente, Apenas Palavras convida o leitor a um mergulho profundo. Os poemas atravessam inquietações, delicadezas e prazeres, revelando a poesia como forma de existir e ressignificar o mundo. "É uma obra para ler devagar, sentir profundamente e carregar consigo", descreve a autora. Cada página carrega a memória do chão de taipa onde cresceu e a luta de sua família para que ela pudesse chegar até aqui.

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Texto encaminhado ao blog por Alexandre Lucas.

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