14 de julho de 2026

Rede Cultura Viva do Crato divulga nota cobrando maior valorização da cultura popular

 

(FOTO | Reprodução | WhatsApp).

A Rede Cultura Viva do Crato tornou pública uma manifestação em defesa da cultura popular e da valorização dos grupos, mestres, mestras, artistas e fazedores de cultura do município. O documento expressa preocupação com a forma como os investimentos públicos destinados à cultura vêm sendo distribuídos, especialmente no contexto da Expocrato.

Na avaliação da Rede, embora a Expocrato seja reconhecida como um dos maiores eventos do Ceará e tenha importante papel no fortalecimento da economia e do turismo, é necessário que as políticas culturais garantam maior equilíbrio na aplicação dos recursos públicos, assegurando o fortalecimento das manifestações culturais tradicionais e dos agentes culturais que preservam a identidade do Crato e do Cariri.

A manifestação destaca que a cultura popular representa um patrimônio vivo, construído ao longo de gerações, e defende que seu reconhecimento deve ocorrer por meio de políticas públicas permanentes, financiamento adequado e valorização dos seus protagonistas.

A nota é assinada por dezenas de Pontos e Pontões de Cultura, grupos tradicionais, coletivos, museus e instituições culturais do município.

Confira a nota na íntegra:

NOTA PÚBLICA

Rede Cultura Viva do Crato

A Rede Cultura Viva do Crato manifesta sua preocupação e indignação com a forma desigual como os investimentos públicos destinados à cultura vêm sendo distribuídos no município, especialmente no contexto da Expocrato.

Reconhecemos a importância da Expocrato como um dos maiores eventos do Ceará e seu potencial para impulsionar a economia, o turismo e a geração de renda. No entanto, é inaceitável que a cultura popular, responsável por construir, preservar e fortalecer a identidade cultural do Crato e do Cariri, continue sendo tratada como elemento secundário, enquanto a maior parte dos recursos públicos privilegia a lógica dos grandes espetáculos.

Essa realidade invisibiliza mestres, mestras, artistas, grupos, coletivos e fazedores de cultura que, ao longo de gerações, mantêm viva a memória, os saberes e as tradições do nosso território.

A cultura popular não pode servir apenas para ilustrar campanhas institucionais, decorar espaços ou reforçar o título do Crato como "Berço da Cultura". É preciso que esse reconhecimento se traduza em políticas públicas permanentes, financiamento adequado, valorização dos fazedores de cultura e respeito aos seus protagonistas.

A Rede Cultura Viva do Crato reafirma que a cultura popular não é favor, nem ornamentação. É patrimônio vivo, identidade, educação, desenvolvimento social, economia da cultura e direito do povo.

Seguiremos mobilizados por uma política cultural mais justa, democrática e comprometida com aqueles e aquelas que mantêm viva a história, a memória e a diversidade cultural do Crato.

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Texto encaminhado ao blog por Francisco Nascimento.

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