Museu da Memória Histórica Santanense: Um passeio pela histórica política, cultural e educacional de Santana do Cariri



Nicolau Neto durante vista ao Museu da Memória Histórica
Santanense, sendo recepcionado por Sandro Cidrão.

Inaugurado em 25 de novembro de 2014, O Museu da Memória Histórica Santanense se configura como mais um espaço dedicado a preservação de objetos de caráter histórico de Santana do Cariri, município localizado na Região Metropolitana do Cariri e de pouco mais de 17.000 habitantes, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Museu que foi idealizado pelo professor Raimundo Sandro Cidrão, graduado em Letras pela Universidade Regional do Cariri (URCA), reforça uma das principais características do município centenário, uma cidade histórica no sentido literal do termo. Poucas da região tem espaços como o que se encontra em Santana dedicados a não deixar morrer a história, muitas destas presentes em um rico e diversificado acervo, que perpassa pela iconografia, uma pinacoteca, vestimentas usadas pelo Padre Cristino Coelho, móveis e utensílios de cozinhas que retratam o cotidiano de pessoas de anos não tão distantes, além cadeiras escolares antigas e documentação que remontam ao século XIX – época em que o município ainda tinha a denominação de Santana do Brejo Grande.

Ainda consta do acervo histórico recortes de antigos jornais da municipalidade, arte sacra, álbuns e documentos da primeira professora de Santana e construtora da primeira biblioteca. O mais recente documento a incorporar o museu, que o professor Sandro chamou de “relíquia histórica”, é o Inquérito Policial do crime praticado por Raul Alves contra Benigna Cardoso, datado de 1941. Segundo Sandro, a concessão veio do Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE). Benigna passou a ser um dos principais símbolos religiosos de Santana.

Inquérito Policial da Morte de Benigna. (Foto: Divulgação).

Este professor e signatário fez uma visita na última terça-feira, 28, ao espaço. Fui recebido pelo próprio Sandro que contou como surgiu a ideia de construir o museu. “A criação do museu partiu da necessidade de preservar a memória e a história do município e da região, levando-se em conta o vasto acervo que consegui ao longo de minha vida”, disse. O objetivo, segundo ele, é proporcionar a comunidade o acesso a bens culturais em vários campos. “Iconografia, arte sacra, coleções, imagem e som, arte plástica, dentre outros”, nomeou.

Localização e Horários de Visitas

O Museu da Memória Histórica Santanense divide a atenção dos munícipes com o Museu de Paleontologia Plácido Cidade Nuvens (criado em 1985) e com o Casarão do Coronel Felinto (datado do século XIX, mas sua inauguração se deu em 1911).

Para os que desejarem conhecer o espaço, ele fica localizado à Rua Duque de Caxias, 420. Está aberto a visita de segunda a sábado, das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 16h30.

Mais de mil e quinhentas pessoas já direcionaram seus olhares ao museu, entre estudantes, professores e turistas, relatou Sandro.


Postar um comentário

0 Comentários