"É preciso botar o PMDB na oposição", diz Guilherme Boulos. (Foto: Wanezza Soares).
O
pré-candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, diz que defenderá na
campanha o fim dos “privilégios do 1% que
manda no Estado e na política brasileira há muito tempo”. Em entrevista ao
“Jornal da CBN – 2ª Edição”, ele afirma que será preciso “botar o PMDB na
oposição” pela primeira vez em 30 anos.
Boulos
rebate a crítica de que sua candidatura defende uma plataforma irrealista para
vencer e impraticável de ser aplicada caso se eleja. “O presidencialismo de coalizão faliu. Esse modelo de governalidade
faliu.”
Segundo
ele, o governo Temer “fez em dois anos o
Brasil andar 50 anos para trás”. Há “setores do Judiciário agindo politicamente”,
diz. Boulos vê “escalada de violência”
com o assassinato da vereadora Marielle Franco e o atentado contra o
acampamento pró-Lula em Curitiba.
Avalia
que a direita está mais fragmentada do que a esquerda. “Todas elas [as candidaturas de direita e centro-direita] são Temer.
Algumas são Temer declarado. Algumas são Temer disfarçado”.
A
respeito do incêndio e desabamento do edifício Wilton Paes de Almeida na
madrugada de terça em São Paulo, Boulos afirma que a responsabilidade é do
poder público, “que deveria ter oferecido
uma alternativa às famílias”. Ele vê “omissão do poder público” na tragédia
de terça.
Diz
que é preciso apurar se o incêndio foi criminoso, pois já houve casos desse
tipo em São Paulo. Afirma que o ex-prefeito João Doria deu declaração “leviana”
ao comentar que parte daquela ocupação fora feita pelo crime organizado. De
acordo com ele, uma pessoa não faz uma ocupação “porque quer, mas por completa falta de alternativa”. (Com
informações do Blog do Kennedy Alencar).
Marx passou os primeiros 17 anos de sua vida em Trier, no extremo oeste da Alemanha. (Foto: Picture-alliance/Ap Photo/ M. Probst).
Acompanhada
de faixas com dizeres que iam de "abaixo
o capitalismo" a "pai de
todos os ditadores", a cidade de Trier, na Alemanha, inaugurou uma
polêmica estátua do filósofo Karl Marx neste sábado 5, exatos 200 anos depois
do seu nascimento.
A
escultura de bronze, que tem 5,50 metros de altura, incluindo o pedestal, e
pesa mais 2,3 toneladas, é um presente da China para marcar o bicentenário do
principal teórico do comunismo. A estátua retrata um Marx pensativo, com um
livro numa das mãos.
Enquanto
alguns veem o monumento como um reconhecimento justo ao filho mais famoso de
Trier, outros argumentam que aceitar um presente da China não é compatível com
a crítica às violações dos direitos humanos no país.
Marx
passou os primeiros 17 anos de sua vida em Trier, uma pequena cidade às margens
do rio Mosela, no extremo oeste da Alemanha.
Segundo
a polícia, cerca de três mil pessoas acompanharam a cerimônia de inauguração do
monumento, de autoria do escultor chinês Wu Weishan.
Cerca
de 70 pessoas participaram de uma marcha silenciosa de protesto contra a
estátua, promovida pelo partido populista de direita Alternativa para a
Alemanha (AfD), enquanto uma manifestação de adversários da AfD reuniu 150
militantes. Outras 300 pessoas se uniram a um ato a favor da estátua.
Muitos
veem a divisão da Alemanha após a Segunda Guerra Mundial e a construção do Muro
de Berlim como consequência das ideias do pensador alemão, mas o prefeito de
Trier, Wolfram Leibe, avalia que as controvérsias históricas devem ser motivo
de debate.
"Há
dez anos, isso não teria sido possível. Tenho certeza de que Marx pode hoje ser
visto num contexto histórico. O que os regimes fizeram com ele não é o que Marx
queria", afirmou Leibe à emissora ARD. "Na Alemanha, temos essa situação, vez por outra, com personalidades
difíceis e complexas da história – queremos escondê-las na floresta",
disse o político. "Mas foi um ato
consciente trazer Karl Marx para a cidade. Nós não precisamos escondê-lo."
A
presidente do Partido Social-Democrata (SPD), Andrea Nahles, disse que as
ideias de Marx continuam atuais. "Ninguém
influenciou a social-democracia mais do que Marx", declarou. O SPD
abandonou as ideias marxistas em 1959, mas elas estiveram na origem da fundação
do partido, lembrou a líder social-democrata alemã.
A
governadora da Renânia-Palatinado, Malu Dreyer, à qual Trier pertence, também
participou da inauguração. "Sim,
estamos do lado do filho da nossa cidade. E lidamos com Karl Marx de uma
maneira construtiva e ativa", afirmou Dreyer. "Não se deve culpar Marx pelos horrores do
século 20 e, da mesma forma, também não se deve santificá-lo", frisou
a política. "Estamos felizes em
receber este presente, este gesto de amizade."
No
mesmo dia foi inaugurada uma nova exposição permanente no museu Casa de Karl
Marx, intitulada De Trier para o mundo: Karl Marx, suas ideias e suas
consequências. Além de um relógio de bolso do crítico do capitalismo, a
exibição mostra pela primeira vez a cadeira em que o pensador teria morrido. (Com informações de CartaCapital).
Prefeitura lança nota negando "agregação" de Secretaria de Cultura à Secretaria de Educação".
A
prefeitura de Altaneira divulgou na tarde deste sábado, 05, em sua fanpage na
rede social facebook, nota negando a agregação da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e
Turismo à Secretaria Municipal de Educação.
Sem
mencionar os Blogs locais que noticiaram o fato na última quinta-feira, 03, a
nota clássica as informações como “falsas”,
uma vez que “para esse acontecimento
seria necessário uma alteração na Lei da Estrutura Administrativa autorizando a
unificação das referidas secretarias”. O que “na verdade ocorreu”, continua, foi “apenas a nomeação da Secretária de Educação Leocadia Soares, para
responder sobre a referida pasta, em substituição ao ex secretário Antônio de
Kaci”.
A
nota - sem assinatura de ninguém ligado ao governo -, diz que lamenta “pela incoerência nas divulgações maliciosas
desses blogs que mesmo tendo conhecimento dos fatos, uma vez que, foi divulgado
o ato através do Portal do Município e da Página: Prefeitura Municipal de
Altaneira no Facebook, com muita clareza, mesmo assim, divulgaram as informações
distorcidas da realidade” e diz também que “o ato oficial do governo através da Portaria N.197/2018, assinada pelo
Prefeito Dariomar, consta da nomeação da Secretária Leocadia para exercer o
cargo interinamente e cumulativamente, sem direito a acréscimo na sua
remuneração”.
Segundo
o Advogado e Administrador do Blog de Altaneira (BA), Raimundo Soares Filho, que
anunciou o fato com o título em seu Blog “Depois de quase 20 anos Prefeito de Altaneira volta a “agregar” Cultura e Educação”,
a informação divulgada pela página “não vale”, pois não há assinatura. Em
comentário no grupo de WhatsApp do Blog Negro Nicolau (BNN), o blogueiro rechaçou a
nota. “Querem tapar o sol com a peneira.
Até o espaço físico é o mesmo”, concluiu.
Se
oficialmente para a unificação ou agregação da Secretaria Municipal de Cultura,
Esporte e Turismo à Secretaria Municipal de Educação necessita-se de uma alteração na Lei
da Estrutura Administrativa, na prática o fato já ocorreu.
A
Cultura ficará subordinada à Educação, pois o prédio é o mesmo e a pessoa que
vai exercer a função de secretária já exerce a titularidade da Educação, mesmo
sem nenhum acréscimo à sua remuneração. O que fica nítido, outrossim, é que a
Cultura passa agora a ser “um puxadinho ou o quintal da Educação”.
O
que poderia ser feito aqui, já que há negativa da não unificação das pastas,
era o próprio Antonio de Kaci continuar exercendo as funções de Secretário e
nomear outra pessoa para Controlador Geral do Município. Ou até mesmo o próprio
Secretário de Cultura exercer essa função cumulativamente com a de Controlador
Geral.
Em 2016, um dos primeiros atos do Temer quando tomou a presidência da república por meio do golpe jurídico-parlamentar-midiático foi a extinção do Ministério da Cultura (MinC). No entanto, a população reagiu e chegou a se manifestar publicamente contra o ato. Em maio do mesmo ano, cerca de 18 capitais registraram protestos contra fim da pasta, inclusive Brasília com a participação de artistas e produtores culturais. A pressão dos movimentos fez com que o presidente ilegítimo recriasse o MinC.
Pré-candidato
do PDT à presidência da República, Ciro Gomes declarou ter pena da presidente
do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), que disse que uma eventual aliança em que o PT
ocuparia a vice de Ciro numa chapa presidencial não passaria nem com "reza brava" (saiba mais aqui).
Glesi deu a declaração em resposta uma especulação surgida após declaração do
ex-governador baiano Jaques Wagner.
Neste
sábado, em entrevista a Fernando Canzian e Fábio Zanin, Ciro reagiu. "Vou ter paciência, respeito e compreendo o
drama do PT. E tenho pena de uma pessoa da responsabilidade da presidente
nacional do PT dizer uma coisa dessas. Para se ver como é questão de dar pena,
meu partido, o PDT, portanto, eu, estou apoiando quatro dos cinco dos
principais candidatos a governador do PT. Minha crença é que a população
brasileira não é um eleitorado de cabresto, nem meu nem de ninguém. Eu vou
tocar o meu bonde", afirmou.
Ou
seja, Ciro sinalizou que ele espera ter apoio de eleitores do PT, mas não uma
aliança formal com o partido.
Ele
também se negou a assumir um compromisso a dar um eventual indulto ao
ex-presidente Lula, que hoje é um preso político, em Curitiba. "O presidente Lula está a meio caminho de
recursos [na Justiça]. Se a burocracia do PT cria uma campanha pelo indulto, o
que ela está dizendo? Que o Lula será condenado em última instância. Isso nega
a estratégia dos advogados do Lula. A sentença contra o Lula é injusta e a
prova é frágil. Eu não vou cair nessa burrice", afirmou. (Com informações do Brasil 247).
Professora usa cultura africana para ensinar matemática. (Foto: Reprodução/ Educação Integral).
Ao
imaginar a calculadora mais antiga do mundo, é provável que pensemos no início
dos computadores, com dimensões enormes, ou lembremos do ábaco, o instrumento
de cálculo composto por bastões e contas. Mas a primeira ferramenta para
calcular de que se tem notícia é o osso de Ishango, desenvolvido por africanos
20 mil anos antes de Cristo, a partir do fêmur de um macaco babuíno.
“Esse
é o tipo de informação que raramente temos na escola, porque só estudamos os
matemáticos de sempre, quando desde muito antes dos árabes e gregos, os
africanos, além dos egípcios, já dominavam os conhecimentos que estudamos
hoje”, diz Andreia Viliczinski, professora que tomou para si a iniciativa de
ensinar matemática por meio da cultura e da história africana, com o projeto
que denominou “África, berço da matemática”.
"A
etnomatemática propõe ensinar matemática levando em consideração outras
culturas que também produzirem e produzem conhecimento, de variadas maneiras,
mas que são frequentemente apagadas das narrativas da sociedade e da escola. A
afroetnomatemática, por sua vez, apresenta a matemática a partir da cultura
africana. "
As
atividades para ensinar matemática por meio de projetos envolvendo a cultura
africana tiveram início em 2016, na Escola Estadual de Ensino Médio Governador
Celso Ramos, em Joinville (SC), quando Andreia pesquisou sobre etnomatemática e
apresentou a ideia para os alunos, que se entusiasmaram com o assunto.
“Eu
não conhecia a história dos negros no Brasil, só sabia o que aprendi no Ensino
Básico. Pesquisando, passei a compreender as questões das relações raciais no
País e perceber nas salas de aula e na comunidade muito preconceito e racismo.
Mas durante o projeto notei também que alguns alunos se sentiram representados,
se identificaram”, comenta a professora.
Conhecendo
a contribuição africana
O
início do projeto consistiu em assistir ao filme Besouro (2009), que traz parte
da memória dos afrodescendentes no Brasil, ao relatar a história da capoeira e
das religiões desse povo. Depois, a professora dividiu os alunos em turmas para
realizarem, durante um mês, pesquisas sobre matemática e cultura africana.
Ao
final do período, os alunos fizeram apresentações sobre o que descobriram.
Estas primeiras atividades introduziram o tema, permitindo que os alunos
fizessem suas primeiras descobertas e as compartilhassem com os colegas.
A matemática dos búzios e outros
elementos
Em
seguida, começaram os estudos matemáticos propriamente ditos: números primos,
raciocínio lógico, geometria, ângulos, e probabilidade, envolvendo a
contribuição de africanos para a ciência e sua cultura.
Andreia
usou os gráficos de Sona – representações simbólicas e narrativas da África
central – para explicar análise combinatória e os búzios para tratar
probabilidade
Andreia
conta que usou os gráficos de Sona – representações simbólicas e narrativas da
África central desenhadas na areia – para explicar análise combinatória e os
búzios para ensinar probabilidade, já que eles, assim como a moeda, também têm
dois lados. “Eu propunha exercícios como: qual a probabilidade de, em um jogo
com quatro búzios, dois caírem abertos e dois fechados?”, conta.
Com
o osso de Ishango, estudaram números primos e sequências matemáticas, fazendo
reproduções da calculadora primitiva em argila, aprendendo que ela foi também o
primeiro calendário lunar. Ao mesmo tempo, discutia com os jovens a história de
como os búzios vieram para o Brasil, os tipos de jogos, quais são as religiões
africanas e afro-brasileiras que os utilizam e os seus significados.
O
osso de Ishango, encontrado na atual região do Congo, possui três faces, com
riscos em cada uma delas, representando sequências numéricas.
Para
estudar fractais – figuras da geometria não-Euclidiana –, fizeram máscaras
africanas e estudaram seus padrões geométricos. O exercício foi ponte também
para abordar o uso cultural dessas máscaras, os rituais nos quais são
utilizadas, os diversos significados de suas pinturas, bem como a configuração
de algumas aldeias, que reproduzem fractais por meio da disposição de seus
elementos.
Valorização cultural e alunos
engajados
“Os alunos se interessaram, se envolveram, e
trouxeram a questão da música africana, que eu aproveitei para falar não só da
música nos países do continente africano, mas também sobre o som, que nada mais
é do que uma onda. Então fomos para trigonometria, amplitude, frequência”,
conta Andreia.
Para
finalizar o projeto, trabalharam dados do IBGE sobre as violências contra as
mulheres negras, analisando sua incidência, atores, tipos de violência, entre
outros pontos. “É nosso dever discutir as
questões étnico-raciais e uma das maneiras é mostrar toda a contribuição dos
negros construtores do conhecimento, porque eles têm um papel muito grande para
a comunidade científica”, finaliza a professora. (Com informações do Educação Integral).
Tenho
dito sempre que as eleições de outubro não são a saída para a crise ou o
caminho para a reversão do golpe. As classes dominantes brasileiras têm deixado
claro que não vão se deter por algo tão pequeno quanto a expressão de uma
vontade popular por meio do voto. Nenhuma mudança virá da decisão de um
presidente eleito, por melhor que seja ele, se não houver capacidade de
sustentá-la com mobilização social. A luta política tem que ser pensada para
além das eleições ou do parlamento.
Isso
não quer dizer que as eleições sejam irrelevantes.
O
pleito marcado para outubro, caso ocorra conforme está sendo desenhado,
possuirá baixíssima legitimidade. Uma eleição em que o candidato favorito é
arbitrariamente excluído da disputa não é capaz de gerar um governante
legítimo. Nem por isso, boicotar as eleições é uma opção. Se tivéssemos força
para organizar um boicote significativo, certamente não estaríamos na situação
em que nos encontramos. É melhor aproveitar a oportunidade que a disputa
eleitoral dá para apresentar narrativas diferentes, gerar educação política,
mobilizar e apontar caminhos para a organização popular.
O
melhor candidato para cumprir este papel, no momento, é Guilherme Boulos.
A
luta pela liberdade do presidente Lula e por seu direito de se candidatar é
prioridade para todos os democratas. Trata-se de combater o Estado de exceção e
a criminalização da esquerda. Isso não obriga, no entanto, a aderir ao projeto
político que Lula encarna. A experiência do PT no governo teve méritos
inegáveis: é preciso muita arrogância ou insensibilidade para não ver a
importância da retirada de milhões de pessoas da miséria. Mas também teve
limites profundos, por sua recusa a qualquer enfrentamento com os dominantes.
Se a prudência podia justificar esse comportamento no início, cabe perguntar
por que não se trabalhou no sentido de gerar as condições de dar mais passos
adiante.
O
golpe de 2016 mostrou como a desmobilização, que foi parte essencial do pacto
lulista, cobra um preço alto quando a direita endurece suas posições. Mostrou
que a ausência de enfrentamento não supera as contradições, apenas adia a hora
em que elas emergem. E mostrou também que, mesmo que se quisesse reeditar o
pacto, as condições para tal estão esgotadas. É preciso de um projeto novo para
a esquerda brasileira.
Guilherme
Boulos não é a encarnação deste projeto, até porque o projeto não está pronto.
Mas encarna a disposição de construí-lo, de forma aberta e em diálogo com os
movimentos sociais. Sempre foi uma voz lúcida no debate político no Brasil, tem
firmeza de posições sem cair no dogmatismo e sabe fazer política a partir de
baixo, sem reduzi-la ao jogo eleitoral. Sua companheira de chapa, Sônia
Guajajara, também com trajetória de liderança popular, acrescenta a preocupação
central com o meio ambiente, item em que o registro da experiência petista é
particularmente fraco, numa chave claramente (para não se confundir com alguma
Marina Silva) ecossocialista.
Para
além dos votos que obtenham e do fortalecimento da bancada do PSOL no
Congresso, é importante que as vozes de Boulos e Guajajara se façam ouvir na
campanha eleitoral, qualificando o debate e contribuindo para uma luta que,
eles sabem, vai muito além de outubro. (Por
Luis Felipe Miguel, professor da UnB, no DCM).
Prefeito de Altaneira unifica Secretaria de Educação e Secretaria de Cultura. (Foto: Reprodução/ Portal Oficial do Município).
Altaneira
não conta mais com a Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo. Ao menos de forma independente. A informação
foi publicada nesta quinta-feira, 03, na fanpage do município na rede social
facebook.
Os
serviços na Secretaria de Cultura não mais vinham sendo percebido desde que a
sede da Secretaria de Educação passou a ocupar o mesmo prédio daquela e
confirmado com a nomeação do até então titular da pasta, o servidor público
Antonio Pereira da Silva, popularmente conhecido por Antônio de Kaci, para
assumir as funções de Controlador Geral do Município.
“O
Controlador Geral é servidor público municipal efetivo e já exerceu os cargos
de Secretário de Saúde, Gerente do Departamento de Recursos Humanos e
Secretário de Cultura, Esporte e Turismo – cargo que ocupava desde junho de
2014”, diz a nota na fanpage. Ainda segundo a nota, o ex-secretário “disse que utilizará de toda a sua
experiência como ordenador de despesa, secretário e gestor de recursos humanos
para desempenhar sua nova atividade” e que “fará controle na origem do fato, indo às unidades gestoras, bem como em
todos os órgãos públicos, para verificação in loco dos trabalhos desenvolvidos
pelos servidores e ordenadores”.
O
fato que causou estranheza foi a nomeação pelo prefeito Dariomar Rodrigues (PT)
da então Secretária de Educação, a professora Leocádia Soares, para acumular a
função também de gestora da cultura.
O
Blog de Altaneira (BA) registrou que a unificação das pastas foi criticada.
Para o vereador professor Adeilton (PSD), a atitude se configura como
retrocesso. “Enquanto se prometia
progresso e lutamos por ele, somos surpreendidos com retrocessos. Lamentável”,
realçou.
O
ator, humorista e desenhista Ricardo Sousa classificou a decisão como “um
grande tiro no pé”. E foi taxativo ao dizer que “as ações desastrosas falam por
si”.
Quem
também criticou a união das duas secretarias foi Zé Filho, do Frigorífico
Frigofrios. De forma irônica ele classificou a fala da Secretária Leocádia que
disse receber a nova função com ânimo como “estranha”,
pois segundo ele, já tinha presenciado algumas vezes ela dizer que estava
sobrecarregada na função. “isso sim é
superação”, concluiu ele.
Até
o servidor público e radialista João Alves que não costuma se manifestar em
redes sociais, se pronunciou. “Na minha
opinião seria cada secretário em seu lugar E aí sim poderia trabalhar muito
mais melhor e mais tranquilo”, escreveu.
Segundo
o BA o único que ainda defendeu a medida foi o ativista de rede social, Italo
Duarte. “Mas sem nenhuma argumentação
lógica, apenas partiu para agressões pessoais e despropositadas”, concluiu o
Blog.
O
Blog A Pedreira também noticiou a nomeação do Controlador Geral do Município ao
reproduzir texto da Fanpage “Prefeitura de Altaneira” e do Portal Oficial do
Município.
Até
o fechamento desta matéria ninguém ligado a Administração havia se manifestado
acerca das críticas sofridas.
Professor Sifu Batista e seus alunos. (Foto: Reprodução/ Ubuntu Notícias).
Diversos
atletas de todos os estados do Nordeste e de São Paulo e Acre participarão do
VII Campeonato Interestadual de Kung Fu Wushu em Nova Olinda, na região do
cariri cearense. O evento é organizado e realizado pela Associação Cearense de
Artes Marciais Chinesas – ACAMC em parceria com a prefeitura, com o SESC e
apoio da Federação Cearense de Kung Fú Wushu - FCKW.
A
abertura ocorrerá na noite deste sábado, 05, Ginásio Poliesportivo Laurênio
Alves Feitosa, no centro da cidade com 18 lutas profissionais tendo em disputa
os cinturões e uma premiação em dinheiro. Na manhã do dia seguinte será a vez
dos amadores envolvendo mais de 150 lutas com premiação em medalhas e troféus.
A
competição terá diversas modalidades do Kung Fú Wushu, como Sanda Profissional,
Wushu Sanda, Wushu Tradicional, Wushu Moderno, Wushu Interno, Wushu Livre e
Lutas de Shuaijiao. Para o Professor Sifu Batista esta será uma oportunidade “de
juntos mostrarem o verdadeiro espírito de competição sadio e de amizade. E
desta forma ter oportunidade de divulgar e buscar o desenvolvimento da Arte
Marcial que inclusive vem se difundindo em nosso município”.
Para
adentrarem ao local do campeonato é preciso doar 01 kg de alimento não
perecível. A arrecadação será repassada ao SESC Mesa Brasil. (Com informações do Ubuntu Notícias).