21 de fevereiro de 2026

Assassinato de Malcolm X completa mais um ano e relembra legado na luta pelos direitos civis

 

(FOTO | Reprodução).

Em 21 de fevereiro, o mundo relembra o assassinato de Malcolm X, uma das figuras mais influentes da luta por direitos civis e pela emancipação negra no século XX. Morto a tiros em 1965, em Nova York, o líder deixou um legado político e intelectual que continua a inspirar movimentos antirracistas em diferentes partes do mundo.

Nascido Malcolm Little, ele se tornou um dos principais porta-vozes do nacionalismo negro nos Estados Unidos, defendendo autonomia, orgulho racial e resistência diante da violência estrutural sofrida pela população negra.

Uma voz firme contra a supremacia racial

Durante os anos 1950 e início dos 1960, Malcolm X ganhou projeção como ministro da Nation of Islam, organização religiosa e política que denunciava a supremacia branca e defendia a autodeterminação da população negra.

Sua retórica contundente contrastava com a estratégia pacifista de líderes como Martin Luther King Jr., ampliando o debate sobre caminhos possíveis para enfrentar o racismo nos Estados Unidos.

Após romper com a organização, Malcolm passou por uma transformação ideológica, aproximando-se de uma visão internacionalista da luta antirracista e defendendo a solidariedade entre povos oprimidos ao redor do mundo.

O dia que chocou os Estados Unidos

Malcolm X foi assassinado enquanto discursava no Audubon Ballroom, no bairro do Harlem, diante de centenas de pessoas, incluindo sua família. O crime teve repercussão mundial e marcou profundamente a história do movimento negro.

Três homens foram condenados pelo assassinato, mas investigações posteriores levantaram dúvidas sobre a condução do caso e possíveis responsabilidades não esclarecidas, mantendo o episódio cercado de controvérsias.

Um legado que atravessa gerações

Décadas após sua morte, Malcolm X segue como referência para intelectuais, ativistas e lideranças políticas. Suas ideias influenciaram debates sobre identidade negra, colonialismo, racismo estrutural e libertação dos povos africanos e da diáspora.

Relembrar sua morte é também reconhecer a dimensão histórica de sua luta e a permanência das questões que ele denunciava.

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Com informações da Revista Raça.

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