Sebastião Amorim renuncia ao cargo de presidente do CMDCA em Altaneira


Sebastião Amorim renuncia ao cargo de
presidente do CMDCA.
O até presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente – CMDCA, em Altaneira, Sebastião Amorim, conhecido popularmente como Charles Tocador, decidiu em uma reunião realizada nesta última quarta-feira, 29, pela renúncia ao cargo.

Em entrevista a Francilene Oliveira, do informativo Notícias em Destaque veiculado na Rádio Comunitária Altaneira FM de segunda a sexta-feira ao meio dia e divulgada no blog da emissora nesta sexta-feira, 1º de maio, Charles foi enfático ao justificar sua saída. “Em uma reunião com antecedência tive que renunciar porque eu pretendo concorrer a um cargo em um outro conselho, no qual eu não poderia ficar nos dois”, frisou. Segundo ele, quem assume o seu posto é Amanda Martins.

Amorim não disse o cargo a qual quer concorrer e muito menos em que conselho. A 
reportagem do informativo não aprofundou o assunto.

Por que uma possível volta de Lula assusta tanto a Rede Globo?


Com uma das reportagens mais canalhas dos últimos anos, Época bem que tentou, mas não conseguiu nem 30 segundos de Jornal Nacional.

Trata-se da capa que retrata o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como "operador" de um esquema no BNDES para favorecer a construtora Odebrecht.


As provas? Quais seriam? Alguma condenação? Algum batom na cueca? Nada.

Apenas a investigação aberta há apenas uma semana – isso mesmo, uma semana – pelo Ministério Público Federal.

Eis o texto da revista:

"ÉPOCA obteve, com exclusividade, documentos que revelam: o núcleo de Combate à Corrupção da Procuradoria da República em Brasília abriu, há uma semana, investigação contra Lula por tráfico de influência internacional e no Brasil".

Em tempos normais, antes da contaminação do jornalismo por uma agenda política e ideológica ensandecida, essa descoberta mereceria, no mínimo, uma nota de rodapé.

A matéria, que produziu a capa escandalosa de Época, portanto, envergonha o jornalismo e também mancha a reputação do Ministério Público, comandado por Rodrigo Janot, como demonstra artigo do jornalista Luis Nassif (leia aqui).

Lobby em favor de empreiteiras chinesas

Época, que pertence à Globo, não conseguiu ser repercutida no Jornal Nacional, também da Globo, por múltiplas razões. A principal, o fato de a matéria ser um traque. A segunda, a péssima imagem que Silvia Faria, diretora de Jornalismo da Globo, tem do jornalista Diego Escosteguy, que dirige a parte policial de Época.

O terceiro é outro aspecto polêmico da reportagem. O texto de Época é nascido do lobby. Em vez de revelar lobby de Lula em favor da Odebrecht, demonstra apenas que a revista fez lobby por uma empreiteira chinesa derrotada pela construtora brasileira na China e na América Latina.

Ao comentar uma obra na República Dominicana, Época entrega o ouro:

"As concorrentes da Odebrecht contestaram imediatamente na Justiça o resultado da licitação. Em abril de 2014, dias após a Odebrecht assinar o contrato, advogados do grupo chinês Gezhouba alertaram o BNDES, em ofício, da pendência judicial".

Certo, portanto, na visão de Época seria o BNDES não financiar uma obra de uma construtora brasileira, e abrir as portas para a expansão de empreiteiros chineses, num momento de grande disputa geopolítica – quem quiser saber mais a respeito, deve pesquisar sobre a expressão "Chináfrica".

Aliás, as empreiteiras chinesas têm notórios lobistas que vêm se movimentando com frequência por Brasília e por redações de veículos de comunicação nas últimas semanas.

Medo de Lula em 2018

Época não saiu no JN, mas cumpriu uma missão para a Globo: a de tentar colocar mais uma pedra no caminho da eventual volta de Lula, em 2018. A esse respeito, eis o que escreveu o jornalista Leandro Fortes, no texto "jornalismo de encomenda":

Aí, um núcleo do Ministério Público em Brasília abre uma "investigação" porque descobriu que o ex-presidente Lula, como todos os ex-presidentes do planeta, usa de seu prestígio no exterior para conseguir negócios para empresas brasileiras.

Logo em seguida, a "investigação" é entregue à revista Época.

Quem ainda tem alguma dúvida de que, com a ajuda de parte do Judiciário, o Ministério Público vai trabalhar para tentar interditar a candidatura de Lula, em 2018?

Ao que Lula respondeu: "pois é o seguinte, não me chame pra briga, porque eu sou bom de briga e eu gosto dessa briga"

União Nacional dos Estudantes (UNE) desenvolve novo site cheio de novidades



Com mais conteúdos e colaboração, o novo portal da União Nacional dos Estudantes - UNE chega cheio de novidades. Para o lançamento, a equipe do site preparou uma série de reportagens especiais. Confira!


A luta do trabalhadores neste 1o de Maio contra a terceirização ampla, geral e irrestrita é o destaque da nossa página, em matéria de Bruno Huberman. As repórteres Cristiane Tada e Renata Bars fazem uma cobertura especial do VI Encontro de Mulheres Estudantes diretamente de Curitiba, no Paraná.

As cenas de violência protagonizadas pela PM do Parará deram o tom da matéria do jornalista Thiago Guimarães sobre a necessidade da desmilitarização da polícia brasileira. O repórter Artênius Daniel conta sobre os famosos que "romperam" a cortina midiática e defendem a reforma política democrática.

Trazemos ainda uma prévia do que será o relatório final da Comissão da Verdade da UNE, que por dois anos investigou os crimes cometidos pela ditadura contra os estudantes brasileiros. A revista com o relatório será lançada no Congresso da UNE, que acontecerá em junho em Goiânia.

A apresentação do novo site fica por conta da presidenta da entidade, Virgínia Barros. E um artigo do diretor de comunicação, Thiago José, traça a estratégia de atuação da UNE nas redes para o próximo período.

Em discurso, Lula denomina Època e Veja de “lixo” e diz que vai percorrer o pais



O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerrou o ato político do 1º de Maio, realizado no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo, pela CUT, CTB, Intersindical e movimentos populares, dizendo que está "pronto para a briga", em referência a notícias que o envolvem com tráfico de influência. Ele disse considerar "inexplicável", o que chama de receio da elite de uma possível candidatura sua à Presidência da República em 2018. Inexplicável porque, segundo Lula, nunca ganharam tanto como em seu governo, assim como os trabalhadores também tiveram sucessivos aumentos acima da inflação. Depois de criticar as revistas Época e Veja, chamando-as de "lixo", Lula afirmou que não abaixaria "a crista" para insinuações e reagiu, dizendo que vai percorrer o país, e também defendeu a presidenta Dilma Rousseff.

Lula falou a milhares de trabalhadores, durante ato unificado
de centrais e movimentos, em São Paulo.
"Estou quieto no meu canto. Mas não me chame para a briga, que eu sou bom de briga e volto para a briga. Não tenho intenção de ser candidato a nada, mas tenho vontade de brigar. Aos meus detratores, agora vou começar a anda pelo país novamente. Vou conversar com os trabalhadores, os desempregados, os camponeses, os empresários. Vou começar a desafiar aqueles que não se confirmam com o resultado da democracia", disse Lula.  Segundo os organizadores, o ato chegou a reunir 50 mil pessoas no Anhangabaú.

Ao chamar as publicações de "lixo", o ex-presidente disse ainda que há uma intenção não declarada de "pegar o Lula" com as investigações da Operação Lava Jato. "Não tem um cara da elite brasileira que não tenha recebido favor do Estado brasileiro e tenha sido salvo pelo Estado brasileiro. Cada um olhe o seu rabo antes de olhar para o rabo dos outros", afirmou, dizendo que não ia "baixar o rabo e a crista" diante de insinuações. "Sei que vou ser criticado por ser agressivo, mas pegue todos os jornalistas da Veja e da Época, enfie um dentro do outro que não 10% da minha honestidade."

Sobre as tentativas da oposição de pedir impeachment de Dilma Rousseff, Lula disse que é um ato não apenas contra ela, mas contra milhões de trabalhadores, e ratificou sua confiança no governo. Segundo ele, é preciso ajudá-la em um momento difícil. "Daqui a quatro anos, a gente vai estar comemorando o êxito do mandato da presidenta Dilma, que vai ser extraordinário."

Lula voltou a criticar o Projeto de Lei 4.330, sobre terceirização, e atacou a tentativa de redução da maioridade penal. "Esse projeto está no Congresso há 11 anos. O que é interessante é que nestes 11 anos ele não tinha andado e agora foi aprovada quase em tempo recorde." E citou dados de estudo do Dieese, encomendado pela CUT, que mostram o terceirizado com maior jornada, menor remuneração e mais exposição a acidentes de trabalho.

Sobre a maioridade, ele diz que "uma parte da elite acha que vai resolver os problemas do país mandando para a cadeia moleques de 15, 16 anos". Para Lula, quem comete crime é o Estado, ao negar oportunidades aos jovens. "Nós estaremos cometendo um crime contra o futuro deste país", disse o ex-presidente, comentando uma possível aprovação da proposta de redução da maioridade.

Antes de Lula, discursaram no Anhangabaú os presidentes estaduais do PT e do PCdoB em São Paulo, Emídio de Souza e Orlando Silva, também deputado federal, e o presidente nacional do PCO, Rui Costa Pimenta. Pelas centrais, os presidentes da CUT, Vagner Freitas, e da CTB, Adilson Araújo, além do secretário de Relações Internacionais da Intersindical, Ricardo Saraiva.

A manifestação no Anhangabaú, organizada por quase 30 entidades, começou às 10h. O ato político terminou pouco antes das 15h, quando começou a apresentação do cantor Thobias da Vai-Vai.

As delegacias e as penitenciárias funcionam como escola de ensino fundamental e universidades para o crime, diz Frei Beto



Voltou à pauta do Congresso, por insistência do PSDB, a proposta de criminalizar menores de 18 anos via redução da maioridade penal.

De que adianta? Nossa legislação já responsabiliza toda pessoa acima de 12 anos por atos ilegais. Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente, o menor infrator deve merecer medidas socioeducativas, como advertência, obrigação de reparar o dano, prestação de serviço à comunidade, liberdade assistida, semiliberdade e internação. A medida é aplicada segundo a gravidade da infração.

Nos 54 países que reduziram a maioridade penal não se registrou redução da violência. A Espanha e a Alemanha voltaram atrás na decisão de criminalizar menores de 18 anos. Hoje, 70% dos países estabelecem 18 anos como idade penal mínima.

O índice de reincidência em nossas prisões é de 70%. Não existe, no Brasil, política penitenciária, nem intenção do Estado de recuperar os detentos. Uma reforma prisional seria tão necessária e urgente quanto a reforma política. As delegacias funcionam como escola de ensino fundamental para o crime; os cadeiões, como ensino médio; as penitenciárias, como universidades.

O ingresso precoce de adolescentes em nosso sistema carcerário só faria aumentar o número de bandidos, pois tornaria muitos deles distantes de qualquer medida socioeducativa.

Ficariam trancafiados como mortos-vivos, sujeitos à violência, inclusive sexual, das facções que reinam em nossas prisões.

Já no sistema socioeducativo, o índice de reincidência é de 20%, o que indica que 80% dos menores infratores são recuperados.

Nosso sistema prisional já não comporta mais presos. No Brasil, eles são, hoje, 500 mil, a quarta maior população carcerária do mundo. Perdemos apenas para os EUA (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, e não a causa. Ninguém nasce delinquente ou criminoso. Um jovem ingressa no crime devido à falta de escolaridade, de afeto familiar, e por pressão consumista que o convence de que só terá seu valor reconhecido socialmente se portar determinados produtos de grife.

Enfim, o menor infrator é resultado do descaso do Estado, que não garante a tantas crianças creches e educação de qualidade; áreas de esporte, arte e lazer; e a seus pais trabalho decente ou uma renda mínima para que possam subsistir com dignidade em caso de desemprego.

Segundo o PNAD, o adolescente que opta pelo ensino médio, aliado ao curso técnico, ganha em média 12,5% a mais do que aquele que fez o ensino médio comum. No entanto, ainda são raros cursos técnicos no Brasil.

Hoje, os adolescentes entre 14 e 17 anos são responsáveis por consumir 6% das bebidas vendidas em todo o território nacional. A quem caberia fiscalizar? Por que se permite que atletas e artistas de renome façam propaganda de cerveja na TV e na internet? A de cigarro está proibida, como se o tabaco fosse mais nocivo à saúde que o álcool. Alguém já viu um motorista matar um pedestre por dirigir sob o efeito do fumo?

Pesquisas indicam que o primeiro gole de bebidas alcoólicas ocorre entre os 11 e os 13 anos. E que, nos últimos anos, o número de mortes de jovens cresceu 15 vezes mais do que o observado em outras faixas etárias. De 15 a 19 anos, a mortalidade aumentou 21,4%.

Portanto, não basta reduzir a maioridade penal e instalar UPPs em áreas consideradas violentas. O traficante não espera que seu filho seja bandido, e sim doutor. Por que, junto com a polícia pacificadora, não ingressam, nas áreas dominadas por bandidos, escolas, oficinas de música, teatro, literatura e praças de esportes?

Punidos deveriam ser aqueles que utilizam menores na prática de crimes. E eles costumam ser hóspedes do Estado que, cego, permite que dentro das cadeias as facções criminosas monitorem, por celulares, todo tipo de violência contra os cidadãos.

Que tal criminalizar o poder público por conivência com o crime organizado? Bem dizia o filósofo Carlito Maia: “O problema do menor é o maior.”

Dilma Rousseff fará pronunciamento apenas pela internet no dia do trabalho



A presidenta Dilma Rousseff não fará pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão nesta sexta-feira (1º), Dia do Trabalho. A decisão foi tomada na reunião de coordenação política do governo no início da noite de segunda-feira (27). Será a primeira vez que a presidenta não fará o pronunciamento na TV no Dia do Trabalho, em seu quinto ano de governo. Medida certa para uns, erradas para outros.

O ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Edinho Silva, disse: “A presidenta vai dialogar com os trabalhadores, com a sociedade brasileira, pelas redes sociais. É uma forma de valorizarmos outros meios de comunicação”.

Tecnicamente, digamos, nos momentos em que um governo está mal avaliado nas pesquisas de opinião, o governante entrar em rede de TV aberta costuma fazer aumentar a rejeição, a menos que tivesse medidas muito boas para anunciar, o que não é o caso no atual momento. Sob este ponto de vista, a decisão estaria correta. Os governadores tucanos, por exemplo, costumam submergir no noticiário quando há crises em seus estados.

Dilma falou em rede de TV pela última vez no Dia Internacional da Mulher, 8 de março. No pronunciamento, usou a maior parte do tempo para explicar ao cidadão o ajuste fiscal e o momento econômico. Guardadas as devidas proporções e gigantescas diferenças de conjuntura, foi um discurso meio que para pedir "sangue, suor e lágrimas" feito por Winston Churchill quando o Reino Unido, do qual era o primeiro-ministro, entrou na Segunda Guerra Mundial. No caso da fala de Dilma, o falar "olho no olho" não surtiu efeito para reverter a má avaliação do governo.

Outra parte do último pronunciamento foi dedicada a anunciar medidas de combate à corrupção, aparentemente visando esvaziar os protestos que já estavam agendados para o domingo seguinte, 16 de março, e que foram organizados via redes sociais por grupos radicais que querem a volta da ditadura e o impeachment.

Durante o pronunciamento houve panelaços e buzinaços também organizados nas redes sociais pelos mesmos grupos, que fizeram muito barulho em determinados bairros de São Paulo, mas com pouca adesão em outras cidades.

Pronunciamento em cadeia nacional não é voltado para conter "paneleiros", e sim para passar a mensagem do governo à maioria silenciosa que assiste e não bate panelas. Mas o problema é que nos noticiários só deu panelaço dominando a pauta, inclusive nos dias seguintes, mesmo que o bater das panelas tenha sido pífio fora da capital paulista.

Esta ênfase do noticiário apenas nas reações negativas, ignorando o conteúdo do discurso, acabou se sobrepondo à mensagem da presidenta à maioria silenciosa que votou nela e também à parcela da população que não votou, mas respeita o resultado das urnas.

Aquele pronunciamento também não funcionou para esvaziar a manifestação do dia 15. Há até quem avalie que o pronunciamento de Dilma do dia 8 até motivou mais gente a participar dos protestos da turma conservadora da semana seguinte.

Por outro ponto de vista, há entre os apoiadores de Dilma quem considere errado não ir à TV, como se fosse um recuo político, um medo de enfrentamento e uma quebra da tradição. É compreensível esse sentimento, mas analisando com profundidade, medo é uma palavra que não cabe à presidenta, e não pode ser confundido com cautela.

Dilma já está reeleita e não tem mais nenhuma eleição pela frente, por isso, nem há o que temer. Seu compromisso é com as transformações históricas que seu governo deixará para sua base eleitoral de trabalhadores e da população mais pobre, e com seu grupo político para não perder o bonde da história na conclusão deste projeto nacional de desenvolvimento humano e econômico. Decisões como ir ou não à TV devem atender ao que é bom para o cumprimento destes compromissos. E na conjuntura atual, ir à TV é o mesmo que dar munição justamente à quem se opõe ao projeto de nação que vem se implantando desde 2003.

Além disso, mesmo com a quebra da tradição, Dilma pode marcar um tento, inclusive na politização do cidadão. Sem ter medidas muito boas ou extremamente necessárias para anunciar, para a maioria das pessoas não é agradável um governante, por mais popular que seja, "entrar na casa" e interromper sua hora de lazer, para fazer discursos apenas protocolares. No século 21, o cidadão pode escolher buscar informação sobre seu governo na hora que quiser pela internet. Muita gente pode ver com simpatia a atitude da presidenta.

Além disso, se a batalha da comunicação não é travada com intensidade no dia a dia das pautas dos noticiários, não é um pronunciamento que irá resolver. Pelo contrário irá agravar. Diga o que disser no pronunciamento, os telejornais, hegemonicamente oposicionistas, sempre pautarão suas coberturas sob um viés negativo.

Colocando tudo na balança, a decisão é positiva. Mais importante são as ações, gestos e atitude do governo em benefício do trabalhador neste 1º de Maio.


Ex-diretoria da AUNA tem contas aprovadas por associados


Artigo atualizado às 13h24

Flávia Regina e Cláudio Gonçalves, ex-membros da diretoria
da AUNA. 
33 (trinta e três) sócios da Associação dos Universitários de Altaneira – AUNA em assembleia extraordinária realizada neste sábado, 25, aprovaram a prestação de contas referente período de setembro de 2013 a dezembro de 2014.

Segundo informações contantes no blog da rádio, Claudio Gonçalves, que na época presidiu a entidade, chegou a relatar em entrevista ao repórter Mirim da Rádio Comunitária Altaneira FM, todo processo pela qual seguiu a diretoria. A cada dois meses o conselho fiscal emitia pareceres das prestações de conta, todas aprovadas.

Além de Cláudio Gonçalves, compunha aquela diretoria Antonio Dantas (Vice-presidente), Virleide Brandão (Secretaria) e Flavia Regina (Tesoureira). Já o Conselho Fiscal era formado por Geniaria Luiz, Elvis e Anne Danielle.

A ex-diretoria foi questionada pelo blogueiro e jurista Raimundo Soares Filho por não ter divulgado os dados financeiros durante a gestão. “Quanto se arrecadou nesse período? Quanto foi gasto? Com que foi gasto esses recursos? Houve saldo? Qual o valor?, indagou.

Cláudio Gonçalves reconheceu que a informação estava incompleta e afirmou “falarei com a companheira Flávia Regina, ex-tesoureira, para ver o que ela pode fazer”.

Na manhã desta sexta-feira, 1º de maio, a redação do Informações em Foco recebeu via correio eletrônico o balanço financeiro. Por ele, pode-se perceber que os principais recursos adquiridos pela AUNA são referentes às contribuições de seus sócios e os repasses da prefeitura. As despesas são decorrentes dos pagamentos com os motoristas, ajuda de custo para universitários da manhã, fretes, impressões, confecção de blocos de recibos, serviços contábeis (ASCON), e algumas que fogem da normalidade, como por exemplo, confecção de blusas para o Projeto Xadrez na Escola desenvolvido na instituição EMEF 18 de Dezembro no ano passado. Em dezembro de 2014 a AUNA terminou com um saldo de R$ 3. 929,33 (três mil, novecentos e vinte e nove reais e trinte e três centavos).