16 de abril de 2022

Filme "Medida Provisória": obra produzida pela negritude ocupa 150 salas de cinema

 

Seu Jorge e Alfred Enoch em cena do filme "Medida Provisória" - Medida Provisória / Divulgação. 

O filme Medida Provisória, do diretor Lázaro Ramos, que chega nesta quinta-feira aos cinemas de todo o Brasil, já chamou a atenção antes mesmo do público assisti-lo. Essa é a “primeira vez que um filme feito pela negritude ocupa 150 salas de cinema”, afirma o ator Aldri Anunciação, que interpreta o personagem Ivan na trama.

Anunciação, para além de ator, é também roteirista, dramaturgo, escritor e produtor. Baiano, foi forjado na mesma escola de Teatro de Wagner Moura. Foi descoberto por seu vizinho: ninguém mais, ninguém menos que o escritor Jorge Amado, que teve papel fundamental para que ele entrasse para o mundo das artes.

Em 2011 Aldri começou a produção do livro Namíbia Não!, que veio dar origem ao filme que estreia nesta semana. Em 2012 o livro foi lançado e no ano seguinte ganhou o Prêmio Jabuti. Porém, a obra, que foi pensado com uma perspectiva distópica, acabou se revelando algo próximo da realidade.

Na hora que foi feito o livro eu tava muito certo de que era uma distopia. De que era algo praticamente impossível de acontecer. Acontece que as obras de arte vão sofrendo mutações ao longo do tempo, a obra de arte é uma conexão com a realidade. Ela existe por conta de uma realidade que tá ali.”

Em entrevista ao Brasil de Fato, Aldri Anunciação falou tanto sobre sua trajetória artística e sobre como foi aliar suas ideias a outros roteiristas para fazer nascer Medida Provisória. Ele fala sobre racismo estrutural e os impactos que espera que o filme tenha tanto para a negritude, quanto para a branquitude que se propõe a ser antirracista.

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Confira a entrevista na íntegra aqui.

15 de abril de 2022

Santana do Cariri (CE)– a guerra do coronel Felinto contra Manoel Alexandre

 

Casarão do coronel Felinto, palco de um dos combates. (FOTO | Reprodução | O Povo).

Manoel Alexandre era rico e poderoso em Santana do Cariri: tinha seis fazendas, muito gado, lojas, engenho a motor e imóveis. Tinha dois filhos.

Coronel Felinto da Cruz Neve tinha mais poder político, era prefeito da cidade. Era casado, mas não teve filhos.

Corria o ano de 1925. Um dia, o filho mais velho de Mané Alexandre, desentende-se com um grupo de rapazes da cidade. Leva uma surra. Apesar de ter sido uma simples briga de rua, os agressores são identificados como partidários do coronel Felinto.

Mané Alexandre jura vingança, reúne alguns homens e vão até a cidade, mas são rechaçados. A refrega termina sem feridos. Mas a raiva aumenta.

Ele contrata 80 cangaceiros, entre eles, um irmão de lampião. O coronel resolve fazer o mesmo, contrata 40 homens do cangaço.

Arma-se uma guerra.

A tropa de Mané Alexandre invade a cidade. Entrincheirados nos altos da Igreja de Senhora de Santana, os homens do coronel abrem fogo. A batalha termina com 26 mortos.

As coisas parecem ter-se amainado, até que Mané Alexandre dá pouso a um pistoleiro famoso. Este diz que eles estavam fazendo as coisas erradas e que tinham de pegar o coronel de surpresa.

Cerca de homens se preparam para invadir a casa do coronel Felinto, de madrugada. O filho mais novo de Manoel Alexandre diz que não vai. A mãe, uma mulher colérica, instiga o filho a ir ou, então, que ele tirasse as calças para trocar com o vestido dela, que ela iria no lugar dele.

O filho vai para a cidade, participar da ação. O grupo usa uma escada para escalar o muro e começam a bater na porta para derrubá-la. Dentro da casa, apenas um homem fazia a segurança do coronel Felinto. O segurança atira e acerta a cabeça do filho de Mané Alexandre. Batendo o pé no assoalho, ajudado por um menino de 14 anos que lhe recarregava a arma, para dar a impressão que a casa estava cheia de defensores, ele consegue assustar os agressores.

Os homens fogem, levando o filho do coronel ferido, que morre no caminho. A guerra termina e começa uma longa decadência econômica de Mané Alexandre.

A história – que estará no livro de Zé Pereira com mais detalhes – ainda tem continuidade, quando o filho sobrevivente volta à cidade 26 anos depois para se tornar prefeito.

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Com informações do O Povo.

Páscoa: a irrupção do inesperado

 

Leonardo Boff. (FOTO/ Reprodução).

Os cristãos celebram na Páscoa aquilo que ela significa: a passagem. No nosso contexto, é a passagem da decepção para a irrupção do inesperado. Aqui a decepção é a crucificação de Jesus de Nazaré e o inesperado, sua ressurreição.

Ele foi alguém que passou pelo mundo fazendo o bem. Mais que doutrinas introduziu práticas sempre ligadas à vida dos mais fracos: curava cegos, purificava hansenianos, fazia andar coxos, devolvia à saúde a muitos doentes, matava a fome de multidões e até ressuscitava mortos. Conhecemos seu fim trágico: uma trama urdida entre religiosos e políticos o levaram à morte na cruz.

Os que o seguiam, apóstolos e discípulos, com o fim trágico  da crucificação ficaram profundamente frustrados. Todos, menos as mulheres que também o  seguiam,  começaram a voltar para suas casas. Decepcionados, pois esperavam que trouxe a libertação de Israel. Tal frustração aparece claramente nos dois discípulos de Emaús, provavelmente, um casal que caminhavam cheios de tristeza. A alguém que se uniu a eles no caminho dizem lamuriosos: ”Nós esperávamos que fosse ele quem iria libertar Israel, mas já passaram três dias que o condenaram à morte”(Lucas 24,21). Esse companheiro, se revelou depois, como sendo Jesus ressuscitado, reconhecido na forma como benzeu o pão, o partiu e distribuiu.

A ressurreição estava fora do horizonte de seus seguidores. Havia um grupo em Israel que acreditavam na ressurreição mas no final dos tempos, a ressurreição entendida como uma volta à vida como sempre foi é.

Mas com Jesus aconteceu o inesperado, pois na história sempre pode ocorrer o inesperado e o improvável. Só que o inesperado aqui são de outra natureza,um evento realmente improvável e inesperado: a ressurreição. Ela deve ser bem entendida: não se trata da reanimação de um cadáver como o de Lázaro. Ressurreição representa uma revolução dentro da evolução. O fim bom da história humana se antecipa. Ela significa o inesperado da irrupção do ser humano novo, como diz São Paulo, do “novíssimo Adão”.

Este evento é realmente a concretização do inesperado. Teilhard de Chardin cuja mística é toda centrada na ressurreição como uma absoluta novidade dentro do processo da evolução a chamava de um “tremendous”, de algo, portanto, que mexe com todo o universo.

Essa é a fé fundamental dos cristãos. Sem a ressurreição não existiriam as comunidades cristãs. Perderiam seu evento fundador e fundante.

Por fim, cabe ressaltar que os dois mistérios maiores da fé cristã estão intimamente ligadas à mulher: a encarnação do Filho de Deus com Maria (Lucas 1,35) e a ressurreição com Maria de Mágadala (João 20,15). Parte da Igreja, a hierárquica, refém do patriarcalismo cultural, não atribuiu a este fato singular nenhuma relevância teológica. Ela seguramente está  nos desígnio de Deus e deveria ser acolhido como algo culturalmente inovador.

Nestes tempos sombrios, marcados pela morte e até com o eventual desaparecimento da espécie humana, a fé na ressurreição nos rasga um futuro de esperança. Nosso fim não é a autodestruição dentro de uma tragédia mas a plena realização de nossas potencialidades pela ressurreição, a irrupção do homem e da mulher novos.

Feliz Páscoa a todos os que conseguem crer e também a quem não o consegue.

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Por Leonardo Boff, originalmente em seu site.

"Eu sempre fui o único negro na equipe.”, afirma Hamilton

 

Lewis Hamilton. (FOTO |Reprodução).

Lewis Hamilton, heptacampeão mundial de Fórmula 1, foi atração principal do VTEX DAY, evento de inovação digital realizado em São Paulo, nesta quarta-feira (13). Ele falou sobre sua trajetória como um garoto negro de classe média de uma cidade do interior da Inglaterra que encarou todos os desafios para chegar à F1 e se tornar o maior vencedor do esporte. Entre os assuntos abordados no encontro, ele falou sobre a falta de diversidade no esporte. “Eu sempre fui o único negro na equipe, nos boxes. Quando eu perguntava o motivo, nunca ouvi uma resposta satisfatória. Acho que eles não estavam realmente interessados em achar uma resposta. Fizemos este trabalho e já começamos a ver algumas minorias representadas no esporte. Meu objetivo é ver um esporte mais diversificado em 10 ou 15 anos. Sinto que esta é minha responsabilidade,  afirmou.

Na palestra, Hamilton relatou a admiração que sentia desde a infância pelo campeão brasileiro Ayrton Senna. “Ayrton era o piloto que eu queria ser. É claro que, como todo garoto, eu jogava futebol, eu via futebol, via a seleção brasileira. Mas quando voltava da escola colocava uma fita no videocassete para ver o Ayrton. Fazia isso todo dia.”, contou ele.

Cerca de 8 mil pessoas estavam presentes no evento e puderam ouvir Hamilton falando, por exemplo, como se deu sua primeira visita ao Brasil. “Só vim ao Brasil pela primeira vez em 2007. Quando vim aqui a primeira vez me senti próximo de Ayrton, eu o via em todos os lugares. Mas eu estava correndo contra o Felipe, não foi fácil naquele ano, mas eu sempre tive muito apoio aqui. Os fãs são incríveis. Amo vocês. Quando dei aquela volta de celebração, eu vi aquela bandeira na curva 10, parei e algo me impulsionou a pegá-la. Foi um momento de grande orgulho pra mim.”, afirmou.

Outro momento de grande comoção no evento foi quando Hamilton disse que só está esperando o passaporte brasileiro, o que causou uma rodada de aplausos, reforçando a relação do piloto com o público brasileiro na palestra que teve como tema “De azarão a líder: como prosperar contra todas as probabilidades e se tornar um ícone global”. Lewis Hamilton é um dos mais vitoriosos da história do automobilismo, se tornando heptacampeão da Fórmula 1 em 2020. Ele já havia vencido os campeonatos de 2008, 2014, 2015, 2017, 2018 e 2019. Assim, se tornou um dos dois únicos pilotos a ter conquistado 7 títulos da F1. Também é dele a marca de recordista de poles na história da F1, largando 100 vezes na primeira colocação. 

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Com informações do Noticia Preta.

14 de abril de 2022

Uso de máscara em locais fechados deixa de ser obrigatório no Ceará

 

(FOTO | Divulgação).

O uso de máscara em ambientes fechados deixa de ser obrigatório no Ceará a partir de sexta-feira (15). O anúncio foi feito nesta quinta-feira (14) pela governadora do Ceará, Izolda Cela, em transmissão nas redes sociais. Conforme Izolda, há exceções: em unidades de saúde e transporte público as pessoas devem continuar usando máscara de proteção individual.

O decreto irá trazer a desobrigação do uso de máscaras em ambientes fechados, com as exceções: hospitais e transporte público. As mudanças vão vigorar a partir de amanhã”, disse Izolda Cela.

Para adotar a medida, foi considerando um “bom nível de controle” da pandemia no estado. “Hoje decidimos pela desobrigação do uso de máscaras nos ambientes fechados. Têm algumas exceções importantes: nos equipamentos de saúde, tais como hospitais, policlínicas, UPAs, postos de saúde, e também o transporte público”.

O uso de máscaras em ambientes abertos já é facultativo desde 21 de março, conforme foi decretado pelo então governador, Camilo Santana.

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Com informações do G1 CE.

‘A tentativa de silenciar as pessoas ajuda o caos e não um projeto de nação’, diz Lázaro Ramos

Lázaro Ramos. (FOTO|Napolinario/Divulgação).

Antes mesmo da estreia de hoje, em 188 salas do país, “Medida Provisória”, primeiro longa dirigido por Lázaro Ramos, tem rendido cenas de conflito. O ex-secretário de Cultura Mario Frias rebateu uma declaração em que Taís Araujo, casada com Lázaro e no elenco do filme, exaltava, referindo-se à atualidade, que “A mudança está nas nossas mãos. Não foram quatro anos difíceis. Foram infernais”. Em seu perfil no Instagram, Frias postou: “4 anos infernais para quem? Certos artistas vivem em uma realidade muito paralela…”. Sérgio Camargo, ex-presidente da Fundação Palmares, e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), criticando a verba pública usada na produção, foram no mesmo tom. Já Lázaro disse que tudo não passa de campanha política e cortina de fumaça para desviar as atenções de temas como a inflação.

Na tela o conflito de “Medida Provisória” é uma adaptação da peça “Namíbia, não!”, de Aldri Anunciação, dirigida por Lázaro Ramos em 2011. Na trama, dois primos ficam confinados no apartamento que dividem após o governo decretar uma medida obrigando que todas as pessoas negras sejam deportadas para a África como uma forma de reparação pelo período de escravidão.

Seu Jorge e Alfred Enoch. (FOTO |Mariana Vianna |Divulgação).


Thank you for watching

Na versão para os cinemas, o ator anglo-brasileiro Alfred Enoch e Seu Jorge interpretam os primos Antônio e André. Enquanto a peça trazia só duas pessoas em cena, o longa conta com elenco de 77 atores, em sua maioria negros, incluindo ícones de diferentes gerações como Emicida. Taís interpreta Capitu, companheira de Antônio que também divide o apartamento. Adriana Esteves, Renata Sorrah, Mariana Xavier e Flávio Bauraqui são outros destaques.

“Namíbia, não!” foi a primeira experiência de Lázaro como diretor teatral, mas ele não tinha interesse em conduzir a versão cinematográfica e chegou a procurar nomes como Sérgio Machado e Joel Zito Araújo para o projeto.

— Fui dirigindo e pensando que passaria o bastão para outra pessoa. Só que essa pessoa não chegou e comecei a me apaixonar pela possibilidade de fazer um filme que falasse do que é você não perceber que uma tragédia está se aproximando. Você ri, faz memes, aí o tempo passa e percebe que a tragédia se instalou — diz Lázaro.

Como aconteceu com “Marighella”, do amigo Wagner Moura, ele viu seu filme sofrer diante de exigências burocráticas da Ancine que atrasaram em meses o lançamento da obra nas telas.

Emicida e Taís Araujo Foto: Mariana Vianna.(FOTO|Divulgação).


Cinema de força e afeto

Lázaro conta que se preocupou em oferecer também momentos de humor. Alfred Enoch, conhecido pelo trabalho na saga “Harry Potter” e na série “How to get away with murder”, reforça:

— A trama é pesada, mas traz momentos de afeto, leveza. E a vida é assim. Às vezes, é difícil encontrar a leveza, mas é fundamental, é o que nos dá a vontade de seguir em frente.

Filho de mãe carioca, ele comemora o primeiro trabalho no Brasil e a oportunidade de atuar em português, além da possibilidade de debater temas como racismo e desigualdade “sem deixar de oferecer uma ponta de esperança”.

“Esperança” também é a palavra-chave para Adriana Esteves. A atriz interpreta Isabel, a integrante do governo responsável por garantir a aplicação da medida, surgindo em cena como uma das principais antagonistas. Ela descreve Isabel como uma mulher alienada que segue ordens cegamente.

— Mas é um filme que nos faz acreditar no ser humano e acreditar na luta para afastar coisas que não queremos que aconteça em nossa sociedade — diz Adriana.

Lázaro enfatiza que são várias lutas.

— Vimos como a vida foi tratada no Brasil durante a pandemia. Por isso este é um ano muito decisivo para entendermos o caminho que queremos seguir. Falar, não ser censurado, rebater, é peça fundamental do processo. A tentativa de silenciar as pessoas ajuda o caos e não um projeto de nação.

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Com informações do Geledés.

Franquia da ditadura da aparência

 

Alexandre Lucas. (FOTO |Acervo pessoal).

Por Alexandre Lucas, Colunista

As estrelas estão bem distantes. As noites mesmo não sendo as mesmas constantemente anunciam os pontos de luzes no céu. Aparentemente nada muda, mas nunca estamos parados. A felicidade por exemplo é como a lua, tem seu tempo e intensidade. Das estrelas e da lua, sem a profundidade necessária para entender os seus comportamentos ficamos apenas detidos nas suas aparências.  

Do tempo da lua e das estrelas, pouco sabemos. Das noites e dos dias podem surgir as tempestades, os destroços, esses só explicam a aparência. Talvez seja necessário compreender da tempestade para evitar a sua fúria.

Faltou luz na terra e os caminhos estão incertos. Só sabemos das suas aparências, às vezes, até elas nós desconhecemos. Nas ruas, os rostos nunca foram códigos abertos, os olhos verdes nunca descreveram sobre os esconderijos e as armadilhas da vida.  A forma não diz quase nada do processo e assim os rostos ocultam trajetórias, portas fechadas, feridas abertas e incógnitas.             

Sei que as estrelas estão bem distantes, um dia pensamos em tocá-la, de chegar perto e observar os seus detalhes, mas parece que as estrelas são delírios ou um encaixe para o poema, mas as estrelas existem, bem distantes da palma mão e dos nossos olhos. Talvez essa distância seja para que possamos especular, criar uma espécie de semideusa, de pêndulo celeste.

Os espaços estão preenchidos por pontos humanos: gritos, cantos e corpos agitados de felicidade transbordam nas vielas e palácio da cidade, as estrelas piscam nos olhos e as outras ainda continuam distantes.  

É possível ver os detalhes das bocas. Às máscaras vão desaparecendo, é difícil ver o povo desmascarado. É tudo tão estranho, nada é imutável, cada mudança é uma nova realidade, cravada com espinhos e a maciez das pétalas. Hoje, estamos maquiados para franquia da ditadura da aparência, enquanto disfarçamos as estrelas e a lua que carregamos.

13 de abril de 2022

11 benefícios do café

 

José Nicolau. (FOTO/ Acervo Pessoal).

O café é uma bebida rica em ácido clorogênico, ácido cafeico e kahweol, que são compostos bioativos com propriedades antioxidantes, que ajudam a combater os radicais livres, prevenindo envelhecimento precoce, câncer, depressão e diabetes.

Além disso, o café tem ótimas quantidades de cafeína, um composto que estimula o sistema nervoso central, ajudando a combater a depressão, melhorando o humor e a disposição física e mental. Conheça outros alimentos fontes de cafeína.

O sabor, o aroma e a quantidade de cafeína do café variam de acordo com o tempo de torrefação, o tipo de moagem e a forma de preparo dos grãos, incluindo o expresso, o solúvel, o coado ou o descafeinado, que podem ser consumidos puros ou usados em preparações doces, como tiramisu ou sorvete, e salgadas, como molhos.

Os benefícios alcançados com o consumo moderado do café para a saúde são:

1. Melhorar memória e concentração

Por ser rico em cafeína, um composto estimulante do sistema nervoso central, o café ajuda a melhorar a memória e o estado de alerta, além de aumentar a capacidade de concentração e diminuir o sono.

No entanto, a tolerância aos efeitos da cafeína é muito comum, ou seja, muitas vezes é necessário consumir doses cada vez maiores para se obter os mesmos benefícios que se tinha consumindo doses iniciais pequenas.

2. Evitar a depressão

Os polifenóis presentes em ótimas quantidades no café combatem os radicais livres e diminuem inflamações nas células do sistema nervoso central, o que contribui para reduzir a ansiedade e melhorar o humor, prevenindo quadros de depressão.

Além disso, o consumo de café geralmente também está associado com hábitos sociais de convívio, estimulando o contato com outras pessoas e favorecendo o bem-estar geral.

3. Prevenir câncer

O café contém cafeína, ácido clorogênico, ácido cafeico e kahweol, antioxidantes que protegem as células contra os danos provocados pelos radicais livres, impedindo o desenvolvimento de alguns tipos de câncer.

Além disso, o café ajuda a diminuir os níveis de estrogênio no organismo, um hormônio relacionado a alguns tipos de câncer, como de mama, fígado, cólon e de endométrio.

4. Ajudar a combater dores de cabeça

O café possui propriedades anti inflamatórias e analgésicas que ajudam a diminuir e prevenir a dor de cabeça, incluindo a enxaqueca.

No entanto, algumas pessoas que deixam de consumir o café, podem observar melhoras da dor de cabeça. Isto acontece, pois os efeitos da bebida variam de acordo com cada organismo. Por isso, é importante observar se a ingestão de café provoca a dor de cabeça ou ajuda a melhorar o sintoma.

5. Ajudar no emagrecimento

O consumo de café favorece a perda de peso, pois a cafeína ajuda a controlar a fome  temporariamente, contribuindo para a redução da ingestão de alimentos.

Além disso, o café tem propriedades termogênicas, aumentando o gasto energético e a queima de gordura corporal, favorecendo o emagrecimento. A ingestão de 300mg de cafeína por dia, estimula um gasto energético de aproximadamente 79 calorias.

6. Melhorar o desempenho durante exercícios

A cafeína, presente no café, tem propriedades ergogênicas, que aumentam a produção de energia do organismo, diminuindo o cansaço e a dor durante os exercícios físicos, e melhorando o desempenho físico e mental.

7. Evitar doenças cardiovasculares

O café é rico em ácido clorogênico, ácido cafeico e kahweol, potentes antioxidantes e anti-inflamatórios que ajudam a combater os radicais livres, promovendo a saúde das artérias e melhorando a circulação sanguínea, prevenindo doenças como infarto, pressão alta e derrame.

8. Combater a prisão de ventre

Por conter cafeína, o café aumenta a contração do estômago e intestino, estimulando a eliminação das fezes e ajudando no combate à prisão de ventre.

Além disso, o café, especialmente na versão solúvel, contém boas quantidades de magnésio, um mineral com propriedades laxantes, estimulando os movimentos intestinais e facilitando a eliminação das fezes.

9. Prevenir a diabetes

O café é rico em antioxidantes que protegem as células do pâncreas e, por isso, melhoram a função do hormônio insulina, regulando os níveis de glicose no sangue e prevenindo a diabetes.

10. Prevenir o envelhecimento precoce

Por ter ótimas quantidades de compostos antioxidantes, como cafeína, ácido clorogênico e ácido cafeico, o café ajuda a proteger a pele contra a ação dos radicais livres, prevenindo a flacidez e o envelhecimento precoce.

11. Prevenir a doença de Parkinson

A cafeína, um composto presente em altas quantidades no café, protege as células do sistema nervoso central e estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor que, em baixas concentrações, aumenta o risco do desenvolvimento da doença de Parkinson.

Por isso, alguns estudos [1], [2]têm mostrado que o consumo do café ajuda na prevenção da doença de Parkinson.

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Com informações do Tua Saúde.