19 de julho de 2021

Conheça a Galaria de Racistas

 

Por Nicolau Neto, editor

O site Galeria de Racistas expõe detalhadamente uma lista de pessoas que foram racistas. Muitos desses nomes foram homenageados no país, inclusive com feriados.

Segundo o site que disponibiliza a exposição ‘A Arte do Racismo’, “o Brasil tem a maior galeria de racistas a céu aberto do mundo. Há anos a arte é usada da sua pior forma: para homenagear escravagistas. Uma galeria permitida pelo Estado em todo o Brasil”.

Na exposição com cerca de 49 obras racistas,  há nomes como o de Tiradentes, Padre Antônio Vieira, Bento Gonçalves, Maurício de Nassau, Diogo Feijó, Borba Gato, dentre outros, e é possível perceber a história de crimes de cada homenageado.

Para a organização da exposição, a ideia é contribuir para retratação histórica e remoção de racistas das ruas.

A ação é fruto de um projeto colaborativo feito pelo Coletivo de Historiadores Negros Teresa de Benguela, o site antirracista Notícia Preta e um coletivo de publicitários pretos e é resultado de uma extensa pesquisa sobre monumentos brasileiros que homenageiam figuras escravagistas que cometeram diversos crimes contra a humanidade.

O Blog Negro Nicolau também defende, divulga e apoia essa causa.

Clique aqui e confira a Galeria de Racistas.

População vacinada de Altaneira contra a Covid-19 chega a 46,47%

 

Professora Ranielly Alcantara recebe a primeira dose da vacina anti Covid-19 em Altaneira. (FOTO/ João Alves).

Por Nicolau Neto, editor

O município de Altaneira chega a metade do segundo semestre com 5.139 pessoas que receberam a primeira ou as duas doses e, ou, dose única da vacina anti-Covid-19.

Desses números, segundo a última atualização da Secretaria da sáude do município, 3.440 pessoas tiveram a 1ªD aplicada no braço, enquanto que com as duas esse número atinge 1.584. Já com a dose única 115 pessoas foram vacinadas. 

Por essa última atualização, é possível constatar que com a primeira e com a dose única, Altaneira já atingiu a marca de 46,47% da população vacinada de um total de 7.650 habitantes (estimativa do IBGE 2020). Se se levar em consideração só os dados da 1ª dose aplicada, 44,96% da população já recebeu o imunizante; Com a segunda dose e a dose única esse número chega a 22,20%.

Vacinação por público

Ainda de acordo com as informações, 176 profissionais da saúde receberam as duas doses do imunizante, enquanto que a população idosa acima dos 60 anos esse número fica em 941. Das 520 pessoas da comunidade quilombola da Bananeira, 457 já receberam as duas doses. A vacina aplicada a esse público foi da astrazeneca que tem um intervalo de tempo de três meses entre a primeira e a segunda.

Veja também: 30,2% da população de Altaneira já recebeu a primeira dose contra Covid-19

A força de segurança que comporta os policias militares e a guarda municipal também já receberam o imunizante. Os primeiros com as duas doses e o segundo só a primeira.  348 pessoas com comorbidades foram vacinadas com a primeira dose;  177 professores/as também com uma dose ; 945 pessoas do público em geral receberam a 1ª dose do imunizante e do grupo das gestantes e pueperas, 45 receberam a primeira dose.

Outro dado importante é que não há nenhum caso de internação para tratamento da Covid-19, o que comprova a eficácia do imunizante.

Brasil tem 19,4 milhões de casos de covid-19 e variante delta chega a sete estados

 

Reabertura da Paulista será repetida no próximo domingo. Apesar do risco menor ao ar livre, chegada da variante delta preocupa especialistas. (FOTO/ Reprodução).

O Brasil registrou ontem (18) mais 948 mortes em decorrência do coronavírus, superou os 542 mil óbitos na pandemia e, com mais de 34 mil casos em um dia, o total de casos de covid-19 chega a 19,4 milhões. Os números do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) confirmam tendência de queda nos números da pandemia a caminho dos patamares mais baixos do ano. Entretanto, o país se encontra diante de ao menos três fatores que tornam a situação delicada e perigosa: primeiro, a taxa de vacinação completa, em 16% da população, ainda é baixa para garantir uma imunização segura; segundo, a variante delta, decorrente da nova cepa indiana do novo coronavírus, ainda está em processo inicial, porém, crescente de disseminação; e terceiro, apesar das condições ainda desfavoráveis, autoridades estão precipitando medidas de flexibilização de restrições.

Ontem em São Paulo, por exemplo, uma multidão foi à Av. Paulista e a prefeitura da cidade já anuncia nova rodada da “retomada experimental” da abertura da avenida, das 8h às 12h, para o próximo domingo. A administração diz que foi possível reabrir a via – após um ano e quatro meses – por causa do avanço da vacinação da covid19. Mas, apesar de mais de 70% dos moradores da capital já terem tomado a primeira dose, apenas 17,5% tomaram a segunda. E embora eventos ao ar livre sejam considerados mais seguros para evitar o contágio, a chegada da variante delta ao Brasil, mais transmissível, tem colocado especialistas em alerta.

Variante delta

Segundo o Ministério da Saúde, ao menos 97 casos de infecção pela variante delta já foram notificados no país, e desse casos, cinco resultaram em mortes. Os registros foram feitos em sete Estados, mas os óbitos foram concentrados no Paraná e Maranhão. O Rio de Janeiro é o estado com o maior número de contágios pela nova cepa, 74. Porém, exemplo do que vem ocorrendo desde o início da pandemia, a testagem continua sendo feita de maneira precária. Ainda segundo o ministério, há registros de uma contaminação em Minas Gerais, duas em Goiás, três em São Paulo e duas em Pernambuco. No Paraná, foram nove casos de covid-19 pela variante delta, com quatro mortes; e no Maranhão, seis casos e um óbito. 

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Com informações da RBA.

18 de julho de 2021

Semipresidencialismo é a nova tentativa de golpe, diz Lewandowski


 

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, publica artigo neste domingo, na Folha de S. Paulo, em que alerta para o novo golpe que circula na praça: o do semipresidencialismo, uma nova versão do parlamentarismo, que já foi rejeitada pelo povo brasileiro em plebiscito. "A adoção do semipresidencialismo poderia reeditar o passado que muitos prefeririam esquecer. É preciso cuidar para que a história não seja reencenada como pantomima", diz Lewandowski, que relembra o parlamentarismo imposto a João Goulart, em 1961.

"Um conhecido filósofo alemão, ao escrever sobre o golpe de Estado que levou Napoleão 3º ao poder na França em 1851, concluiu que todos os fatos e personagens de grande importância na história se repetem, 'a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa'”, escreve o ministro, fazendo referência a Karl Marx. "Aqui, a proposta de adoção do semipresidencialismo, ligeira variante do parlamentarismo, que volta a circular às vésperas das eleições de 2022, caso venha a prosperar, possivelmente reeditará um passado que muitos prefeririam esquecer", prossegue, criticando proposta que vem sendo defendida por Gilmar Mendes e Luis Roberto Barroso.

"Com a Proclamação da República em 1889, à semelhança da grande maioria dos países americanos, o Brasil adotou o presidencialismo, o qual perdurou, com altos e baixos, até a renúncia de Jânio Quadros em 25 agosto de 1961, cujo sucessor constitucional era o seu vice-presidente, João Goulart, à época em viagem oficial à China. Diante das resistências à sua posse por parte de setores conservadores da sociedade, que o vinculavam ao sindicalismo e a movimentos de esquerda, instalou-se um impasse institucional. Para superá-lo, o Congresso Nacional aprovou, em 2 de setembro do mesmo ano, uma emenda constitucional instituindo o parlamentarismo. Com isso, permitiu a posse de Goulart, embora destituído de grande parte dos poderes presidenciais, que passaram a ser exercidos por um gabinete de ministros chefiado pelo ex-deputado Tancredo Neves", lembra o ministro.

Coincidentemente, a discussão sobre "semipresidencialismo" ocorre no momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera todas as pesquisas e venceria as eleições presidenciais presidenciais em primeiro turno, se a disputa fosse hoje. "Agora ressurgem, aqui e acolá, iniciativas para a introdução do semipresidencialismo no país, a rigor uma versão híbrida dos dois sistemas, em que o poder é partilhado entre um primeiro-ministro forte e um presidente com funções predominantemente protocolares. Embora atraente a discussão, do ponto de vista doutrinário, é preciso cuidar para que a história não seja reencenada como pantomima", diz o ministro.

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Com informações do Brasil 247.

Altaneira já tem 46,4% da população vacinada contra a Covid-19

Integrante da Comunidade Quilombola da Bananeira, em Altaneira, recebendo a 1ª dose do imunizante. (FOTO/ João Alves).

 Por Nicolau Neto, editor

O município de Altaneira chega a metade do segundo semestre com 5.139 pessoas que receberam a primeira ou as duas doses e, ou, dose única da vacina anti-Covid-19.

Desses números, segundo a última atualização da Secretaria da sáude do município, 3.340 pessoas tiveram a 1ªD aplicada no braço, enquanto que com as duas esse número atinge 1.584. Já com a dose única 115 pessoas foram vacinadas.  

Por essa última atualização, é possível constatar que com a primeira e com a dose única, Altaneira já atingiu a marca de 46,4%% da população vacinada de um total de 7.650 habitantes (estimativa do IBGE 2020).  Se se levar em consideração só os dados da 1ª dose aplicada, 43,6% da população já recebeu o imunizante.

Vacinação por público

Ainda de acordo com as informações, 176 profissionais da saúde receberam as duas doses do imunizantes, enquanto que a população idosa acima dos 60 anos esse número fica em 941. Das 520 pessoas da comunidade quilombola da Bananeira, 457 já receberam as duas doses. A vacina aplicada a esse público foi da astrazeneca que tem um intervalo de tempo de três meses entre a primeira e a segunda. 

Veja também: 30,2% da população de Altaneira já recebeu a primeira dose contra Covid-19

A força de segurança que comporta os policias militares e a guarda municipal também já receberam o imunizante. Os primeiros com as duas doses e o segundo só a primeira.  348 pessoas com comorbidades foram vacinadas com a primeira dose;  177 professores/as também com uma dose ; 945 pessoas do público em geral receberam a 1ª dose do imunizante e do grupo das gestantes e pueperas, 45 receberam a primera dose. 

Outro dado importante importante é que não há nenhum caso de internação para tratamento da Covid-19, o que comprova a eficácia do imunizante.


17 de julho de 2021

Divulgada programação do Seminário Nacional de Mulheres Pretas e seus Saberes Periféricos, Acadêmicos e Artísticos

 

(FOTO/ Reprodução).


Por Nicolau Neto, editor

A Rede de Professores Antirracistas promoverá entre os dias 19 e 25 de julho o Seminário Nacional de Mulheres Pretas e seus Saberes Periféricos, Acadêmicos e Artísticos. O evento que ocorrerá no Canal da Rede no YouTube é totalmente gratuito.

Segundo Lavini Castro, idealizadora da Rede, e Marina Gino, do CEAP, o seminário é uma homenagem ao Julho das Pretas, que o reconhece como sendo “uma construção do 25 de julho que tornou a data em Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha enquanto fruto de um movimento secular, do ativismo de nós, mulheres negras, traçado na luta contra as opressões”. 

O evento será estruturado a partir de rodas de conversas virtuais com Mulheres Pretas produtoras e disseminadoras de saberes periféricos, acadêmicos, artísticos, dentre outros. Lavini destaca que são essas mesmas mulheres que cotidianamente “em seus espaços de trabalho, pesquisa e luta auxiliam a transformar a sociedade num lugar mais democrático, inclusivo e humano” e parafraseando a filósofa, escritora e ativista estadunidense Angela Davis frisou “quando uma mulher preta se movimenta toda a estrutura da sociedade se movimenta com ela.”

Para fazer a inscrição clique aqui.

Clique aqui e conheça o Canal da Rede no YouTube

O Seminário irá ao ar remotamente a partir das 19h00. Abaixo a programação:

19 DE JULHO

MESA DE ABERTURA

19:00

Profª. Doutoranda Mariana Gino- CEAP

Profª. Mestra Lavini Castro- Rede de Professores Antirracistas

Graduanda Yamim Lobo Ivanir dos Santos-UERJ/Campos São Gonçalo

Graduanda Ana Gabielle – UFRJ

19 DE JULHO

QUEM TEM MEDO DE MULHER PRETA?

19:00

Giovana de Carvalho Castro- Professora, Doutoranda em História (UFJF), Co-articuladora do Centro Virtual da memória Negra (LABHOI/UFJF). Integrante do Coletivo Cabeça de Nêga.

Selmara de Castro Balbino- filha da Maria Lucia, Sergio Luiz o Sapateiro, moradora do bairro Santa Cândida, militante do movimento negro, mestranda em Serviço Social pela UFJF e integrante da coordenação geral do curso preparatório para PISM e ENEM Luísa Mahin e fundadora do coletivo unidos Por Santa Cândida.

Aline Nascimento Consultora de Diversidade e Inclusão. Mestre em Relações Étnico Raciais. Professora de História.

​Mediadora: Ana Gabriella de Lima - Graduanda de Licenciatura em História na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Pesquisadora da escravidão em uma perspectiva afro-religiosa.

20 DE JULHO 

QUEM TEM MEDO DE MULHER PRETA NA EDUCAÇÃO

19:00

Profª. Doutora Helena Theodoro- Coordenadora do LUPA/LHER/UFRJ

Profª. Doutora Iamara Viana- Professora Historiadora

Profª. Mestra Lavini Castro- Rede de Professores Antirracistas

Luane Bento dos Santos- Doutoranda em Ciências Sociais na PUC-RIO. Mestra em Relações Étnico-raciais/CEFET-RJ. Docente de Sociologia na Educação Básica. Iyawo de Iemanjá no Ilê Axé Ialodê Oxum Karé Ade Omi Arô

Mediadora: Yamim Lobo Ivanir dos Santos- Graduanda em Pedagogia UERJ/FFP. Pesquisadora das Desigualdades sociais e Desigualdades escolares com foco nas Unidades Socioeducativas.

21 DE JULHO 

QUEM TEM MEDO DE MULHER PRETA NA SAÚDE?

19:00

Naiara Santos e Silva- Psicóloga (FMS), Analista em Formação (Col. Di Jeje), Formação em Psicologia e Relações Raciais (Instituto Amma Psique e Negritude), Especializanda Relações de Gênero e Sexualidade (UFJF)

Luciana Alleluia- Enfermeira, especialista em saúde mental; doutoranda em Ciências do Cuidado em Saúde/ UFF; Mestre em Ensino na Saude; Coordenação da Saúde do Trabalhador Fiocruz - CE; membro dos núcleos de pesquisa: NERI(UFC) NUPPSAM(UFRJ), COLETIVO NEGRO FIOCRUZ, NUPECCSE(UFF)

Domênica Rodrigues - Professora, negra, feminista pelo auto Cuidado, integrante da coletiva CAIANA e dos GTs de Ancestralidade, Comunicação e cultura e Mulheres da ABA- AGROECOLOGIA, pesquisadora pelo núcleo JUREMA UFRPE. Educadora Griô em formação e mestra em Administração Escolar.

Thatiane- (AGUARANDO A MINI Bio )

Mediadora: Denise Nascimento é integrante do grupo de artes cênicas e políticas As Ruiths, Integrante do Coletivo Cabeça de Nêga. Mestranda em História pela UFJF e especialista em História da África e Literatura e Cultura afro-brasileira ambos pela Universidade Federal de Juiz de Fora.

22 DE JULHO 

QUEM TEM MEDO DE MULHER PRETA NO MERCADO DE TRABALHO?

19:00

Heloise Costa - Palestrante l ESG l Diversidade & Inclusão l Internal Consultant D&I at Nubank.

Waleska Miguel Batista- Doutoranda em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Mestra em Sustentabilidade e Graduada em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas. Integrante do Grupo de Pesquisa Estado e Direito no pensamento social brasileiro, vinculado ao Mackenzie. Advogada e Professora.

Anna Karla da Silva Pereira - Mestranda no Programa de Pós Graduação em História na Universidade Católica de Pernambuco. Especialista em Gestão Pública. Integrante do grupo de pesquisa Estudos transdisciplinares em história social: Relações de Poder, política e instituições, organizou livro e tem artigos publicados nas temáticas movimentos sociais, relações de poder, cultura afro-brasileira e memória. Articuladora social, co-fundadora e membro da Executiva Nacional do Frente Favela Brasil e integrante do Conselho Nacional do Pacto pela democracia.

 Monica Francisco- Deputada Estadual pelo Psol, Presidente da Comissão de Trabalho, Legislação Social e Seguridade Social na Alerj e Vice-Presidente da Comissão de Combate às Discriminações e Preconceitos de Raça, Cor, Etnia, Religião e Procedência Nacional. Mônica também integra a CPI de Intolerância Religiosa.

Mediadora: Stephane Ramos - graduada em História pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mestra em História Comparada pela mesma universidade (PPGHC-UFRJ) e Doutoranda em História Social pela Universidade de Brasília (PPGHIS-UnB). Atua como educadora popular e suas pesquisas envolvem os temas da História do Pós-Abolição no Brasil e História da Educação.

23 DE JULHO 

QUEM TEM MEDO DE MULHER PRETA NA RELIGIÃO?

19:00

Yalorixa Márcia Marçal

Carolina Rocha é Dandara Suburbana e vice-e-versa. É mulher preta, de Xangô, militante antirracismo e educadora. Também historiadora e socióloga. Doutoranda no IESP/UERJ, pesquisadora das violências sofridas pelas espiritualidades de matriz africana há mais de dez anos. Autora do livro “O Sabá do Sertão: feiticeiras, demônios e jesuítas no Piauí colonial” (Paco Editorial, 2015), que analisa a perseguição às mulheres negras acusadas de bruxaria no Brasil colonial. Também co-autora dos livros “Lâmina” (Arte Sabali, 2018) e “Inovação Ancestral de Mulheres Negras: táticas e políticas do cotidiano" (Oralituras, 2019) e Cadernos Negros volume 43 (Quilombhoje, 2021). Idealizadora do projeto Ataré Palavra Terapia, que trabalha com escrita criativa, literatura negra e autocuidado.

Andressa Oliveira- Integrante do Movimento Negro Evangélico

Mediadora: Mariana Gino- Coordenadora Pedagógica no Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (CEAP).  Secrétariat Général du Centre Joseph Ki-Zerbo pour l'Afrique et la Diaspora (CIJKAD). Doutoranda em História Comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Mestre em História Comprada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Pós- Graduada em Ciência da Religião pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2012), bacharela em Teologia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora/ PUC-MINAS (2011), bacharela em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora (2013). Coordenadora do Laboratório de História das Experiências Religiosas (LHER/UFRJ) e da Coordenadoria de Experiências Religiosas Tradicionais Africanas, Afro-brasileiras, Racismo e Intolerância Religiosa (ERARIR/LHER/UFRJ). Atua nos seguintes grupos de pesquisa “Modernidade, Religião e Ecologia” vinculada a (PUC-MINAS),"Grupo de estudos Áfrikas" (UFJF). É pesquisadora Associada na Associação Brasileiras de Pesquisadores Negros (ABPN). Professora do Curso de Direito na Universidade Cândido Mendes(RJ). Integrante do grupo de artes cênicas e políticas As Ruiths.

24 DE JULHO 

QUEM TEM MEDO DE MULHER PRETA NA CULTURA?

19:00

Maria Luiza Igino Evaristo- Filha da Nininha, adora bichos e esportes, graduada em História, especialista, mestre e doutora em Ciência da Religião, professora e, atualmente assessora na Funalfa/JF.

Margarete Machado (Aguardando as informações)

Prof.ª Dra Ana Lúcia Professora da Graduação UEM. Mestrado em História. Doutora em Educação. 

Doutoranda em História - Departamento de História - UEM 

Mediação: Lavini Castro. Educadora Antirracista. Mestre em Relações Étnico Raciais pelo PPRE/CEFET-RJ. Historiadora UFRJ. Criadora e Mentora da Rede de Professores Antirracistas. Pesquisadora de LHER/UFRJ e Membro da Coordenadoria ERARIR. Ganhadora do Prêmio Sim À Igualdade Racial do ID_BR

Patrulha Maria da Penha e as mulheres negras e periféricas

 

Por Marina Silva, Colunista

Sabemos que violência doméstica é uma questão de gênero, e que estamos aqui para combate-la, e um dos meios de enfretamento é a Patrulha Maria da Penha. Desde a edição da Lei Maria da Penha em 2006 que a Policia Militar visa buscar formas de enfrentamento mais eficazes, pensando nisso surgiu o que chamamos de Patrulha Maria da Penha.

A Patrulha Maria da Penha é uma iniciativa para proteger os direitos das mulheres. Ela funciona como um policiamento comunitário, dando suporte a mulheres que são monitoradas pelo patrulhamento policial, feito pela Guarda Civil Municipal da cidade, através do telefone 153, que funciona como central de atendimento às vítimas.

Mulheres negras e periféricas, que já ocupavam os rankings de vítimas de violência doméstica, foram as mais afetadas durante a pandemia. A medida é importante e necessária, mas, chama a atenção para o acesso das mulheres periféricas ao patrulhamento.

Já que em grande maioria dos a Policia Militar se mostrou racista e misógina. Precisamos entender e tomar conhecimento de como essas abordagens estão sendo feitas,  porque quando uma patrulha está na comunidade, o preconceito, a discriminação está presente. 

A LUTA NÃO PODE PARAR!

Pesquisadoras de dança nordestinas lançam documentário sobre raízes do maculelê

 

(FOTO/ Divulgação).

Preservar a memória da dança afrodiásporica é uma das motiviações que levou a brincante e contramestra da Escola de Capoeira Angola Ifé, Gabrielle Conde, e a artista de dança, educadora e intérprete, Bruna Mascaro, produzirem um vídeo documentário sobre as origens do Maculelê. Expressão artística que simula uma arte marcial através da dança, faz parte da identidade cultural negra nordestina e será abordada através de representantes históricos das cidades de Salvador e Santo Amaro, ambas na Bahia. A produção audiovisual fica disponível no canal do projeto no YouTube a partir deste sábado (17), às 18h. 

Foi pensando para trazer de volta a prática corporal do maculelê, mas, também, para termos um registro oral, como uma espécie de atualização dessa cultura. Isso, tendo em vista que muitos grupos aderiram à uma prática de 'capoeira gospel’, trazendo elementos do fundamentalismo religioso às práticas de origens africanas e afroameríndias. Por isso, queremos, com o projeto, reacender essa chama da importância da gente salvaguardar as tradições e romper com uma lógica racista”, afirma a realizadora Gabrielle Conde. 

A realização do filme faz parte do projeto "Entre paus, grimas e cacetes: o Maculelê construindo sentidos pedagógicos", pesquisa que reúne como fontes diretas mestres, mestras, pesquisadores e fazedores da cultura da região e as suas relações com a prática artística estudada. O projeto visa mostrar, também, a relevância das cidades para a construção da expressão. 

Nós fomos atrás do maculelê que ainda é feito e ressignificado e atravessado pelas pessoas que mantêm, mas que tem, ali, uma preocupação de preservar os fundamentos dos antepassados, como Mestre Macaco. Com isso, buscamos o enfrentamento de um racismo estrutural, institucional e religioso e que as histórias sobre a expressão sejam contadas de forma oral e por seus fazedores e fazedoras”, finaliza Conde.

Em junho deste mês, as pesquisadoras ainda promoveram, virtualmente, um encontro que apresentou a corporalidade do Maculelê, aprofundando os participantes na mistura de dança. Movimentos do corpo, canto e percussão, estruturados em princípios que se alternam entre jogo, luta, ritual e brincadeira, foram abordados durante oficina por videochamada. 

A direção de fotografia e a montagem do próximo trabalho e pesquisa sobre o tema são realizadas por Rayanne Morais e a produção executiva é de Karuna de Paula, da Equinócio Produções. O projeto ainda conta com incentivo do Microprojeto Cultural, viabilizado pela Secretaria de Cultura de Pernambuco (SECULT-PE). Mais informações e novidades podem ser acompanhadas pelo perfil do coletivo de pesquisa no instagram

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Com informações da Alma Preta.