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| (FOTO | Reprodução). |
O caso do banco Master é muito ilustrativo de como “realmente” funciona a corrupção entre nós. O país (des)aprendeu, com seus pensadores mais importantes e influentes até hoje, que o “problema do Brasil” é o patrimonialismo. A tese do patrimonialismo burocrático, significando que os servidores e operadores do Estado criam um estamento autorreferido que parasita a sociedade, é a resposta da elite à questão essencial de um país desigual como o nosso: explicar como o povo é pobre num país rico. A culpa é do Estado e da política. De uma tacada só se estigmatiza o Estado, única instituição capaz de limitar e regular o mercado, deixando-o frágil para ser tomado pelo mercado, e se desmoraliza a política vista como saque da população desmoralizando a participação popular.
