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| Karla Alves. (FOTO/ Reprodução/ Facebook). |
Há alguns dias após uma palestra que ministrei numa instituição de ensino para superiores uma mulher branca que também havia proferido uma palestra antes de mim me procura ao final da minha fala pra dizer (com os olhos emocionados) que "não tinha culpa de ser branca". Eu respondi que eu também não tinha culpa dela ser branca, que eu abria mão do legado de opressões destinado à pessoas de minha cor e perguntei se ela estava disposta a abrir mão da herança de privilégios por ela gozados por ter a pele clara. Não houve resposta. Nesse caso (eu disse pra ela), não venha me afirmar que está do mesmo lado que eu nessa luta. Daí pensei sobre a serventia dos discursos que repetimos para nós mesmos e a quem de fato esses discursos acomodam.







