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| O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), ergue a constituição e a bandeira do Brasil em ato de campanha no Rio de Janeiro, em 24 de outubro de 2026. (FOTO | Solon Neto | Alma Preta). |
Neste domingo (25), o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi eleito pela quarta vez à Presidência do Brasil. Com 99,9% das urnas apuradas, o petista tem 51,77% do votos, enquanto seu adversário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acumula 48,23%.
Em
votos totais, Lula tem 64.174.591 votos, enquanto Bolsonaro tem 59.791.534. Os
dados são do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A apuração dos votos continua.
Segundo turno foi marcado pela tomada
das ruas e redes pela esquerda
A
vitória de Flávio Bolsonaro no primeiro turno, com 47% dos votos, contra 45% de
Lula, fora um choque para a campanha do petista. A maior parte dos institutos
de pesquisa apontavam vitória do petista no primeiro turno. O Datafolha, por
exemplo, indicava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 42%.
Depois
do resultado, a campanha de Lula sofreu uma reformulação, com a aproximação de
deputados federais eleitos para a estratégia de comunicação do presidente, como
Ana Elisa (PT-MG), Erika Hilton (PSOL-SP) e Jones Manoel (PSOL-PE). O principal
nome, contudo, foi o do deputado federal de Minas Gerais, André Janones, que
organizou o “Exército de Lula”, um canal de Whatsapp com 10 milhões e 800 mil
pessoas inscritas.
A
partir do canal e de perfis de redes sociais com milhões de seguidores,
manifestações e atos em grandes cidades do Brasil foram organizados, como em
São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Porto Alegre, Belém, entre
outras.
No
sábado pela manhã, dia 24 de outubro, o presidente Lula fez um ato com centenas
de milhares de pessoas em Copacabana, no Rio de Janeiro. Durante a
manifestação, Lula criticou o adversário, Flávio Bolsonaro, e sinalizou que
estava diante do oponente de mais baixo nível.
“Dessa
vez tive que disputar a eleição com uma pessoa que não é uma pessoa, é uma
mentira. Nunca vi ninguém com a desfaçatez e com nenhum compromisso com a
verdade como o meu adversário”, afirmou.
À
tarde, no mesmo dia, Lula participou de um ato também com centenas de milhares
de pessoas na Avenida Paulista. A manifestação foi a última de Lula como
candidato à presidência do Brasil. Durante o ato, Lula demonstrou confiança na
virada sobre Flávio Bolsonaro e exaltou as mobilizações populares durante o
segundo turno.
“Vocês
que são jornalistas sabem que, há muito anos, mesmo os mais velhos que fazem
campanha política não tinham visto uma movimentação da sociedade como a que
temos visto neste segundo turno. Acabei de fala com o senador Eduardo Braga
[MDB-AM], do Amazonas e, hoje, em todos os municípios do Amazonas, houve manifestação.
Todos!”, disse Lula.
Dia de votação no 2º turno tem denúncias
de boicote nos transportes
A
campanha de Lula entrou com um pedido de liminar de urgência para solicitar a
prorrogação do horário de votação até as 19h. O pedido, que estava focado em
nove estados, foi ampliado para todo o Brasil pelo ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Cristiano Zanin, que acatou o pedido por conta da “gravidade dos
fatos narrados”.
Ele
tomou a medida depois da falta de transporte em cidades como São Paulo e
Salvador. Na capital paulista, obteve 46% dos votos contra 42% de Flávio, e na
capital baiana, com 65% para Lula e 27% para Flávio.
Em
São Paulo, as estimativas apresentadas pelo PT para o Tribunal Regional
Eleitoral (TRE-SP) são de que apenas 60% da frota da cidade ficou disponível,
ao invés dos 100% exigidos pela Justiça Eleitoral.
Em
entrevista para a CNN, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou que
frota de ônibus na cidade está normal, acima da demanda de domingo. Ele negou
as acusações do PT, de que a frota não está em acordo com o exigido pela
justiça.
O
mesmo ocorreu em Salvador, com as garagens de ônibus fechadas, com ônibus
estacionados. A justificativa foi a de que parte da frota estava com adesivos
de Lula. O Procon identificou 370 ônibus estacionados em quatro garagens na
cidade. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE-BA) chegou a determinar o
reestabelecimento da frota de ônibus da capital baiana.
O
prefeito de Salvador, Bruno Reis, culpou o problema por uma suposta adesivação
dos ônibus com a imagem de Lula. Ele afirma que os empresários donos das
empresas de ônibus determinaram a retirada de parte da frota para não ferir a
justiça eleitoral.
_______
Texto
de Pedro Borges, na Alma Preta Jornalismo.

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