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| (FOTO | Reprodução | WhatsApp). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
Doação acontece neste sábado (30), no Crato, e beneficiará bibliotecas comunitárias, públicas e escolares.
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| Ana Ruty com sua bebê ao lado do presidente Lula e da ministra da cultura Margareth Menezes. (FOTO | Reprodução). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
A Presidenta do Coletivo Camaradas, Ruty Paz, se reúne com presidente Lula Durante a 6° TEIA - Encontro Nacional dos Pontos de Cultura, realizada em Aracruz , Espírito Santo, entre os dias 19 e 24 de maio. O Cultura Viva é a maior política estruturante de cultura de base comunitária do país.
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal). |
O Coletivo Camaradas deve criar as condições para ter, no Território Criativo do Gesso, um laboratório social de organização popular. Para isso, é preciso se vincular, de diversas formas, aos organismos que atuam dentro desse território. O pensamento de um laboratório nos remete à ideia de experienciar, testar, comparar, observar, estudar, compreender processos, nortear a teoria e a prática.
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal) |
Por Alexandre Lucas, Colunista
O papel amassado no bolso não guarda nenhum segredo; serve apenas para dar a sensação de que não anda de bolsos vazios. Estava escrevendo receitas de milagres para vender na porta do cemitério. Os dias estão miúdos de fartura e felicidade. Restam os papéis amassados no bolso.
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| 📸 | Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
As gestões da educação no país precisam enfrentar de forma franca o debate pedagógico que vem norteando a política pública educacional brasileira. Os pés do capital têm estrangulado e silenciado as perspectivas pedagógicas alinhadas aos interesses de emancipação da classe trabalhadora. Essa constatação não é retrato apenas dos governos de direita, que aprofundam ainda mais essa situação, mas é algo que também tem caracterizado os governos do campo democrático.
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
É indiscutível que a palavra escrita é essencial para o desenvolvimento cognitivo, a associação de ideias, a ampliação da memória e da argumentação. A palavra, enquanto produção histórica e social, reflete demarcadores societários e, hegemonicamente, reproduz ideologicamente as ideias das elites dominantes.
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal). |
Escrevo poesia com a faca na língua. Óculos sujos e letras embaraçadas. A borboleta pousa na nas bananas e o carnaval sacode as minhas dores. Larissa fala de poesia e de ternura quando me ler, mas está distante, o capitalismo distancia nossos abraços.
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo pessoal). |
Coluna do Alexandre Lucas
Coloquei a bola de cristal, os baralhos e joguei todos os búzios, não obtive nenhuma resposta. O caixa eletrônico do banco foi mais certeiro, apontou extratos e saldos. Esse mês gastei desnecessariamente tentando encontrar a felicidade. Para acelerar o coração: café com canela.
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| Centro Cultural do Cariri. (FOTO | Reprodução |WhatsApp ). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
Dentro da programação do XV Congresso Internacional Artefatos da Cultura Negra acontecerá mais uma edição do Fórum da Memória e Encontro dos Pontos de Cultura do Cariri, neste sábado, 28 de Setembro de 2024, no Pequeno Palco do Centro Cultural do Cariri.
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| Raimundo José da Silva, mais conhecido como Raimundo Aniceto faleceu no último dia 10 de outubro, na cidade do Crato. (Foto: Samue Macedo) |
Por Alexandre Lucas, Colunista
Os movimentos sociais da cultura historicamente tem marcado a luta pelo direito à cidade. O processo de articulação e de entrelaçamento com outras organizações e lutas tem provocado tomada de consciência e incidência política.
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| Alexandre Lucas (ao centro). FOTO | Cultura Viva). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
O fortalecimento das lutas dos movimentos sociais de cultura e do avanço das políticas públicas no Crato está intimamente ligado as eleições municipais deste ano. Esse entendimento parte da reflexão da ausência de gestores e parlamentares comprometidos de forma orgânica com a cultura. É necessário colocar a cultura na centralidade do debate político como instrumento de desenvolvimento econômico, social, promoção da cidadania e construção um novo tipo de cultura política.
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| (FOTO | Reprodução | Instagram). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
A programação da Expocrato é um retrato da indústria restritiva da cultura de massa e da ausência do Estado, enquanto fomentador da democratização da diversidade e pluralidade estética e musical do país, em especial do Nordeste e do Cariri.
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| Museu Histórico do Crato em ruína. (FOTO | Professor Nicolau Neto). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
A ausência de planejamento, controle e participação social sobre o patrimônio arquitetônico, urbanístico e ambiental, bem como ações para esses setores, é um perigo eminente para infraestrutura, mobilidade urbana, desastres ambientais, memória afetiva e cultural das cidades.
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| Comunidade do Gesso, em Crato-CE. (FOTO | Reprodução). |
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| Integrantes do Reisado São Francisco liderado por Mestre Dodô. (FOTO | Reprodução). |
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo Pessoal). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
A (e)deforma do Ensino Médio e a Escola de Tempo Intregral, no modelo posto se equiparam na mesma perspetiva pedagógica de manutenção do modo de produção capitalista, no sentido ofertar mão de obra esquartejada de conhecimento e guiada para atender os interesses do mercado. É necessário desmontar a propagada institucional e das instituições financeiras que defendem essa proposição, a qual desvia a função social da escola pública comprometida com a socialização do conhecimento científico, filosófico e estético produzido historicamente pela humanidade.
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| Alexandre Lucas (FOTO | Acervo Pessoal). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
Faz-se necessário se posicionar sobre qual perspectiva de política pública para cultura se alinha aos interesses da classe trabalhadora. O Brasil enfrenta um cenário de reconstrução nacional, numa conjuntura que apresenta uma composição de disputa no governo federal,tanto pelas forças da esquerda como também pela própria direita, a qual até pouco tempo balançava as bandeiras do bolsonarismo e do fascismo. O oportunismo da direita não saiu do plantão. Do outro lado, continuam acesas e em movimento as forças que representam os interesses das elites econômicas e do conservadorismo com forte capilaridade popular. A direita amplia a presença de seus militantes e intelectuais orgânicos no chão das periferias brasileiras, nos centros urbanos, nos aldeamentos e quilombos.
No âmbito dos movimentos sociais, da gestão e do parlamento é preciso criar uma frente de unidade que congregue as diversas forças democráticas e populares, reforce a necessidade de unificar os movimentos identitários em torno de um projeto civilizatório de nação e que ao mesmo tempo garanta a autonomia, identidade e peculiaridades destes movimentos.
A política pública para cultura não deve ser percebida neutra e desvinculada dos interesses ideológicos, pelo contrário esses são elementos centrais para repensar um projeto civilizatório para a cultura que se vincule à construção de um novo tipo de sociedade baseada na democracia radical da produção simbólica e da economia para partilha da justiça social e da solidariedade humana.
A cultura deve estar no centro do debate e da ação política, como política de estado estruturante e compreendida pelo seu caráter transversal. A gestão da política cultural não pode ser uma caixa fechada, resumida exclusivamente ao Ministério, às secretarias estaduais e às municipais de cultura. A gestão da cultura deve ser estruturada numa dimensão intersetorial para se criar uma nova cultura política e reposicionar novos agentes políticos comprometidos com a classe trabalhadora. As escolas públicas, por exemplo devem ser compreendidas como principais equipamentos de difusão cultural do país. Investir na arquitetura das escolas para abarcar espaços de circulação e fruição estética e garantir que os professores e professoras das áreas de linguagens artísticas tenham formação na área é subverter a ordem posta na maioria das escolas brasileiras.
É preciso também sair do discurso do popular para classe trabalhadora, isso é um risco que pode negar a ciência e reduzir o acesso da produção historicamente produzida pela humanidade para as camadas populares. A produção erudita negada à classe trabalhadora deve se tornar popular para conjunto da sociedade. O Popular não deve ser negado, mas servir como ponto de partida para ampliar a visão social de mundo e apropriação da ciência, da qual fomos excluídos, explorados e oprimidos.
A descentralização de recursos públicos deve fomentar novas culturas políticas de articulação em rede, ampliação da acessibilidade e desmontagem do caráter excludente e elitizada dos circuitos das artes, fomentar novos repertórios e a luta pelo direito à cidade, reposicionar político e socialmente e atentar para reparação histórica à classe trabalhadora.
A política de editais ainda carrega uma lógica excludente e ligada a uma visão de mercado. Os recursos ainda se concentram nas mãos de poucos e fortalecem um circuito restrito baseado "de artista para artista".
A defesa da Política Nacional do Cultura Viva continua na ordem do dia. O Cultura Viva que ficou conhecido pelos Pontos de Cultura precisa ser fortalecido e entrar no centro do debate político como política pública e movimento (duas questões distintas que se entrelaçam) marcada por uma perspectiva política de radicalização da democracia cultural e por conseguinte de descentralização de recursos para classe trabalhadora produzir e sobreviver.
Os trabalhadores e trabalhadoras da cultura representam é outra questão que tem ganhado força no debate das políticas públicas. Está na hora de lutar por uma legislação que garanta a seguridade e proteção social para esse segmento da sociedade.
Reconstruir uma política nacional passa por consolidar o Sistema Nacional de Cultura em conjunto com os estados e municípios e garantir um percentual mínimo de recursos de forma permanente para execução dos planos de cultura, nas esferas municipais, estaduais e federal.
Outra cultura política é possível e a classe trabalhadora que lute!
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| Alexandre Lucas. (FOTO | Acervo Pessoal). |
Por Alexandre Lucas, Colunista
Dedilhar teus lábios como se escrevesse sabores. Sentir o suspiro com um manifesto desesperado de bem querer. Revirar os lençóis, os pudores e tocar o terremoto que se faz a partir do teu ventre, depois sair como quem viu imagens nas nuvens, inesperadas e passageiras.
São cinco horas da manhã. A cama está vazia como todos os dias. A rede balança, enquanto tomo coragem para iniciar os trabalhos. Tive sonhos de carne e intervalos, acordei quase mar, sol e lua. Acordei.
Maiakovski estava encostado na estante. Os trabalhadores distantes da poesia, mas os sonhos existiam, os de ontem e os de amanhã.
É hora de sair. Hoje, a calça está mais apertada e vou de mochila, carrego a fome e os sonhos paridos da ausência, porque nunca estamos vazios.