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24 de julho de 2021

#24J: Manifestações contra Bolsonaro ocorreram em mais de 10 cidades do Ceará

 

Manifestação contra Bolsonaro em Juazeiro do Norte. (FOTO/ Perfil do @ptcearaoficial).

Por Nicolau Neto, editor

E menos de dois meses a população foi às ruas se manifestar contra o governo Bolsonaro pela quarta vez. No Ceará, cerca de 11 municípios registraram ato nesse sábado, 24 de julho.

Segundo levantamento realizado pelos organizadores, a previsão era de que as reivindicações contra o governo federal ocorresse em pelo menos 17 municípios, mas até o momento as imagens colhidas junto as redes sociais dão conta de apenas 11.

Além do #ForaBolsonaro, as reivindicações que fizeram parte dos protestos foram ampliação e aceleração da vacina em todo o país, posicionamento contrários aos escândalos de propina relacionados a compra da vacina, defesa da democracia e da realização das eleições em 22 e as homenagens as famílias das vítimas da Covid-19.

Abaixo a lista das cidades cearenses com protestos:

Juazeiro do Norte, Caucaia, Fortaleza, Sobral, Quixadá, Quixeramobim, Santana do Acaraú, Morada Nova, Beberibe, Baturité e Itapipoca.

22 de julho de 2021

Organizadores trabalham por #24J maior. ‘Quanto mais amplo, melhor’

Movimento social e partidos já confirmaram 200 atos para dia 24 até o momento. (FOTO/ Rafael Smaira/Midia NInja).

 

As manifestações do #24J nas ruas do país no próximo sábado pelo impeachment de Bolsonaro tiveram confirmados, até ontem (21) à noite, 294 atos em 285 cidades de 15 países. Entres os organizadores estão as frentes Brasil Popular e Povo sem Medo, que, juntas, agregam mais de um centena de organizações sociais. A Campanha Nacional Fora Bolsonaro, criada em junho de 2020, reúne ainda as centrais sindicais e diversos partidos, como PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB, PSTU, PCB, PCO e UP.

Além disso, algumas das principais lideranças dessas agremiações e entidades tratam como positiva a adesão aos protestos de representantes de espectros políticos para além da esquerda. “A urgência é remover o atual presidente da República e estancar a destruição que seu governo promove no país”, avaliam pessoas ouvidas pela RBA. Auxílio emergencial de R$ 600 e vacina contra a covid-19 para toda a população são bandeiras do #24J.

“Avalio como positivo que setores da direita democrática se incorporem às manifestações. Seja motivados pelos crimes de responsabilidade e contra democracia, seja pela sabotagem do governo Bolsonaro ao combate à covid”, diz Raimundo Bonfim, coordenador nacional da Central de Movimentos Populares (CMP) e da Frente Brasil Popular. “Se a esquerda saiu na frente, cabe à direita também entrar. As ruas são democráticas”, acrescenta.

Na opinião do deputado federal Ivan Valente (Psol-SP), o mais importante na atual conjuntura é “fazer uma grande manifestação contra o bolsonarismo”. Para ele, se a hegemonia da organização e mobilização é da esquerda, e mesmo que os partidos conservadores, enquanto instituições, não se manifestem oficialmente, serão bem-vindas as pessoas individualmente, figuras públicas, cidadãos e cidadãs, independentemente das cores partidárias. “Não tem problema nenhum. Quanto mais amplo, melhor”, afirma.

“Quem quiser somar, deve ir”

“O PSDB, por exemplo, tem baixa capacidade de mobilização. As grandes figuras não estão indo mesmo. Claro que o PSDB esteve envolvido no golpe institucional de 2018. Mas agora o principal é se chegar ao impeachment de Bolsonaro ou a sua derrocada. Quem quiser somar nessa direção, deve ir ao ato”, pondera o parlamentar do Psol. “Não tem sentido querer fazer um ato só do campo de esquerdas. E quem não quer impeachment de Bolsonaro não vai estar lá mesmo.”

Na opinião de Bonfim, embora a presença de figuras da esquerda à direita democrática seja positiva para somar forças contra o mal maior, ainda é “muito tímida” a disposição do PSDB. Em 3 de julho, filiados do partido na cidade de São Paulo participaram das manifestações. Na ocasião, o presidente do diretório municipal, Fernando Alfredo, afirmou que os tucanos foram à rua “para pedir o impeachment do Bolsonaro”.

Alfredo se coloca como oposição ao presidente. O PSDB tem 33 deputados federais e até o momento nenhum deles, a não ser, ironicamente, Alexandre Frota (SP), se posicionou a favor do impeachment, como fez até mesmo o partido Novo, do ex-banqueiro João Amoêdo. “O PSDB tampouco sinaliza nesse sentido”, constata o coordenador da CMP.

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Com informações da RBA. Clique aqui e confira integra do texto.